<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019</id><updated>2011-11-05T15:42:34.959-02:00</updated><category term='Marxismo'/><category term='José Saramago'/><category term='Seminários'/><category term='ICP'/><category term='Novos Temas'/><category term='Debate'/><title type='text'>Instituto Caio Prado Jr. Minas Gerais</title><subtitle type='html'>Seção mineira do Instituto de Estudos Sociais, Políticos e Econômicos Caio Prado Jr. - Fundado em 2008</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03143917102494571291</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_LDLSM00BVco/TDZEXRMITJI/AAAAAAAAAUQ/dg9tov74MT0/S220/Alex.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-3656570179654958085</id><published>2011-09-18T19:25:00.000-03:00</published><updated>2011-09-18T19:25:37.921-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novos Temas'/><title type='text'>REVISTA NOVOS TEMAS NÚMERO 04</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VSH6AJWDaSM/TnZvyStxIWI/AAAAAAAAA_U/EFpMHM-W5To/s1600/novos-temas-04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-VSH6AJWDaSM/TnZvyStxIWI/AAAAAAAAA_U/EFpMHM-W5To/s320/novos-temas-04.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apresentação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Revista Novos Temas traz, neste número, o seu primeiro dossiê que trata da questão da Comuna de Paris quando essa experiência de luta pelo poder, realizada pelos trabalhadores franceses, em especial pelos parisienses, faz 140 anos. Trata-se de um debate que tem motivado intelectuais e militantes marxistas na compreensão e aprofundamento do que representou a luta dos trabalhadores parisienses de 18 de março a 28 de maio de 1871. Foram 72 dias em que o futuro da humanidade esteve em disputa e os trabalhadores, que lutaram nas barricadas de Paris e que foram massacrados pelas tropas da contra-revolução, motivaram uma nova vaga revolucionária pós-primeira guerra mundial, com a Revolução Russa de 1917.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste dossiê, apresentamos, a partir da maturação do debate, da pesquisa e dos estudos, que, no decorrer do presente ano está movimentando os marxistas e revolucionários em encontrar pistas, conexões e perspectivas do que foi a Comuna de Paris, qual o seu legado histórico. Tem textos de intelectuais acadêmicos que tem grande envolvimento com a luta de classes em nosso país e que trouxeram para o debate recortes interpretativos que possibilitam entender a Comuna não como exemplo, mas como lição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publicamos os artigos dos professores João Quartim de Moraes, que discute as questões da Guerra Franco-prussiana, da revolução e da contra-revolução na França, em especial de 1870 a 1871, levando em considerações os antecedentes históricos, a posição de Marx e Engels sobre a Comuna e a reflexão sobre esse episódio histórico. Milton Pinheiro apresenta um debate sobre a Comuna de Paris a partir da Guerra, da instalação da dualidade de poder no decorrer dos episódios da Comuna e a discussão da possibilidade da transição que foi derrotada. O historiador Osvaldo Coggiola discorre sobre as relações da primeira internacional operária e a Comuna de Paris, utilizando-se dos clássicos para enfrentar esse debate. Mauro Iasi oferece um debate sobre a Comuna de Paris numa construção metafórica sobre as raízes terrenas da crítica ao céu. Paulo Barsotti trata da auto-emancipação dos trabalhadores e da necessidade da destruição do Estado. O Professor Antônio Carlos Mazzeo entra no debate de Lênin e a Comuna e, por fim, mas não por último, o cientista político e tradutor Luciano Martorano desenvolve a questão da socialização e Comuna no pensamento de Karl Korsch.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperamos, com esse número, contribuir para debater e aprofundar o acontecimento histórico que é considerado como a primeira revolução operária de nossos tempos, ao tempo em que homenageamos os trabalhadores, homens e mulheres que tombaram nas barricadas de Paris em defesa da humanidade. Aos comunardos que foram fuzilados no muro do cemitério Père-Lachaise, a bandeira vermelha que vocês levantaram continua sendo a bandeira da emancipação humana sob qual todos nós, marxistas e revolucionários lutamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Editores&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-3656570179654958085?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/3656570179654958085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/09/revista-novos-temas-numero-04.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/3656570179654958085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/3656570179654958085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/09/revista-novos-temas-numero-04.html' title='REVISTA NOVOS TEMAS NÚMERO 04'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VSH6AJWDaSM/TnZvyStxIWI/AAAAAAAAA_U/EFpMHM-W5To/s72-c/novos-temas-04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-1657473501364307794</id><published>2011-08-19T10:03:00.000-03:00</published><updated>2011-08-19T10:03:21.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ICP'/><title type='text'>José Paulo Netto assume a presidência do Instituto Caio Prado Jr.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O professor José Paulo Netto assumiu, na última semana, a presidência do Instituto Caio Prado Jr. (ICP), em evento realizado no Rio de Janeiro. “Estou muito gratificado pela indicação. Agradeço a confiança e afirmo que vou me doar, no limite de minhas possibilidades, para o ICP”, afirmou o intelectual comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doutor em Serviço Social, professor emérito da ESS da UFRJ e autor, entre outras publicações, de “Ditadura e Serviço Social - Uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64”, “Capitalismo Monopolista e Serviço Social”, “Crise do Socialismo e Ofensiva Neoliberal” e “Democracia e transição socialista”, José Paulo Netto é militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e assume a função no lugar de Antônio Carlos Mazzeo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua nova responsabilidade coincide com um momento de intenso trabalho do Instituto, que acaba de lançar o primeiro número do “Cadernos do ICP”, Gramsci e o conceito de hegemonia, e prepara a publicação da quarta edição da revista Novos Temas. Aliás, a primeira medida anunciada em sua posse é o convite aos intelectuais Miguel Urbano Rodrigues (Portugal), Carlos Lozano Guillen (Colômbia) e Marcos Domich (Bolívia) para integrarem o conselho editorial da revista teórica marxista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua posse, José Paulo falou sobre a importância que o Instituto Caio Prado Jr. deve ter na formulação do ideário marxista em um momento de crise do capitalismo e crescente exploração sobre as classes trabalhadoras pelo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ICP e os “Cadernos”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Instituto Caio Prado Jr., que será dirigido pelo professor, é um centro de estudos e pesquisas cuja ênfase é a análise de questões políticas e filosóficas e dos problemas centrais do trabalho na sua contradição com o capital, dos movimentos sociais, da economia, da política e da história. Reúne professores, intelectuais, militantes sociais e pesquisadores de diversos matizes teórico-políticos dentro do espectro que se formou em torno do pensamento de Marx, Engels e demais filósofos do campo marxista. Em sua mais recente iniciativa, a entidade lançou a coleção Cadernos do ICP, publicação quadrimestral para a difusão de conteúdos normalmente tidos como herméticos à maioria dos trabalhadores e até mesmo militantes comunistas. O primeiro número, publicado na posse de José Paulo Netto, traz o texto “Gramsci e o conceito de hegemonia”, do historiador Ricardo Costa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além do primeiro número dos cadernos, o ICP lançou recentemente o livro "Caio Prado Junior: história e sociedade", que agrega os trabalhos apresentados no seminário sobre Caio Prado realizado em parceria com o CEMARX-Uneb, em outubro de 2010.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-1657473501364307794?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/1657473501364307794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/08/jose-paulo-netto-assume-presidencia-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/1657473501364307794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/1657473501364307794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/08/jose-paulo-netto-assume-presidencia-do.html' title='José Paulo Netto assume a presidência do Instituto Caio Prado Jr.'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-9065697002125389403</id><published>2011-07-27T11:23:00.001-03:00</published><updated>2011-08-19T10:04:08.667-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novos Temas'/><title type='text'>REVISTA NOVOS TEMAS NÚMERO 03</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bXnby2vTff4/TjAfJ7K-wXI/AAAAAAAAA8A/RiPXVmRXgr4/s1600/novos-temas-03-.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-bXnby2vTff4/TjAfJ7K-wXI/AAAAAAAAA8A/RiPXVmRXgr4/s1600/novos-temas-03-.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt; Novos Temas chega a seu terceiro número. O que pode parecer pouco para alguns é, na verdade, muito para uma revista que apesar de consolidada e vista como instrumento de debate vivo das questões centrais de nosso tempo pelos setores de vanguarda, ainda enfrenta problemas de todas as ordens. Por isso, é com orgulho de lutadores que apresentamos Novos Temas 03.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Neste número trazemos uma entrevista com um dos mais importantes filósofos marxistas da atualidade, Leandro Konder, que em 2010 recebeu Menção Honrosa do Prêmio Casa de las Américas por seu livro Memórias de um Intelectual Comunista. Nessa entrevista Konder fala de sua vasta e importante obra e aborda conceitos fundamentais da Teoria Social marxiana e da contribuição do filósofo húngaro György Lukács para o marxismo contemporâneo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Na seção Fundamentos apresentamos o texto de Karl Marx, Crítica do Programa de Gotha, escrito em 1875 para o Congresso das organizações operárias, realizado entre os dias 22 e 27 de maio de 1875, na cidade alemã de Gotha, que tinha por objetivo fundar o Partido Socialista Operário Alemão. Esse texto ainda de grande importância e atualidade para a crítica do oportunismo e reformismo intrínseco à socialdemocracia, foi publicado por Friedrich Engels somente em 1981 em Neue Zeit.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Na seção Artigos, publicamos textos dos professores Marcos Cassin, sobre a construção do pensamento de Marx e Engls, enquanto corte epistemológico de rupturas e continuidades; Silvana Aparecida de Souza, que aborda a temática das novas formas de exploração do trabalho e Sílvio Luís de Almeida, que discorre sobre a essência do direito sob a ótica do Materialismo Dialético.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Na seção História Imediata, trazemos ao leitor um balanço provisório da crise da sociabilidade do capital, com três vigorosos artigos. Francisco José Soares Teixeira perfaz a trajetória da socialdemocracia em seus diversos momentos históricos, inclusive sua chegada ao Brasil, com o Partido dos Trabalhadores. Virgínia Fontes analisa a construção do que denomina Capital-Imperialismo, enquanto portador de juros, concentrador e expropriador do trabalho e dos recursos sociais. Jorge Beinstein discorre sobre os aspectos sociais da crise do capital, analisando o fim do crescimento global e suas conseqüências que hoje materializam-se na crise das periferias capitalistas e na crise nuclear gerada pelo tsunami no Japão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Na seção Ideias em Movimento, Antonio Carlos Mazzeo resenha o livro do filósofo György Lukács, Chvostimus und dialektik, a partir de sua edição italiana, que poderia ser traduzido como “Reboquismo e Dialética”, ainda inédito no Brasil. Nesse livro, Lukács debate as críticas e reelabora conceitos de seu já clássico História e Consciência de Classes. Ricardo da Gama Rosa Costa resenha o livro de Virgínia Fontes, o Brasil e o Capital Imperialismo: teoria e História, que analisa o capitalismo contemporâneo, onde verifica-se a ampla expansão do capital monetário impondo novas formas de expropriação da força de trabalho e convertendo as atividades humanas em mercadorias e instrumentos de valor de troca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Com esses materiais esperamos que o número 03 de Novos Temas continue a contribuir para a análise crítica e para o debate da realidade hodierna da sociabilidade do capital.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Os Editores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-9065697002125389403?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/9065697002125389403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/07/revista-novos-temas-numero-03.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/9065697002125389403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/9065697002125389403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/07/revista-novos-temas-numero-03.html' title='REVISTA NOVOS TEMAS NÚMERO 03'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bXnby2vTff4/TjAfJ7K-wXI/AAAAAAAAA8A/RiPXVmRXgr4/s72-c/novos-temas-03-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-8113943380008449806</id><published>2011-07-25T12:25:00.001-03:00</published><updated>2011-07-25T12:25:27.666-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Z8WNARKHlcI/Ti2K4EladGI/AAAAAAAAA7s/s3lFctjxJYc/s1600/cuba26072011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z8WNARKHlcI/Ti2K4EladGI/AAAAAAAAA7s/s3lFctjxJYc/s320/cuba26072011.jpg" t$="true" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-8113943380008449806?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/8113943380008449806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/07/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8113943380008449806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8113943380008449806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Z8WNARKHlcI/Ti2K4EladGI/AAAAAAAAA7s/s3lFctjxJYc/s72-c/cuba26072011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-6866461965866409243</id><published>2011-07-21T23:47:00.000-03:00</published><updated>2011-07-21T23:47:38.743-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novos Temas'/><title type='text'>3 - NOVOS TEMAS – Revista do Instituto Caio Prado Jr - 3</title><content type='html'>Revista de Debate e Cultura Marxita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número 03 – Junho de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista – com Leandro Konder: Filósofo da dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNDAMENTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítica ao programa de Gotha – Observações sobre o Programa do Partido Operário Alemão – Karl Marx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louis Althusser e o corte epistemológico no pensamento de Karl Marx e Friedrich Engels – Marcos Cassin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho voluntário e responsabilidade social da empresa: novas formas de exploração da força de trabalho e de extração da mais-valia – Silvana Aparecida de Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política da forma jurídica – Sílvio Luiz de Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HISTÓRIA IMEDIATA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capital na era da luta de classes disciplinada – Francisco José Soares Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capital-imperialismo: algumas características – Virgínia Fontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironias da crise: de Bengazi a Fukushima - Despolarização, fim do crescimento global, rebeliões periféricas, crises ideológicas – Jorge Beinstein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IDEIAS EM MOVIMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha – Chvostimus und Dialektik (Reboquismo e Dialética)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro inédito de György Lukács (Edição italiana, Coscienza di Classe e Etoria – Codismo e Dialettica, Roma, Edizioni Alegre, 207,166p.,posfácio de Slavoj Zizek) - Antônio Carlos Mazzeo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha – FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital imperialismo: teoria e história – Ricardo da Gama Rosa Costa&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-6866461965866409243?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/6866461965866409243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/07/3-novos-temas-revista-do-instituto-caio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/6866461965866409243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/6866461965866409243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/07/3-novos-temas-revista-do-instituto-caio.html' title='3 - NOVOS TEMAS – Revista do Instituto Caio Prado Jr - 3'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-836693780475696478</id><published>2011-05-05T22:27:00.001-03:00</published><updated>2011-05-07T19:09:20.111-03:00</updated><title type='text'>140 ANOS DA COMUNA DE PARIS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zLnHTxjONwc/TcXC_6HcUvI/AAAAAAAAAD8/aB50P21SRH0/s1600/Cartaz+Comuna+BH.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-zLnHTxjONwc/TcXC_6HcUvI/AAAAAAAAAD8/aB50P21SRH0/s320/Cartaz+Comuna+BH.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Seminário aberto ao público, realizado pela Faculdade de Educação da UFMG, o Instituto Caio Prado Jr., a Associação dos Geógrafos do Brasil, o DAFAE, PCB, PSoL, PSTU e o Forum Social Mineiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18/05/2011 -&amp;nbsp;Local: Teatro da Cidade (R. da Bahia, 1341, Centro, Belo Horizonte, MG)&lt;br /&gt;&lt;b&gt;19:00hs - A Comuna de Paris de 1871 e a luta pelo socialismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;João Antônio de Paula - Faculdade de Ciências Econômicas UFMG&lt;br /&gt;Milton Pinheiro - CEMARX Universidade do Estado da Bahia&lt;br /&gt;Valério Arcary - CEFET São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19/05/2011 - Local: Arena Fafich - UFMG (Av. Antônio Carlos, 6627,&amp;nbsp;&amp;nbsp;Pampulha,&amp;nbsp;Belo Horizonte, MG)&lt;br /&gt;&lt;b&gt;11:00hs - Trabalho, educação e poder popular&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Filipe Raslan - UNICAMP&lt;br /&gt;Pablo Lima - Faculdade de Educação UFMG&lt;br /&gt;Pedro Otoni - Fafich UFMG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;19:00hs - A comuna e a atualidade do a luta pelo socialismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Chico Alencar - Partido Socialismo e Liberdade PSoL&lt;br /&gt;José Maria - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado PSTU&lt;br /&gt;Zuleide Faria de Melo - Partido Comunista Brasileiro PCB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-836693780475696478?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/836693780475696478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/05/140-anos-da-comuna-de-paris.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/836693780475696478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/836693780475696478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/05/140-anos-da-comuna-de-paris.html' title='140 ANOS DA COMUNA DE PARIS'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zLnHTxjONwc/TcXC_6HcUvI/AAAAAAAAAD8/aB50P21SRH0/s72-c/Cartaz+Comuna+BH.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-8577392893790173884</id><published>2011-04-25T14:56:00.001-03:00</published><updated>2011-04-25T14:58:43.624-03:00</updated><title type='text'>O legado marxista e a luta politica na America Latina</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Em primeiro lugar, agradecer o honroso e irrecusável convite para participar deste importante seminário, que se propõe a trazer o legado de Marx para colocá-lo a serviço da luta de classes, em especial na América Latina, e não apenas para uma discussão meramente acadêmica ou diletante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A vasta obra de Marx e Engels é a principal contribuição para nós revolucionários entendermos a natureza do capitalismo e identificarmos os aliados e inimigos de classe do proletariado, levando em conta a conjuntura e a correlação de forças, em cada época, em cada país. Conhecendo nossos inimigos e aliados, à luz dos ensinamentos de Marx, podemos acertar mais do que errar, na luta para destruir o estado burguês e emancipar o proletariado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Do ponto de vista da ação, das contradições do capitalismo e da luta política, podemos afirmar que o&amp;nbsp;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA&lt;/b&gt;, que Marx compartilhou com Engels há 163 anos, continua tão atual quanto fundamental como contribuição aos partidos que lutam pela revolução socialista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Marx está vivo quando se confirmam suas análises de que o capital extrapolaria seus limites nacionais, assumindo dimensão mundial e aumentando, quanto mais senil, suas tendências destrutivas frente à humanidade. Nunca foram tão expressivas e inconciliáveis as contradições entre a apropriação privada do capital e o caráter social da produção e portanto tão agudas as crises cíclicas de superprodução, agora com características estruturais, em que não se distinguem, temporalmente, ciclos, mas novas manifestações de uma mesma crise sistêmica. Trata-se de uma crise global, que Jorge Beinstein chama de crise da civilização burguesa, multifacética, em que os EUA estão no epicentro. Trata-se de uma crise do modo de produção capitalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gW63jp-U0zw/TbWzi55XohI/AAAAAAAAAD4/qwm2NioD3L8/s1600/MCB+Caracas+2011+-+5.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-gW63jp-U0zw/TbWzi55XohI/AAAAAAAAAD4/qwm2NioD3L8/s320/MCB+Caracas+2011+-+5.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A CRISE DO CAPITALISMO:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A crise sistêmica do capitalismo gera necessidades cada vez maiores de reprodução do capital. Disputas de mercados, escassez de fontes energéticas e recursos naturais atiçam as contradições inter-burguesas e empurram o imperialismo para novas aventuras militares. Estamos assistindo guerras imperialistas no Iraque e no Afeganistão, e agora na Líbia, e as tentativas de se abrirem novos focos de conflito, como no Irã, na Síria, na Coréia do Norte, além da continuidade da ocupação palestina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Para tentar sair da crise, o capital saqueia os cofres públicos para salvar banqueiros e oligopólios; ataca os direitos sociais e trabalhistas, diminui a qualidade dos serviços públicos; aprofunda a exploração e a barbárie, a fome e a miséria. Para tal, recrudescerão a criminalização e a repressão aos movimentos sociais e às organizações populares e revolucionárias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Esta crise, apesar de seus elementos estruturais, não é, por si só, a crise final do capitalismo, que não cairá de podre. Mas, dialeticamente, poderá criar as condições - com o provável acirramento da luta de classes em âmbito mundial – para colocar em relevo o protagonismo do proletariado e, a depender de certos fatores, influenciar positivamente a correlação de forças, abrindo possibilidades para o avanço da luta pela superação do capitalismo, na perspectiva do socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Apesar da diminuição relativa e gradual de sua hegemonia econômica, cultural, política e ideológica, os EUA ainda detêm a hegemonia militar inconteste, o que lhes permite continuar como o pólo mais importante num mundo cada vez mais multipolar, ainda que no campo capitalista. No caso da América Latina, o imperialismo norte-americano é altamente hegemônico e o inimigo principal dos povos da região. Reconhecer isto não significa alimentar ilusões de escolhermos outros imperialismos, como se as contradições entre eles fossem significativas.&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Os trabalhadores passaram as duas últimas décadas do século passado numa luta passiva, em função da avassaladora hegemonia do imperialismo, sobretudo o norte-americano. A desagregação da URSS teve um impacto arrasador, na medida em que deixou de ser um campo em que as forças progressistas e revolucionárias podiam obter apoio e que o mundo deixou de ser bipolar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No entanto, os trabalhadores vêm aumentando a sua combatividade e os povos do Oriente Médio e do Norte da África se levantam contra tiranias, o imperialismo e o sionismo. Em várias partes, os trabalhadores retomam suas lutas e se colocam como vanguarda alternativa na luta de classes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A CORRELAÇÃO DE FORÇAS NA AMÉRICA LATINA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A América Latina é uma das regiões do mundo em que a resistência retomou com mais força, apesar da heterogeneidade dos processos de mudança. Neste século, até por volta de 2008, as forças populares e anti-imperialistas contabilizavam mais avanços que retrocessos, sobretudo após a grande vitória do povo venezuelano, no fracassado golpe contra Chávez em 2002, talvez a primeira derrota golpista dos EUA na região.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Cuba não ficaria mais sozinha na luta contra o imperialismo. Sob a influência dos avanços na Venezuela, vieram as vitórias de Evo Morales, na Bolívia, e de Rafael Correa, no Equador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Nesses três países, em que os processos de mudanças são os mais avançados, conseguiu-se, a partir de pressão popular, a convocação de Assembleias Constituintes livres e soberanas, que abriram espaços para avanços progressistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Num patamar intermediário, foram importantes neste período as vitórias da FSLN, na Nicarágua, e da FMLN, em El Salvador, e a manutenção da Frente Ampla no governo uruguaio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Os governos dos Kirchner na Argentina, Michele Bachetel no Chile, Lula no Brasil e Lugo no Paraguai, com coligações heterogêneas, derrotaram forças reacionárias em seus respectivos países. No entanto, no nível macroeconômico e político, suas ações foram sempre no sentido de ampliar os interesses da burguesia de seus países, aumentando a presença e a exploração capitalista na região, contribuindo, assim, para uma afirmação burguesa no aparato de Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;As maiores vitórias desta fase foram o enterro da ALCA em Mar Del Plata, a reeleição de Chávez, a retirada da base norte-americana de Manta, no Equador, e a vitória de Evo Morales no referendo revogatório. A maior derrota foi o&amp;nbsp;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;não&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;no referendo constitucional na Venezuela, em dezembro de 2006. Todavia, é importante registrar o crescimento das lutas dos trabalhadores, dos grupos étnicos e da reafirmação da cultura originária em grande parte da América Latina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O imperialismo estadunidense, percebendo que iam longe demais as mudanças onde considera seu quintal, retoma com intensidade a pressão sobre a região. Voltam-se, com intervenção política e aparato bélico, suas ações para a América Latina, sobretudo para a região andina. Trata-se de tentar, no plano tático, frear o processo de mudanças e, no estratégico, consolidar e expandir o controle sobre as riquezas naturais do continente, que são imensas. Além do petróleo e do gás, a América do Sul tem as maiores reservas de água potável e de biodiversidade do planeta: ao norte, a Amazônia; ao sul, o Aqüífero Guarani.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Uma das principais táticas utilizadas pelo inimigo foi estimular o separatismo, escolhendo cidades dominadas politicamente por setores burgueses de maior acumulação e que já têm rivalidades antigas com as capitais: Zulia (Venezuela), Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) e Quaiaquil (Equador).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Não é à toa que a Quarta Frota da Marinha de Guerra dos EUA voltou a operar no nosso continente, após mais de 60 anos de inatividade.&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Marco importante desta ofensiva ianque foi o assassinato do Comandante Raul Reyes, pelo consórcio político/bélico representado pelos EUA/Colômbia, num ataque terrorista ao território do Equador, cujo Presidente não se acovardou e resolveu defender a soberania de seu país. Ali se tratava de paralisar as trocas humanitárias na Colômbia, que poderiam criar um clima favorável a uma negociação política a respeito do conflito armado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A satanização da insurgência colombiana e a interrupção das trocas humanitárias, estas à época lideradas por Chávez e a Senadora Piedád Córdoba, criam as condições para a instalação de mais sete bases militares na Colômbia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O golpe em Honduras é parte importante da luta contra o fortalecimento da ALBA e a recuperação, como aliado dos EUA, de um país que tem uma das maiores bases da América Central (Sotto Cano) e que se localiza estrategicamente entre a Nicarágua e El Salvador. Depois veio o aproveitamento do terremoto no Haiti e a cumplicidade do governo da Costa Rica, para o imperialismo instalar mais tropas nesses países. É parte deste esforço para estancar as mudanças e atingir a ALBA a recente tentativa de golpe no Equador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No Paraguai, já sabíamos das dificuldades que teria Lugo, se efetivamente quisesse promover as mudanças prometidas. Foi eleito como expressão de um movimento de massas débil, na esperança de derrotar os conservadores que governavam o país havia 41 anos e ainda estão no poder. Tendo passado mais da metade de seu governo, o movimento de massas não teve forças para empurrar as mudanças e tudo indica que o Presidente se entregou à direita e ao imperialismo, aceitando um pacto com a classe dominante para não ser derrubado por um golpe. Lugo já não governa. Espera apenas acabar seu mandato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;OS PRINCIPAIS INIMIGOS DO IMPERIALISMO NA AMÉRICA LATINA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;CUBA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Dificilmente teria avançado tanto o processo de mudanças na América Latina se não fora o exemplo da cinqüentenária Revolução Socialista de Cuba, que mostrou a possibilidade de as classes dominadas enfrentarem e derrotarem o imperialismo e escolherem seu próprio destino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na década de 90 do século passado, após o colapso da URSS, Cuba passou por dificuldades econômicas que&amp;nbsp;&lt;strong style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;exigiram o sacrifício do “período especial”, uma vez que mais de 80% do seu comércio dava-se com a URSS e o Leste Europeu. Novas medidas políticas e econômicas foram adotadas para enfrentar tal situação, no sentido de prosseguir com a efetivação do socialismo, apesar do agravamento do cruel bloqueio que hoje já dura mais de 50 anos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O surgimento dos processos de mudança na América Latina, sobretudo o da Venezuela, deu um novo alento e respaldo à Revolução Cubana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; display: block; line-height: normal; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 7.5pt; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Claro está que o processo de construção do socialismo em Cuba é extremamente complexo e vive um momento de grandes dificuldades. O maior desafio do povo cubano é justamente manter firme a decisão de seguir construindo sua experiência de socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; display: block; line-height: normal; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 7.5pt; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Tudo indica que as medidas propostas pelo governo refletem as necessidades geradas pelo processo histórico atual. Rejeitamos as análises que dão como inevitável em Cuba o retrocesso ao capitalismo, como querem fazer ver os ideólogos representantes da burguesia e do imperialismo, que por inúmeras vezes já anunciaram a morte do socialismo cubano. Ao mesmo tempo, consideramos justas as preocupações, no campo revolucionário, quanto aos riscos de se abrirem brechas para a incidência da mais-valia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É imperioso seguirmos solidários ao povo, ao governo e ao Partido Comunista Cubano e ao caminho revolucionário que os cubanos escolheram e desenvolveram a partir de 1959. O povo cubano é quem melhor saberá dizer como enfrentar seus problemas e continuará encontrando, com a coragem, a obstinação e a criatividade que lhe são peculiares, as saídas para a manutenção e o aprofundamento das conquistas obtidas no processo de construção da sociedade socialista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A luta pelo fim do bloqueio e pela libertação dos Cinco Heróis é parte da principal pauta dos revolucionários de todo o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;VENEZUELA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 35.4pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;“&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A queda da Venezuela arrastaria inexoravelmente as esperanças dos povos da América Latina. Seu triunfo, entretanto, pode mudar o curso da história.” (Fidel Castro)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Além de Cuba, o governo venezuelano é hoje, em nosso continente, o principal inimigo do imperialismo, pela inspiração a processos semelhantes em outros países, aos quais presta efetiva solidariedade política e material; pela defesa de Cuba Socialista e parceria com ela; pela contribuição decisiva para inviabilizar a ALCA e implantar a ALBA; por ter avançado mais em mudanças institucionais e estruturais; por ter resistido a vários golpes; por ter criado uma mídia alternativa à burguesa; por ter as reservas minerais mais importantes da região andina e por ter uma relação superior de respeito aos interesses dos trabalhadores em sua marcha a caminho do socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Até dezembro de 2006, com a derrota no referendo constitucional, a revolução bolivariana tinha uma trajetória ascendente, com grandes vitórias, como o golpe midiático (2002), o&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;lockout&lt;/i&gt;&amp;nbsp;petroleiro (2003), o referendo revogatório (2004) e a reeleição de Chávez (2006).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A única derrota da revolução bolivariana teve como principal causa o erro de tentar decretar o socialismo através de um referendo de uma proposta de reforma constitucional, redigida previamente e apresentada pelo Presidente Chávez e não por subscrição popular, sem uma ampla discussão prévia entre as massas. Mas a derrota teve a virtude de colocar em evidência todos os problemas da revolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas apenas os erros táticos e a ação dos agentes do imperialismo não seriam capazes de derrotar o governo, que contava com quase dois terços do eleitorado. Metade dos eleitores do governo se absteve no referendo, dando vitória à direita. É a correta análise desta abstenção que pode ou não ajudar a retomada e o avanço da revolução, a depender do enfrentamento de problemas não resolvidos até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Saltam aos olhos as duas principais causas da abstenção: a traição de setores vacilantes, oportunistas e até contrarrevolucionários que gravitam em torno do governo e o recado de setores populares, insatisfeitos com os rumos e o ritmo da revolução bolivariana, o chamado voto castigo. Um quadro parecido, apesar de não tão dramático, se deu recentemente nas eleições parlamentares, em que a direita teve um desempenho acima da esperada, elegendo mais de 40% do parlamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A situação da luta de classes na Venezuela caminha para um confronto, que poderá resvalar para a violência, em face da notória impossibilidade de conciliação entre projetos tão antagônicos. Ao que tudo indica, este desempate se dará após a realização das eleições presidenciais, em 2012. Não será uma simples eleição a que estamos acostumados na democracia burguesa tradicional, no campo do chamado “jogo democrático”, da “alternância de poder”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Se Chávez perder, não será para setores de esquerda, mas para a direita ligada e financiada pelo imperialismo, que revogará todos os avanços e acabará com a ALBA. A repercussão na América Latina (e no mundo) seria desastrosa, um retrocesso muito grande, sem qualquer comparação, por exemplo, com a derrota de Bachelet no Chile.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Por isso, contribuir para a vitória de Chávez será um desafio para toda a esquerda conseqüente da América Latina. Por mais que algumas forças de esquerda, como o PCB, tenham restrições a alguns aspectos da revolução bolivariana e não sejam&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;chavistas&lt;/i&gt;, esta será uma das principais batalhas em 2012. Esperamos que o papel da classe trabalhadora na defesa de seu projeto seja o elemento central da vitória de Chávez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Sem dúvida, nos doze anos de Revolução Bolivariana produziram-se grandes avanços, como melhores indicadores sociais a partir das diversas Misiones, a construção ainda que limitada de mecanismos de poder popular, a nacionalização da PDVSA e de alguns monopólios privados, o fortalecimento do papel do Estado no setor financeiro e na política monetária e cambial. Valorizamos também grandes avanços na consciência anti-imperialista e mesmo anticapitalista de amplas camadas populares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;São inegáveis as evidências de que o Presidente Chávez está honestamente convencido da necessidade de construir o socialismo, mesmo cercado por um entourage heterogêneo em que, ao lado de socialistas, pontificam contrarrevolucionários e corruptos. Têm um grande peso na direção do Estado setores da chamada “boli-burguesia” e fundamentalmente da pequena burguesia, que não têm interesse em mudanças revolucionárias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Por isso, não podemos fechar os olhos a alguns fatores que podem levar a retrocessos e até mesmo à derrota do processo de mudanças, com a volta ao governo dos círculos direitistas associados ao imperialismo contribuindo para o massacre do projeto popular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A economia venezuelana continua sendo basicamente petroleira, sem avanços na diversificação e na substituição de importações. Trata-se de um país basicamente importador, inclusive de alimentos, com alta dependência tecnológica.&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Não têm sido desenvolvidas a contento, por outro lado, as iniciativas governamentais como as “empresas de produção social”, as cooperativas e pequenas empresas.&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nas novas empresas criadas pelo governo e naquelas que foram estatizadas, a participação dos trabalhadores é insuficiente e formal. Em algumas, a direção foi apropriada por gerentes corruptos e ineficientes. A não participação dos trabalhadores na gestão dessas empresas pode gerar um ciclo de “capitalismo de Estado”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Em resumo, para avançar na perspectiva socialista, a atual fase, que o PCV define como “social-reformista, patriótica e progressista” só poderá ser superada por uma nova correlação de forças em que setores populares e revolucionários, liderados pela classe operária, alcancem um nível necessário de consciência, unidade, organização e mobilização que lhes permitam impor sua hegemonia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;BOLÍVIA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na Bolívia, há um fator que tem dado boas condições de governabilidade ao governo popular. Evo foi eleito de baixo para cima, no contexto de grandes mobilizações, como as Guerras do Gás e da Água, que haviam derrubado três presidentes burgueses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Com a vitória no referendo revogatório de agosto de 2008, evitou-se, pelo menos por agora, o separatismo de Santa Cruz e um golpe de direita que estava em curso. O Presidente saiu fortalecido, consagrado em meio ao seu mandato, em referendo convocado por ele próprio, com 67% dos votos, 14% a mais do que quando foi eleito em 2005.&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas é preciso ficar claro que quem derrotou o golpe e o separatismo foram as massas e que o processo não está imune a retrocessos, sobretudo se limitar-se aos aspectos culturais e democráticos, que são importantes, mas não decisivos na luta de classes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Uma grande virtude do processo boliviano é a tradição de luta e de unidade da COB (Confederação Operária Boliviana).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;EQUADOR&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Como na Venezuela e na Bolívia, a mídia burguesa é o maior partido de oposição, coadjuvado pelas associações empresariais, partidos conservadores, a cúpula da igreja católica e ONGs financiadas pela USAID, sob a direção da embaixada norte-americana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Rafael Correa, apesar de limitações, promoveu algumas mudanças. Começou com uma auditoria da dívida externa, que reconheceu apenas 30% do total até então cobrado pelos credores. A partir da pressão popular, efetivou-se uma Constituinte livre e soberana, independente do parlamento, propiciando uma nova constituição (promulgada em julho de 2008) avançada em termos de direitos sociais. Importantes medidas de Rafael Correa foram a determinação de retirada da base militar dos EUA e a integração de seu país à ALBA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Correa também vem estatizando gradualmente a indústria petroleira, com a criação de um novo marco regulatório, em que o Equador retoma sua soberania sobre parte de suas riquezas e usufrui de seus rendimentos. Todavia, o governo Correa tem que sair do marco personalista, passando a agir em consonância com os trabalhadores do Equador, para que possa enfrentar o imperialismo e a burguesia e implementar uma saída progressista e popular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;BRASIL: A POLÍTICA EXTERNA PRAGMÁTICA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na América Latina é difícil um comunista se dizer oposição a Lula e a Dilma. É compreensível. No imaginário da esquerda latino-americana, Lula é socialista e sua política externa parece anti-imperialista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O Brasil é a oitava economia capitalista do mundo. No plano político, as lideranças burguesas dividem-se entre as que, de um lado, defendem um Estado promotor de políticas compensatórias e incentivador de um “desenvolvimentismo” capaz de acelerar o crescimento capitalista e pretensamente resolver as desigualdades sociais através do ciclo virtuoso da produção, emprego, consumo e aquelas que, de outro, defendem a ampliação das políticas neoliberais, com mais retirada de direitos dos trabalhadores, mais privatização, mais dependência ao capital financeiro internacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Os governos petistas representam os setores “desenvolvimentistas” da burguesia, que querem se expandir e competir no mercado externo, o que pressupõe algum grau de autonomia, não conflitiva, com os interesses norte-americanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Navegando entre as contradições interburguesas e interimperialistas, a política externa brasileira é coerentemente pragmática. Ao mesmo tempo em que aceita liderar as tropas da ONU que ocupam o Haiti, a pedido de Washington, ajuda Chávez a vencer o golpe petroleiro e Evo ao golpe separatista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Com sua eficiente diplomacia, o capitalismo brasileiro vai ganhando mercados. Aos olhos de Washignton, Lula se apresentava como uma alternativa moderada ao “radicalismo” de Chávez e Evo Morales; aos olhos da esquerda latino-americana, se apresentava como aliado, mas que cobra um preço alto pela solidariedade: o aproveitamento de oportunidades na busca de mercados. E é o estado brasileiro, principalmente através de bancos públicos, que alavanca as grandes empreiteiras e monopólios multinacionais de origem brasileira a invadirem e crescerem em várias partes do mundo, sobretudo na América Latina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Quando o governo brasileiro ajuda a inviabilizar a ALCA ou lidera a criação da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) devemos saudá-lo, pois isto objetivamente contraria os interesses dos EUA. Mas não esqueçamos o outro lado da questão: o Brasil é um contraponto capitalista ao movimento de integração anti-imperialista da região, representado pela ALBA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A esquerda não pode conciliar e deixar de marcar diferenças com Lula e Dilma, que governam fundamentalmente para o capital, tanto na política externa como na interna. A tarefa principal dos governos petistas é “destravar” o capitalismo, custe o que custar, depredando o meio ambiente e reduzindo os direitos trabalhistas, inclusive com a cooptação de setores do movimento sindical e popular. Aliás, o governo Lula jogou papel importante para cooptar e degenerar a CUT, uma central que já foi combativa, afastando da luta anticapitalista e anti-imperialista na América Latina um enorme&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;contingente de trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Com Dilma, a política externa ainda tende a uma inflexão, cujos sinais são as críticas ao Irã, as mudanças nos quadros dirigentes do Ministério de Relações Exteriores, a abstenção cúmplice na agressão imperialista à Líbia e, sobretudo, a vergonhosa recente visita de Obama ao Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A vinda do presidente dos EUA ao Brasil foi um gesto forte que marcou um claro movimento de estreitamento das relações entre os dois países. Obama foi o primeiro estadista estrangeiro a visitar o Brasil após a posse de Dilma. Mas não foi uma visita qualquer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O governo brasileiro montou um palanque de honra para Obama falar ao mundo, em especial à América Latina, para ajudar os EUA a recuperarem sua influência política e reduzir o justo sentimento antiamericano que nutre a maioria dos povos. Nem na ditadura militar, um presidente estadunidense teve uma recepção tão espalhafatosa como a que Dilma lhe ofereceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Em verdade, o Brasil esteve três dias sob intervenção do governo ianque, que decidiu tudo sobre a passagem de Obama pelo país. Passamos pelo vexame de agentes da CIA revistarem Ministros de Estado brasileiros, em eventos da visita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No caso da América Latina, foi um gesto de solidariedade aos EUA em sua luta contra os processos de mudança, sobretudo na Venezuela, Bolívia e no Equador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A moeda de troca foi um mero aceno norte-americano à pretensão obsessiva do Estado burguês brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, um símbolo para elevar o Brasil à categoria de potência capitalista mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Enganam-se os que pensam que existe contradição entre a política externa do governo Lula e a de Dilma, ambas fundamentalmente a serviço do capital. Trata-se agora de uma inflexão pragmática. Após uma fase em que o Brasil expandiu e consolidou seus interesses comerciais em novos “mercados” como América Latina, África, Ásia e Oriente Médio, a tarefa principal agora é dar mais atenção aos maiores mercados do mundo, para cuja disputa segmentos da burguesia brasileira se sentem mais preparados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O governo brasileiro, durante os três dias em que Obama presidiu de fato o Brasil, não fez qualquer gesto ou apelo aos EUA, sequer de caráter humanitário, pelo fim do bloqueio a Cuba, o desmonte do centro de tortura em Guantánamo, a criação do Estado Palestino, o fim da intervenção militar no Iraque e no Afeganistão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Debochando da soberania brasileira, Obama ordenou os ataques militares contra a Líbia a partir do território brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Os principais objetivos da vinda de Obama ao Brasil foram as reservas petrolíferas do pré-sal e a licitação para a compra de aviões militares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Cada vez fica mais claro que, no caso brasileiro, o imperialismo não é apenas um inimigo externo a combater, mas um inimigo também interno, que se entrelaçou com os setores hegemônicos da burguesia brasileira. O pacto Obama/Dilma reforça o papel do Brasil como ator coadjuvante e sócio minoritário dos interesses do imperialismo norte-americano na América Latina, como tristemente já indicava a vergonhosa liderança brasileira das tropas militares de intervenção no Haiti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;COLÔMBIA: OUTRA GRANDE DISPUTA!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O imperialismo sabe que não haverá paz na Colômbia e, quem sabe, na América Latina, sem o reconhecimento do caráter beligerante e político das FARC. Sabe também que a solução não poderá ser estritamente militar, pois o conflito colombiano é antes de tudo político, econômico e social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O imperialismo também precisa derrotar a insurgência, para que não sirva de exemplo. Não podemos esquecer que não são convencionais, mas insurgentes, as forças que resistem ao imperialismo na Palestina, no Iraque e no Afeganistão. Forças armadas convencionais não resistem aos ataques aéreos das grandes potências imperialistas. Dependendo dos desdobramentos da crise do capitalismo, nenhuma forma de luta poderá ser descartada. O direito dos povos à rebelião poderá se transformar em dever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas como é difícil vencer a insurgência militarmente, não só pelo aspecto bélico como também por seu histórico enraizamento no povo colombiano, o imperialismo a sataniza como “narcoterrorista”, tentando isolá-la, inclusive de setores reformistas da esquerda latino-americana, preocupados com a sua votação na próxima eleição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas se não pode derrotar a guerrilha, não interessa ao imperialismo o fim do conflito colombiano, para justificar a luta “contra o narcoterrorismo”, que usa como pretexto para criar mais bases na Colômbia e arredores. A Colômbia está para a América Latina como Israel para o Oriente Médio. É um dos principais receptores de ajuda militar norte-americana. E as FARC não podem entregar suas armas e descer as montanhas, sob pena de um novo extermínio, como nos anos 90, em que 5.000 militantes da União Patriótica foram assassinados pelo estado colombiano, após a assinatura de um “acordo de paz” com a guerrilha para que esta se transformasse num partido político legal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Para forçar o estado colombiano a reconhecer o conteúdo político, econômico e social do conflito, devemos lutar muito para que a UNASUL chame para si a iniciativa de viabilizar o início de um processo de negociação política, para a qual a liderança do Brasil é fundamental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;As FARC são um fator de resistência à ocupação imperialista da Colômbia e, porque não dizer, da Amazônia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Para avançar nas mudanças sociais na América Latina e evitar guerras e retrocessos, além da necessidade decisiva de elevar o empenho e a organização dos trabalhadores na luta de classes, há uma tarefa importante: derrotar o principal braço do imperialismo norte-americano em nosso continente, o estado terrorista da Colômbia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;REFORMA OU REVOLUÇÃO?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A crise deveria enterrar as ilusões dos que ainda consideram possível humanizar o capitalismo. Não há mais, como na época de ouro da socialdemocracia, anéis para a burguesia dar aos trabalhadores para não perder os dedos. Aliás, no final do século passado ela já os havia tomado de volta, aproveitando-se da queda da União Soviética. É parte importante das tarefas dos revolucionários o combate sem trégua e conciliação aos reformistas, tão bem definidos por Eustoquio Contreras, em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;seu livro&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"Princípios e Valores do Processo Revolucionário&lt;/i&gt;":&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 35.4pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"O reformismo é uma corrente político-partidária favorável a mudanças graduais e não acredita em mudanças revolucionárias. Ideologicamente os reformistas são&amp;nbsp; pessoas comprometidas com determinados interesses, aos quais defendem diante da possibilidade de serem afetados por qualquer mudança radical. Os reformistas se esforçam para conter as lutas revolucionárias aplicando uma artificial política&amp;nbsp; de conciliação entre as classes com interesses opostos. O reformista colaborara com a burguesia na implementação de reformas parciais, que não afetam os seus interesses de classe, enquanto enganam as classes exploradas com a promessa de reformas, que irão gradualmente resolver os problemas dos oprimidos e explorados."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: TTC69O00; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Marx, na obra&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O 18 Brumário de Luís Bonaparte,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;já afirmava que o&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;“caráter peculiar da social-democracia resume-se no fato de exigir instituições democrático-republicanas como meio não de acabar com dois extremos, capital e trabalho assalariado, mas de enfraquecer seu antagonismo e transformá-lo em harmonia”&lt;/i&gt;. Segundo Marx, a social-democracia surge na Europa visando promover a transformação da sociedade por um processo democrático, porém, uma transformação dentro dos limites da pequena burguesia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Não há também mais espaço, no capitalismo cada vez mais globalizado, para ilusões nacional-desenvolvimentistas ou nacional-libertadoras, baseadas em alianças dos trabalhadores com as chamadas burguesias nacionais. Mesmo nos países em que o desenvolvimento das forças produtivas se processa em ritmos mais lentos que nas nações de capitalismo avançado, as contradições de setores minoritários das burguesias nacionais com o imperialismo são residuais, até porque dependem cada vez mais do grande capital e dos monopólios.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTC69O00; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na fase imperialista do capitalismo, ainda mais em meio à sua maior crise, a hegemonia no Estado burguês pertence aos segmentos associados aos grandes monopólios. Quem manda são os grandes capitalistas ligados aos bancos, agronegócio, exportadores de matéria prima, grandes indústrias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: TTC69O00; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 35.4pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Cada vez mais se acentuará no mundo a contradição entre o capital e o trabalho. Não apenas nos países desenvolvidos ou emergentes, como é o caso do Brasil, plenamente associado de forma subordinada ao imperialismo. É só olhar para países pouco desenvolvidos, como a Bolívia e a Venezuela, para entender a ilusão de alianças com as burguesias nacionais. Vejam a violência da burguesia boliviana, diante de uma revolução que não é socialista, mas ainda democrática e cultural, e o ódio que nutre a burguesia venezuelana frente à revolução bolivariana.&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No estágio atual do capitalismo, e sobretudo em decorrência de sua profunda crise, se evidenciará cada vez mais a centralidade do trabalho. Estão sendo jogados no lixo da história todos os mitos construídos pelo&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;neoliberalismo&lt;/i&gt;, como o “estado mínimo”, o “livre-mercado” e o “fim da classe operária”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Ao contrário do que dizem os profetas do fim da história e os reformistas, o proletariado aumenta no mundo, em quantidade e qualidade. As camadas médias se proletarizam. Em todas as partes, sobretudo nos países desenvolvidos, apesar da atual fragilidade e fragmentação do movimento operário e sindical, há grandes possibilidades de a luta de classes se intensificar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Outra ilusão reformista a ser combatida é a ilusão de transição ao socialismo apenas pela via institucional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Marx, inspirado na rica experiência da Comuna de Paris, chamava a atenção para a impossibilidade de uma transição revolucionária sem a hegemonia político-militar do proletariado, um poder popular verdadeiramente democrático com o objetivo de varrer as instituições do estado burguês e a hegemonia das classes dominantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A tomada do poder político por parte da maioria do povo nunca foi nem será uma concessão generosa das classes dominantes. O sistema de exploração que funde os interesses das chamadas burguesias nacionais com os do imperialismo não “cai de podre” nem pelo passar do tempo. Os exploradores não entregam voluntariamente o poder aos explorados, nem mesmo quando setores representativos destes últimos ganham uma eleição, nos marcos da democracia burguesa. Às vezes, são obrigados, a contragosto, a entregar o governo a setores populares, mas estes só alcançarão o poder com lutas muito duras, acumulando forças e golpeando o estado burguês, utilizando-se de métodos e formas de luta as mais variadas (institucionais e insurgentes), adaptadas às circunstâncias, tendo principalmente em conta a correlação de forças entre as classes em luta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Seja qual for a via da conquista do poder, o caminho ao socialismo só pode ser pavimentado na mobilização e ação das massas exploradas, sob a direção de uma vanguarda revolucionária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É fundamental, portanto, a luta sem tréguas contra todas as formas de reformismo, como as teorizações sobre os “novos sujeitos”, o “movimentismo” (cujo maior exemplo é o Fórum Social Mundial), marcado pela aversão à política e aos partidos e pelo privilégio de atuação em ONGs e movimentos sociais os quais, em que pese o fato de alguns deles levantarem bandeiras justas, não compreendem a necessidade da luta global pela superação do capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Não é nunca demais lembrar a passagem de Marx e Engels, no Manifesto do Partido Comunista:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 35.4pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;“Os comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;DE QUE SOCIALISMO FALAMOS?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A continuidade e o avanço do atual processo de transformações na América Latina e a possibilidade de ele vir a assumir um caráter socialista vão depender principalmente da correlação de forças, do nível de consciência, unidade, organização e mobilização das massas populares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É correto os revolucionários participarem dos processos de mudanças que se dão em países como Venezuela, Bolívia e Equador, desde que mantenham autonomia e visão crítica, combinando unidade e luta.&amp;nbsp;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Para isto, é preciso que os comunistas deixem claro, nesses países, as limitações de conceitos de socialismo tais como “bolivariano”, “cidadão”, “do século XXI”, do “bom viver”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Ideologia Alemã&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e no&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Manifesto do Partido Comunista&lt;/i&gt;, Marx duela com as adjetivações do socialismo, todas elas de conteúdo reformista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Estes adjetivos podem até se adaptar à atual fase dos processos revolucionários nesses países, mas não ao socialismo. Até porque em Nossa América, com exceção de Cuba, não há ainda qualquer revolução socialista em curso, mas importantes processos de mudanças, que podemos caracterizar como revoluções nacionais e democráticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É necessário relermos os conceitos que nos legaram Marx, Lenin e outros pensadores a respeito do socialismo, para reafirmá-los e os adaptarmos ao mundo contemporâneo. Estes conceitos não foram negados na derrota da experiência de construção do socialismo na União Soviética e outros países do Leste Europeu. Pelo contrário, continuam atuais. Apesar de o saldo da Revolução Russa ter sido positivo, ali foram ignorados ou deturpados vários destes princípios, sobretudo aqueles relativos à democracia operária, que levaram à hipertrofia e ao esclerosamento do Partido e sua fusão (e confusão) com o Estado e as organizações de massa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Portanto, não se trata de inventarmos “novos” socialismos, como se fosse possível conjugar elementos do socialismo e do capitalismo. Este é um terreno pantanoso, em que se adjetivam o substantivo socialismo até como “moderno” ou “democrático”, como se fosse velho ou antidemocrático.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;E não haverá revolução socialista se não se começar a desconstruir o estado burguês e os poderes de fato constituídos pela mídia hegemônica, o aparato policial militar, a justiça. E a transição ao socialismo só será assegurada pela instauração do Poder Popular – a democracia direta e protagônica das massas – e o estabelecimento de novas relações de produção, com a supressão da exploração do homem pelo homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas não podemos cair no voluntarismo, deixando de reconhecer as dificuldades por que passam os processos de mudanças na América do Sul. A primeira coisa é reconhecermos que ainda não estamos, objetiva e subjetivamente, em situações pré-revolucionárias. Segundo Marx, a revolução não se dá da noite para o dia e não depende apenas de vontade. É um processo com duração de difícil previsão e não linear, sujeito a retrocessos. .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Esses processos estão atingindo um ponto crucial, que está chegando mais cedo na Venezuela, mas não tardará a chegar na Bolívia e no Equador. Trata-se de um momento de inflexão, em que se apresenta a dicotomia reforma ou revolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Há uma certa fadiga nas massas exploradas, pois as mudanças não chegam às relações entre capital e trabalho. Os trabalhadores são portadores de direitos formalizados na constituição e usufruem da melhoria dos serviços públicos, mas não sentem qualquer mudança mais significativa em suas condições de vida e na distribuição de renda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Essa é uma limitação de revoluções nacionais e democráticas hegemonizadas por setores da pequena e média burguesia e não pelo proletariado; portanto, reformistas. A maior virtude de processos como estes é que tornam evidente a luta de classes, contrapondo os interesses do capital aos do proletariado, dos trabalhadores e de setores das camadas médias. Isto não ocorre em processos mitigados, de conciliação de classe, como no Brasil, em que os governos e os partidos ditos de esquerda que lhes apóiam não mobilizam as massas e não enfrentam ideologicamente o capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A maior debilidade desses processos é a falta de instrumentos políticos e organizações de massas que impulsionem as mudanças no sentido da revolução permanente, verdadeiramente socialista, que vá na direção da constituição do duplo poder e da ruptura com o estado burguês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Ivan Pinheiro -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Secretário Geral do PCB (Partido Comunista Brasileiro)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1178633792MsoNormal" style="display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;em style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana; font-size: 10.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Palestra em seminário sobre Marx, em Maracay (Venezuela),&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana; font-size: 10.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;organizado pela Prefeitura de Girardot, a Frente Alfredo Maneiro e o Movimento Continental Bolivariano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-8577392893790173884?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/8577392893790173884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/04/o-legado-marxista-e-luta-politica-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8577392893790173884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8577392893790173884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/04/o-legado-marxista-e-luta-politica-na.html' title='O legado marxista e a luta politica na America Latina'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gW63jp-U0zw/TbWzi55XohI/AAAAAAAAAD4/qwm2NioD3L8/s72-c/MCB+Caracas+2011+-+5.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-8600596429067576621</id><published>2011-04-03T13:15:00.000-03:00</published><updated>2011-04-03T13:15:51.718-03:00</updated><title type='text'>Ciclo de Conferências Socialismo e Educação</title><content type='html'>Conferência do Prof. Dr. Antônio Carlos Mazzeo intitulada "Lenin: a política como educação revolucionária". UFMG, 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/SluxjzFZ758/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SluxjzFZ758&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/SluxjzFZ758&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/MAg5bluv0lA/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MAg5bluv0lA&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/MAg5bluv0lA&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; 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text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UU51BlkMHrE/TTRTTVP1C3I/AAAAAAAAAxw/i_jwlhNdywY/s1600/domenicolosurdo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_UU51BlkMHrE/TTRTTVP1C3I/AAAAAAAAAxw/i_jwlhNdywY/s1600/domenicolosurdo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A contra-revolução em curso e a exigência social e política da reconstrução  do Partido Comunista&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sara Milazzo* &amp;nbsp;:: &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;12.01.11&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;No   momento em que o capital prossegue a sua ofensiva de classe contra os   trabalhadores, em Itália os comunistas, os revolucionários encontram-se   dispersos por organizações diversas, à volta de revistas e  publicações. No  entanto, como diz Doménico Losurdo nesta entrevista, “O  modelo do Partido  comunista elaborado por Lenine parece-me manter-se  válido; evidentemente, é  preciso ter em conta que o seu Que fazer? se  referia à Rússia czarista e também,  portanto, às condições de  clandestinidade em que o partido era obrigado a  funcionar. Em todo o  caso, trata-se de construir um partido que não seja um  partido de  opinião e que não se caracterize pelo culto da personalidade, como  foi o  caso durante tanto tempo da Rifondazione Comunista. É preciso um  partido  capaz de construir um saber colectivo alternativo às  manipulações da ideologia  dominante, um partido que deve saber estar  presente nos locais do conflito e  deve saber também, quotidianamente,  construir uma alternativa tanto no plano  ideológico como no da  organização política.” &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos em  Urbino, com o professor Domenico Losurdo, professor de história da   filosofia na Universidade “Carlo Bo”, filósofo de renome internacional e   presidente da Associação Marx XXI. Recebe-nos num momento em que somos   confrontados com um ataque do capital (contra todo o mundo do  trabalho, contra a  democracia, contra a Constituição saída da  Resistência) que é um dos mais fortes  e perigosos de toda a história da  nossa república. Perante este ataque  estende-se um deserto, a ausência  de oposição de classe e de massas que possa  rechaçar a ofensiva da  reacção e relançar uma contra-ofensiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sara Milazzo (SM):&lt;/strong&gt;  Fazemos-lhe a seguinte pergunta: Como é  que chegámos aqui? O que é que  falta, como construir um dique, uma resistência,  um contra-ataque?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Domenico Losurdo (DL) :&lt;/strong&gt;  Podemos distinguir dois problemas  que acompanham a história da  República em toda a sua existência. O primeiro  problema é a  desproporção entre o norte e o sul: já Togliatti tinha sublinhado  que a  “questão meridional” é uma questão nacional e estamos hoje em vias de  ver  como o défice de solução do subdesenvolvimento do sul corre o risco  de pôr em  perigo a unidade nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro problema é a  injustiça social que se manifesta de forma  particularmente gritante no  fenómeno da evasão fiscal. É dizer pouco dizer que  este flagelo não foi  contido de nenhuma forma: pelo contrário, tornou-se mais  escandaloso,  mais explícito, até ser mesmo encorajado pelo Presidente do  Conselho:  falou dele como duma coisa que pode ser tolerada no caso em que um   indivíduo singular, mesmo que seja o rico capitalista, ache que foi  demasiado  apertado pela pressão fiscal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é verdade que estes  dois problemas acompanham a história da república em  toda a duração da  sua evolução, nós podemos acrescentar que hoje há problemas  novos que  fazem pensar numa verdadeira contra-revolução. Porventura a viragem   deu-se em 1991, o ano que assiste ao fim do Partido Comunista Italiano.  Este fim  tinha sido anunciado por declarações enfáticas: os  ex-comunistas declaravam que,  acabando com um partido ligado ao  desacreditado “socialismo real”, tudo se  tornaria mais fácil:  libertavam-se do “chumbo na asa”, e a democracia e o Estado  social  iriam desenvolver-se; em resumo, tudo correria pelo melhor. É dizer  pouco  dizer que, na realidade, estamos perante uma contra-revolução que  certamente não  é um exclusivo italiano, porque tem um carácter  internacional, mas que se  manifesta de modo particularmente virulento  no nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos quais são os elementos dessa  contra-revolução: a República Italiana  nascida da Resistência, e  marcada pela presença de um partido comunista forte na  oposição, nunca  se comprometeu directamente em operações guerreiras;  actualmente, pelo  contrário, a participação em guerras de carácter claramente   colonialista é considerada como uma coisa normal, ou mesmo um dever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assiste-se,  além disso, a um ataque contra o Estado social e ao seu   desmantelamento: toda a gente percebe isso. Pelo contrário, é menos  evidente um  facto para o qual gostaria de chamar a atenção: o ataque  contra o Estado social  não é determinado em primeira-mão pelas  compatibilidades económicas, pela  necessidade de economia, porque falta  o dinheiro (entenda-se). Recordemos que um  dos patriarcas do  neo-liberalismo (que chegou a ser coroado com o prémio Nobel  de  economia), Friedrich August Von Hayek, declarava, por altura dos anos 70  do  século passado, que os direitos socioeconómicos (exactamente os que  são  protegidos pelo Estado social), eram uma invenção que ele  considerava  catastrófica: eram resultado da influência exercida pela  “revolução marxista  russa”. E apelava pois para a libertação dessa  herança maléfica. Percebe-se  assim que, ao desaparecimento do desafio  que a União Soviética e um campo  socialista forte representavam, tenha  correspondido e continue a corresponder  cada vez mais o desmantelamento  do Estado social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há, por fim, um terceiro aspecto da  contra-revolução que não devemos perder  de vista. É o verdadeiro ataque  à democracia que assume formas particularmente  gritantes na fábrica,  Aí a contra-revolução é evidente ao ponto de ser  praticamente  declarada: o poder patronal deve poder exercer-se sem demasiados   limites, a Constituição não deve ser causa de embaraço nas relações de  trabalho.  Mas há um aspecto que passa para além da fábrica e que diz  respeito à sociedade  no seu conjunto: é o avanço de um “bonapartismo  suave” (que defini no meu livro  Democracia ou bonapartismo) incarnado  no nosso país pelo Presidente do Conselho.  A propósito da ascensão  deste personagem, queria chamar a atenção para um outro  fenómeno não  menos inquietante: hoje em dia a riqueza exerce um peso político   imediato. Enquanto existiu na Itália o sistema proporcional, era mais  fácil a  formação de partidos políticos de massas, e era possível conter  dentro de certos  limites o peso político da riqueza que, actualmente e  pelo contrário, se exprime  de forma imediata, mesmo despudorada.  Assistimos ao aparecimento e à afirmação  dum líder político que, a  partir da concentração dos meios de informação e  utilizando sem  preconceitos a enorme riqueza à sua disposição, pretende exercer,  e  exerce de facto, um poder decisivo sobre as instituições políticas e  revela  uma total capacidade de corrupção e de manipulação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta  altura, podemos traçar um primeiro balanço: a viragem de 1991, que   assistiu à dissolução do PCI e que devia ter favorecido a renovação  democrática  e social da Itália, foi na realidade o ponto de partida  duma contra-revolução  que, certamente, é de dimensão internacional, mas  que se revela de modo  especialmente doloroso na Itália, neste país  que, graças à Resistência e à  presença duma esquerda forte e de um  Partido comunista forte, permitiu  conquistas democráticas e sociais  muito importantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM: &lt;/strong&gt;A propósito disso, uma  pergunta: como foi possível que,  num país que devia ter precisamente  uma memória ainda fresca do que foi a  Resistência, se tenha chegado a  uma anestesia das consciências a ponto de o  nosso Presidente do  Conselho não só ser amado do ponto de vista pessoal, como  ser mesmo  invejado? Como explicar por um lado o fascínio pelo “self made man” e   por outros fenómenos como a anti-política de Grillo [1]? E, se pensarmos  no que  se poderá definir como o terceiro pólo: como explicar o  fascínio que a esquerda  sente por uma personalidade como a de Vendola  [2] que, até há pouco tempo, fazia  parte da Rifondazione Communista e  que agora preenche o vazio que se abriu  genericamente à esquerda do  Partito Democrático?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL:&lt;/strong&gt; Assistimos a uma  contra-revolução de que já defini os  elementos políticos centrais; mas  não podemos esquecer que essa contra-revolução  também se dá ao nível  ideológico-cultural. Estamos em vias de reescrever de  forma totalmente  fantasista e vergonhosa a história não só do nosso país, como  de todo o  século XX.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quais são os elementos fundamentais dessa história? A  partir da Revolução de  Outubro começaram três gigantescos processos de  emancipação. O primeiro foi o a  independência dos povos coloniais: nas  vésperas da viragem de 1917, os países  independentes eram apenas em  número bastante restrito, quase todos situados no  ocidente. A Índia era  uma colónia, a China um país semi-colonial; toda a América  do sul  estava submetida ao controlo da doutrina Monroe e dos EUA. A África  tinha  sido repartida entre as diversas potências colonialistas  europeias. Na Ásia, a  Indonésia, a Malásia, etc. eram colónias. O  gigantesco processo de  descolonização e de emancipação que pôs fim a  essa situação viu o seu primeiro  impulso na Revolução de Outubro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  segundo processo foi o da emancipação das mulheres: é importante  recordar  que o primeiro país em que as mulheres passaram a usufruir da  totalidade dos  direitos políticos e eleitorais (activos e passivos) foi  a Rússia  revolucionária, entre Fevereiro e Outubro de 1917. Foi apenas  num segundo tempo  que chegaram ao mesmo resultado a Alemanha da  República de Weimar, saída de uma  outra revolução, a de Novembro de  1918, depois os Estados Unidos. Em países como  a Itália e a França, as  mulheres só conquistaram a sua emancipação na onda da  Resistência  anti-fascista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, o terceiro processo foi a eliminação da  discriminação eleitoral  que, em matéria de direitos políticos,  continuava a discriminar negativamente as  massas populares: na Itália  liberal e dos Sabóias, em vez de ser eleito pelas  bases, o Senado era  apanágio da grande burguesia e da aristocracia. A  discriminação  eleitoral também se fazia sentir em Inglaterra, e não somente pela   presença da Câmara dos lordes; ainda em 1948, havia 500 000 pessoas que  gozavam  de voto plural e portanto da faculdade de votar várias vezes:  eram consideradas  como mais inteligentes (claro que se tratava de  pessoas ricas do sexo  masculino).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para acabar. No decurso do  século XX desenvolveu-se em três frentes um  gigantesco processo de  emancipação que partiu da Revolução de Outubro e da luta  contra a  guerra e a carnificina do primeiro conflito mundial. Tudo isso é   actualmente esquecido e rejeitado a tal ponto que, na ideologia que é  hoje  dominante, a história do comunismo se torna na história do horror.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  paradoxo é que nesta gigantesca manipulação não participou apenas a  direita  propriamente dita; Fausto Bertinotti [3] prestou uma grande  contribuição, assim  como Vendola que é seu herdeiro e seu discípulo.  Não há qualquer dúvida que  também ele se dedicou à tentativa de apagar  da memória histórica o gigantesco e  múltiplo processo de emancipação  saído da Revolução de Outubro: desse grande  capítulo da história,  Bertinotti traçou um resumo que não é muito diferente do  que foi  traçado pela ideologia e pela classe dominante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim acabou por  se constituir uma cultura, ou mais exactamente uma  “incultura”, que dá  muito jeito para a ordem existente. Tal como no plano  propriamente  político, também no plano ideológico está em marcha o que defini   (sempre em Democracia ou bonapartismo) o regime de “monopartismo  competitivo”.  Assistimos ao funcionamento de um partido único que,  segundo modalidades  diversas, remete para a mesma classe dominante,  para a burguesia monopolista.  Evidentemente, existe sempre o momento da  competição eleitoral, mas trata-se de  uma competição entre camadas  políticas em que cada uma delas tenta realizar  ambições a curto prazo,  sem nunca pôr à discussão o quadro estratégico, a  orientação cultural  de fundo e a classe de referência, ou seja, a burguesia  monopolista;  sobre isso tudo, nem sequer se discute.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis a situação perante a  qual nos encontramos: o Monopartismo Competitivo. O  desaparecimento do  sistema proporcional só favoreceu a sua consolidação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, ma  ausência de uma verdadeira alternativa, compreende-se os fenómenos da   anti-política, do “grillisno”: apesar das suas declarações, acabam por  fazer  parte integrante do regime político e do mesmo panorama desolador  que tentei  descrever resumidamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM:&lt;/strong&gt; Esses  fenómenos são pois uma outra forma de anestesia,  uma tentativa de  refrear qualquer tipo de reacção que seja, mesmo as que provêem  das  mesmas camadas sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL: &lt;/strong&gt;É um facto que falta  hoje uma força política organizada  e estruturada que se oponha à  manipulação ideológica e historiográfica e ao  monopartismo competitivo  que reinam actualmente. Ficam assim sem contestação o  domínio e a  hegemonia da burguesia monopolista, assim como a contra-revolução   neo-liberalista e pró-imperialista de que falei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM: &lt;/strong&gt;Seria  necessário um movimento comunista precisamente  para as questões de  fundo que invadem a Itália e o mundo inteiro. Porque é que  no nosso  país o movimento comunista vive uma crise tão profunda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL:&lt;/strong&gt;  A partir de 1989 assistimos a uma vitalidade nova das  forças  conservadoras e reaccionárias e esse vitalidade também se manifestou na   Itália. Isso não nos deve espantar. É uma outra coisa que deve suscitar  as  nossas inquietações: porque é que no nosso país essa ofensiva   contra-revolucionária encontrou uma resistência tão fraca, uma total  falta de  resistência mesmo e, em certos casos, como já disse, pôde  mesmo beneficiar do  encorajamento por parte dos que deviam constituir a  esquerda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de 1989, a esquerda também começou a dizer que  o comunismo estava  morto. A propósito dessa palavra de ordem, que  continua a aparecer, queria tecer  algumas considerações enquanto  historiador e enquanto filósofo. Apresenta-se  como uma coisa nova mas,  na realidade, é bastante velho: o comunismo foi sempre  declarado morto,  ao longo de toda a sua história; podemos mesmo dizer que o  comunismo  foi declarado morto antes mesmo do seu nascimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata de  um paradoxo nem de uma piada. Vejamos o que se passa em 1917:  a  Revolução de Outubro ainda não tinha estalado, já grassava a carnificina  da  primeira guerra mundial. É exactamente nesse ano que um filósofo  italiano de  estatura internacional, Benedetto Croce, publica um livro  intitulado  Materialismo histórico e economia marxista. O prefácio  apressa-se a declarar  imediatamente que o marxismo e o socialismo estão  mortos. O raciocínio é  simples: Marx previra e invocara a luta de  classes proletária contra a burguesia  e o capitalismo, mas onde estava  nesse momento a luta de classes? Os proletários  andavam a cortar as  cabeças uns aos outros. Em vez da luta de classes,  assistia-se à luta  entre os Estados, entre as nações que se confrontavam no  campo da  batalha. E, portanto, a morte do marxismo e do socialismo estavam à   vista de todo o mundo. Ou seja, antes mesmo de aparecer e de se  desenvolver o  movimento comunista propriamente dito, que verá o seu  nascimento na Revolução de  Outubro e de seguida com a fundação da  Internacional comunista, antes mesmo  disso tudo, esse movimento já  tinha sido declarado morto, sob os cuidados de  Benedetto Croce. Sabemos  hoje, tarde demais, que a disputa pela hegemonia e a  guerra  imperialista, consideradas por Croce como um facto imutável,  constituíram  o ponto de partida da Revolução de Outubro, que se impôs  precisamente na luta  contra a carnificina provocada pelo sistema  capitalista e imperialista. Foi  assim que começou o movimento  comunista. E as declarações de morte sucederam-se…  Enquanto que na  Rússia soviética era introduzida a NEP [Nova Economia Politica],  uma  série de jornais europeus e americanos e intelectuais de primeiro plano e   eminentes homens políticos opinaram: vejam, acabou a colectivização  total dos  meios de produção, que tinha sido proposta e solicitada por  Karl Marx; até  Lenine foi obrigado de reconhecer a necessidade da  viragem; portanto o comunismo  está morto. Basta ler qualquer livro de  história um pouco mais profundo do que  os manuais consensuais para  perceber como é recorrente esta palavra de ordem que  estamos a  analisar. Os que continuam a afirmar que o comunismo está morto,   julgando que estão a anunciar uma novidade, não se apercebem, por causa  da sua  ignorância histórica ou da sua adesão acrítica ou da sua  submissão à ideologia  dominante, que estão apenas a repetir um slogan  recorrente na história da luta  da burguesia e do imperialismo contra o  movimento comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a este ponto quase poderíamos concluir  com uma piada: há um provérbio  segundo o qual um indivíduo considerado  morto e de que se faz o elogio fúnebre  embora ele esteja ainda vivo,  está destinado a gozar de longevidade. Se esse  provérbio também fosse  válido para os movimentos políticos, os que se reclamam  do comunismo  podem ter toda a confiança no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM: &lt;/strong&gt;Partindo  do pressuposto que haja uma necessidade social  e histórica a favor de  uma nova vaga revolucionária e que o renascimento de um  Partido  Comunista seja absolutamente necessário, quais são as características   que ele deverá ter, quais são os passos a dar e quem deverá fazê-los e  de que  modo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL: &lt;/strong&gt;É preciso distinguir a dimensão  ideológico-política da  dimensão organizativa. Vou concentrar-me na  primeira. O que é que significa  então falar da morte do comunismo  quando nos encontramos frente a uma situação  em que a guerra reapareceu  na ordem do dia, e quando se agrava todos os dias o  perigo de um  conflito em grande escala? Sim, até agora temos assistido e  continuamos  a assistir a guerras do tipo colonialista clássico: ocorrem quando  uma  potência armada até aos dentes e com uma nítida superioridade  tecnológica e  guerreira se encarniça contra um país, ou contra um povo,  que não pode opor  qualquer resistência. São guerras coloniais, por  exemplo, a que a NATO lançou  contra a Jugoslávia em 1999, as diversas  guerras do Golfo, a guerra contra o  Afeganistão. Sem falar da guerra  interminável, a mais vergonhosa de todas, que  continua a desencadear-se  contra o povo palestino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas actualmente os grandes órgãos de  informação internacionais observam que  existe o perigo concreto de  guerra em grande escala: a que se seguiria à  agressão desencadeada  pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Não se sabe  qual poderá  ser a evolução e as complicações internacionais. E sobretudo, não   devemos perder de vista a guerra (por agora fria) que os EUA começam a  travar  contra a República Popular da China: é preciso ser muito ingénuo  para não  perceber isso. Estamos perante uma situação que torna urgente  o dever de lutar  contra o imperialismo e a sua política de agressão e  de guerra, e isso faz-nos  voltar evidentemente à história do movimento  comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro elemento que devemos ter em conta é a crise  económica. Quem se  esqueceu dos discursos triunfais, segundo os quais o  capitalismo já tinha  ultrapassado as suas crises periódicas, crises  essas de que Marx tinha falado? E  até - garantiam-nos - não só se devia  falar do fim da crise mas pura e  simplesmente do fim da história.  Actualmente, pelo contrário, a crise do  capitalismo está debaixo dos  nossos olhos e são muitos os que pensam que está  para durar; não é  fácil prever a sua evolução, mas de certeza que não se trata  de um  fenómeno puramente contingente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, é clara a permanência dos problemas, das questões centrais que  estão na origem do movimento político comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos  agora o segundo aspecto: o que é que significa falar do fim do   comunismo quando vemos um país como a China, que representa um quinto da   população mundial, ser dirigido por um partido comunista? Podemos e  devemos  discutir as opções políticas dos grupos dirigentes, mas não  podemos deixar de  admirar a ascensão prodigiosa de um país de dimensão  continental que liberta da  fome centenas de milhões de pessoas e que,  ao mesmo tempo, altera profundamente  (num sentido desfavorável ao  imperialismo) a geografia política do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste ponto é  necessário fazer uma pergunta: qual foi o conteúdo político  central do  século XX? Já falei dos três movimentos de emancipação que  caracterizam  a história do século XX. Detenhamo-nos sobre quem teve o   desenvolvimento planetário mais amplo: todo o século XX foi atravessado  por  gigantescas lutas de emancipação, travadas pelos povos coloniais ou  ameaçados de  serem submetidos ao colonialismo: pensemos na China, no  Vietname, em Cuba, na  própria União Soviética que, na luta contra a  tentativa hitleriana de criar um  império colonial precisamente na  Europa oriental, teve que travar a Grande  guerra patriótica. Esse  processo gigantesco desapareceu no século XXI, no século  em que  vivemos? Não, ele continua. Mas há outros. Para além dos casos trágicos,   como o do povo palestino que é obrigado a sofrer o colonialismo na sua  forma  clássica e mais brutal, nos outros países a luta  anti-colonialista passou da  fase propriamente político-militar para a  fase político-económica. Esses países  tentam garantir uma independência  que já não é apenas política mas também  económica; estão portanto  empenhados em romper com o monopólio tecnológico que  os Estados Unidos e  o imperialismo julgavam ter conquistado duma vez por todas.  Por outras  palavras, estamos perante a continuação da luta contra o colonialismo  e  o imperialismo que constituiu o conteúdo principal do século XX. E, tal  como  no século que já passou, onde foram partidos comunistas que  estimularam e  dirigiram esse movimento, também agora vemos países como a  China, o Vietname ou  Cuba guiar no século XXI essa nova fase do  processo de emancipação  anti-colonialista. Por certo não é por acaso  que estes três países são dirigidos  por partidos comunistas. Os que  declaram morto o movimento comunista, e pensam  estar a falar de uma  coisa evidente, não se apercebem que estão a repetir uma  idiotice  macroscópica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM:&lt;/strong&gt; Portanto existem as condições  objectivas materiais para  um relançamento, mesmo na Itália, de um  Partido Comunista de quadros e com o  apoio das massas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL:&lt;/strong&gt;  Sinceramente, creio que sim, estou mesmo convencido  disso: não vemos  porque é que a Itália tenha que ser uma anomalia em relação ao  quadro  internacional. Se é verdade que, na Europa oriental, entre 1989 e 1991, o   movimento comunista sofreu uma severa derrota, que evidentemente é  preciso  reconhecer e ter em conta, também é verdade que a situação  mundial no seu  conjunto apresenta um quadro bastante mais variado e  decisivamente mais  encorajador. Por exemplo, regressei duma viagem a  Portugal, onde tive ocasião de  apreciar a presença do Partido  Comunista. É sabido que em Itália temos uma  grande tradição comunista  por detrás de nós e não há nenhuma razão para nos  apropriarmos dela,  claro de que modo crítico. Creio que existem também os  pressupostos não  somente ideais mas também políticos para pôr fim ao  fraccionamento das  forças comunistas. Circulando pelo nosso país, mais em  manifestações  culturais do que políticas, observei que o potencial comunista é  real.  Os comunistas estão é fragmentados em diversas organizações, por vezes   mesmo em pequenos círculos: é preciso arregaçar as mangas e pôr-se ao  trabalho  pela unidade, apoiando-se primeiro que tudo nas forças  comunistas que já estão  presentes de modo mais ou menos organizado a  nível nacional. Estou a pensar em  L’Ernesto, que actua no quadro da  Rifondazione Comunista, e no PdCI (Partito dei  Comunisti italiani,  N.T.): se se unissem, estas duas forças ficariam em  condições de lançar  um sinal aos círculos comunistas difusos pelo território  nacional, um  convite para abandonarem a resignação e o sectarismo para se porem  ao  trabalho a fim de concretizarem os ideais e um projecto comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM: &lt;/strong&gt;Então,  o que impede a construção de um Partido Comunista  único em Itália, na  sua opinião, é essa fragmentação, esse cansaço para  enfrentar de novo  lutas que uma série de camaradas já travaram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL:&lt;/strong&gt;  A Itália ressente-se do peso de uma situação especial: a  acção  negativa dum partido, o da Rifondazione comunista, conduzido durante  muito  tempo por dirigentes com uma visão substancialmente  anti-comunista, dirigentes  que se dedicaram activamente a liquidar a  herança da tradição comunista no mundo  e na Itália. É evidente que  devemos libertar-nos dessa fase trágica e grotesca  da história que  temos atrás de nós; desse ponto de vista a reconstrução do  Partido não é  apenas um dever organizativo, mas é um dever sobretudo teórico e   cultural. Creio que esses problemas podem ser enfrentados e resolvidos   positivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM:&lt;/strong&gt; Encontramo-nos actualmente  numa situação em que  assistimos a uma mudança de perspectiva mesmo  cultural. Enquanto que no século  XX, a hegemonia cultural era apanágio  do movimento comunista, hoje a palavra  comunista é vivida quase com  embaraço, ou mesmo com uma vergonha manifesta, até  ao ponto das  declarações de Bertinotti sobre a impronunciabilidade da palavra   comunista ou sobre a redução do seu significado, na melhor das  hipóteses, a  qualquer coisa puramente cultural. Como é que se chegou a  este ponto e como nos  podemos libertar de tudo isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL:&lt;/strong&gt;  A palavra comunismo será impronunciável? Enquanto  historiador tenho  que observar imediatamente que então devíamos renunciar a  palavras que  servem de referência aos movimentos políticos actuais em geral.  Como é  que se chamava nos EUA o partido que defendeu até ao fim a instituição  da  escravatura dos negros? Chamava-se Partido Democrata. E como se  chamava, também  nos EUA, o partido que, mesmo depois da abolição formal  da escravatura, defendeu  o regime da supremacia branca, da segregação  racial, do linchamento dos negros  organizado como tortura lenta e  interminável e como espectáculo de massas?  Chamava-se, mais uma vez,  Partido Democrata. Sim, os campeões da escravatura e  do racismo mais  vergonhoso fizeram profissão de fé de democracia. Deveríamos  concluir  que “democracia” é impronunciável? Pensar que a palavra democracia tem   uma história mais bela, mais limpa, mais imaculada, do que a palavra  comunismo  significa não conhecer nada da história. O que eu disse a  propósito da palavra  democracia podia ser repetido calmamente para  outras palavras que fazem parte  essencial do património da esquerda.  Como se chamava o partido de Hitler?  Chamava-se Partido  nacional-socialista: também devemos considerar a palavra  socialista  como um tabu? Para sermos exactos, o partido de Hitler chamava-se   Partido nacional-socialista dos operários alemães. Então seria  inconveniente e  inaceitável fazer referência aos operários e à classe  operária. Não há nenhuma  palavra que possa exibir o estatuto da pureza.  Hitler e Mussolini pretendiam ser  os promotores e os protagonistas  duma revolução; eis outra palavra que, segundo  a lógica de Bertinotti,  devia ser impronunciável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na realidade, esta proposta sobre a  impronunciabilidade da palavra  “comunismo” pressupõe não só uma total  subserviência em relação à ideologia  dominante mas também uma total  incapacidade de julgamento histórico e político.  Para clarificar este  último ponto, apoiar-me-ei numa comparação que ilustrei no  meu livro  Controstoria del liberalismo (Contra história da democracia, N.T.).  Nos  anos trinta do século XIX, duas ilustres personalidades francesas  visitam os  EUA. Uma é Alexis de Tocqueville, o grande teórico liberal; a  outra é Victor  Schoelcher, aquele que, depois da revolução de  Fevereiro de 1848, vai abolir  definitivamente a escravatura nas  colónias francesas. Ambos visitam os EUA no  mesmo período, mas  independentemente um do outro. Constatam os mesmos fenómenos:  o governo  da lei e da democracia estão em vigor na comunidade branca; mas os   negros sofrem a escravatura e uma opressão feroz, enquanto que os   peles-vermelhas são progressiva e sistematicamente eliminados da  superfície da  terra. Na altura das conclusões, a começar pelo título do  seu livro (A  democracia na América), Tocqueville fala dos EUA como de  um país autenticamente  democrático, e até mesmo como do país mais  democrático do mundo; Schoelcher,  pelo contrário, vê os EUA como o país  onde reina o despotismo mais feroz. Qual  dos dois tem razão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginemos  que no século XX, Tocqueville e Schoelcher regressavam ambos de  uma  volta ao mundo. O primeiro acabaria por elogiar o governo da lei e da   democracia em vigor nos EUA e no “mundo livre” e considerar como pouco   importantes a opressão e as práticas genocidas impostas por Washington e  pelo  “mundo livre” nas colónias e semi-colónias (na Argélia, no  Quénia, na América do  Sul, etc.), o assassínio sistemático de centenas  de milhares de comunistas  organizado pela CIA num país como a  Indonésia, a discriminação, a humilhação e a  opressão infligidas mesmo  na metrópole capitalista e “democrática” à custa dos  povos de origem  colonial (os negros nos EUA, os argelinos em França, etc.).  Schoelcher,  pelo contrário, concentraria a sua atenção precisamente sobre tudo   isso e concluiria que era o chamado “mundo livre” que exercia o pior  despotismo.  Compreende-se bem que a ideologia dominante se identifique  sem reservas com o  Tocqueville real e o Tocqueville imaginário. A sorte  reservada aos povos  coloniais e de origem colonial não conta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contra  esta perspectiva, repito o que já disse: os comunistas devem saber   olhar de modo autocrítico a sua história mas não têm que ter vergonha e  não  devem entregar-se à autofobia; foi o movimento comunista que pôs  fim aos  horrores que caracterizaram a tradição colonialista (que  descambou de seguida no  horror do Terceiro Reich, no horror do regime  que sofreu a sua primeira e  decisiva derrota graças à União Soviética).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM: &lt;/strong&gt;Podemos  dizer portanto que a via para a reconstrução do  Partido comunista  passa inevitavelmente pela escolha de se reapropriar do que  constituiu  as suas próprias raízes, do que foi o orgulho comunista e também da   linguagem que faz parte dele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL: &lt;/strong&gt;Sem dúvida  alguma. Essa reapropriação deve ser  totalmente crítica, mas essa  atitude também não é uma coisa nova. Quando Lenine  lançou o movimento  comunista, por um lado ligou-se à tradição socialista  precedente, mas  por outro lado soube reinterpretar essa tradição num sentido  crítico,  mantendo presente a evolução da história da sua época. Nos nossos dias,   não se trata de forma alguma de evitar um balanço autocrítico, que se  impõe  absolutamente. Mas isso não tem nada a ver com a aceitação do  quadro maniqueísta  proposto ou imposto pela ideologia dominante. Esse  quadro não corresponde de  forma alguma à verdade histórica mas apenas à  necessidade política e ideológica  das classes dominantes e  exploradoras de fazer calar toda a oposição de peso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;SM:&lt;/strong&gt;  Então, na prática como é que deveremos trabalhar para  voltar a dar à  classe operária um Partido Comunista que esteja à altura dos  temas e da  confrontação de classe? Como podemos ter uma relação fecunda com os   cidadãos italianos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;DL:&lt;/strong&gt; O modelo do Partido  comunista elaborado por Lenine  parece-me manter-se válido;  evidentemente, é preciso ter em conta que o seu Que  fazer? se referia à  Rússia czarista e também, portanto, às condições de  clandestinidade em  que o partido era obrigado a funcionar. Em todo o caso,  trata-se de  construir um partido que não seja um partido de opinião e que não se   caracterize pelo culto da personalidade, como foi o caso durante tanto  tempo da  Rifondazione Comunista. É preciso um partido capaz de  construir um saber  colectivo alternativo às manipulações da ideologia  dominante, um partido que  deve saber estar presente nos locais do  conflito e deve saber também,  quotidianamente, construir uma  alternativa tanto no plano ideológico como no da  organização política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria  concluir com duas observações. A primeira: o exemplo da Lega (Liga do   Norte, partido xenófobo e secessionista de Umberto Bossi, N.T.) (um  partido que  tem características reaccionárias e que nos apresenta  cenários muito  inquietantes) demonstra que era terrivelmente errónea a  visão segundo a qual não  havia espaço para um partido enraizado no  território e no local do conflito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda observação leva-me  exactamente ao início da nossa conversa, em que  eu recordei o  ensinamento de Togliatti sobre a questão meridional como uma  questão  nacional. Actualmente impõe-se uma constatação amarga: a falta de   solução da questão meridional está em vias de pôr em crise, ou corre o  risco de  pôr em crise, a unidade nacional do nosso país: num país  caracterizado por  grandes desequilíbrios regionais, o desmantelamento  definitivo do Estado social  passa pela liquidação do Estado nacional e  da unidade nacional. O partido  comunista que somos chamados a  reconstruir na Itália fará a demonstração do seu  internacionalismo  concreto na medida, também, em que saiba enfrentar e resolver  a questão  nacional. Aderir aos movimentos secessionistas ou mesmo não os   combater até ao fundo significará romper com a melhor tradição  comunista. É  preciso ter sempre presente a lição da Resistência: o  Partido comunista  tornou-se um forte partido de massas na medida em que  soube ligar a luta social  e a luta nacional, interpretar as  necessidades das classes populares e ao mesmo  tempo assumir a direcção  de um movimento que lutava para salvar a Itália.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Notas :&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[1]  Beppe Grillo: actor cómico muito conhecido em Itália. Envolveu-se na   época numa polémica com o PSI de Bettino Craxi que impôs a sua exclusão  da  televisão pública. É actualmente líder de um movimento (“5 Stelle”, 5  estrelas),  de contornos qualunquistas (movimento pós-guerra que tentou  afastar os partidos  políticos do governo italiano - N.T.), que apela  ao boicote dos partidos e das  instituições e apela a uma forma pouco  provável de democracia directa através da  Internet. Mas é necessário  sublinhar que o seu movimento tem uma grande  audiência, sobretudo entre  os leitores que votavam antigamente nos partidos  comunistas e na  esquerda radical; estes eleitores viraram-se para Grillo,  desiludidos  com a fraca autonomia desses partidos e a sua infeliz participação  no  governo Prodi (“são todos iguais”).&lt;br /&gt;[2] Nicola -Nichi- Vendola:  nasceu e cresceu no PCI, está próximo das  posições organizativas da  esquerda de Pietro Ingrao, e foi um dos principais  líderes do PRC.  Partidário fervoroso do método das primárias, foi eleito  presidente da  Região Puglia onde exerce actualmente o seu segundo mandato.  Derrotado  na corrida para o secretariado do PRC, fundou um partido pessoal,   Sinistra Ecologia e Liberta (Esquerda Ecologia e Liberdade). Sempre  através do  método das primárias, visa actualmente a remodelação, numa  perspectiva mais  radical, da esquerda moderada italiana; para esse  efeito lançou a sua própria  candidatura como presidente do Conselho, em  concorrência com os candidatos do  Partito Democrático. Herdeiro de  Fausto Bertinotti, é também o teórico de um  populismo retórico de  esquerda, de veia poético-literária, por assim dizer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[3]  Fausto Bertinotti: ligado na juventude à esquerda socialista de  Riccardo  Lombardi, depois líder da ala esquerda da CGIL (mais ou menos  equivalente à CGT  francesa, N.T.), foi “inscrito” como secretário do  PRC (Partito della  Rifondazione Comunista) pelo velho líder comunista  Armando Cossutta. Dirigiu a  Rifondazione durante mais de 10 anos,  dando-lhe uma visibilidade mediática  notável e força eleitoral. Mas foi  também o principal fautor da sua  descomunistização e mutação num  partido de esquerda radical. Depois de ter  ligado o destino do PRC ao  movimento não-global e ao radicalismo mais avançado,  impôs uma viragem  de 180 graus em 2005, levando o seu próprio partido para o  governo  Prodi e aceitando a presidência da Câmara. Isso não foi aceite pelos   eleitores que, nas eleições de 2008, rejeitaram clamorosamente a  coligação da  esquerda radical. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;* Sara Milazzo é colaboradora da revista comunista italiana  L’Ernesto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Doménico  Losurdo, filósofo e Professor de História da Filosofia na  Universidade  de Urbino, Itália, é amigo e colaborador de odiario.info.&lt;br /&gt;Esta entrevista a Domenico Losurdo, foi publicada na revista italiana &lt;a href="http://www.lernesto.it/index.aspx?m=77&amp;amp;f=2&amp;amp;IDArticolo=19905" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.lernesto.it/index.aspx?m=77&amp;amp;f=2&amp;amp;IDArticolo=19905&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todas  as notas de rodapé foram escritas, para a versão francesa desta   entrevista, por Stefano G. Azzarà (s.azzara@uniurb.it), historiador de  filosofia  na Universidade de Urbino (Itália) &lt;a href="http://materialismostorico.blogspot.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://materialismostorico.blogspot.com/&lt;/a&gt; .&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Tradução de Margarida Ferreira&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-7405092028040727744?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/7405092028040727744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/01/domenico-losurdo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7405092028040727744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7405092028040727744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2011/01/domenico-losurdo.html' title='Domenico Losurdo'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UU51BlkMHrE/TTRTTVP1C3I/AAAAAAAAAxw/i_jwlhNdywY/s72-c/domenicolosurdo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-5348750439020046085</id><published>2010-11-07T23:48:00.003-02:00</published><updated>2010-11-07T23:49:21.252-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/TNdWtqfKgXI/AAAAAAAAADk/4vz7ZftuHpI/s1600/cartaz_ccse.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/TNdWtqfKgXI/AAAAAAAAADk/4vz7ZftuHpI/s400/cartaz_ccse.jpg" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-5348750439020046085?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/5348750439020046085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/11/blog-post.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/5348750439020046085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/5348750439020046085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/TNdWtqfKgXI/AAAAAAAAADk/4vz7ZftuHpI/s72-c/cartaz_ccse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-8450848381181532334</id><published>2010-11-06T10:48:00.002-02:00</published><updated>2010-11-06T10:52:24.236-02:00</updated><title type='text'>CICLO DE CONFERÊNCIAS SOCIALISMO E EDUCAÇÃO - PROGRAMAÇÃO</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;22 e 23 de novembro de 2010 - Faculdade de Educação - UFMG &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;22/11&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; segunda-feira - Auditório Neidson Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8:30hs – Ato de abertura com execução de “A Internacional”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9:00hs - Lênin: a política como educação revolucionária&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Prof. Dr. Antônio Carlos Mazzeo (Unesp-Marília), presidente do Instituto Caio Prado Jr.&lt;br /&gt;Prof. Sérgio Miranda (ex-deputado federal)&lt;br /&gt;Prof. Dr. Antônio Júlio de Menezes Neto (UFMG), coordenador da mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14:00hs - O marxismo na América Latina: Caio Prado Jr., Paulo Freire e José Carlos Mariátegui&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Prof. Dr. Antônio Júlio de Menezes Neto (UFMG)&lt;br /&gt;Prof. Dr. Pablo Luiz de Oliveira Lima (UFMG)&lt;br /&gt;Mestrando Fernando Conde UFMG), coordenador da mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;18:00hs – Atividade cultural: apresentação da peça “Estômago” pela Cia. Crônica de teatro&lt;br /&gt;Lançamento da revista do Instituto Caio Prado Jr. Novos Temas Número 2&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;23/11&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; terça-feira - Auditório Neidson Rodrigues&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;08:30hs - Gramsci e a escola unitária; Althusser e os aparelhos ideológicos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Profa. Dra. Rosemary Dore (UFMG)&lt;br /&gt;Prof. Dr. Walter Evangelista (UFMG)&lt;br /&gt;Doutoranda Adilene Gonçalves Quaresma (UFMG), coordenadora da mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14:00hs - Marx, trabalho, práxis e educação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Prof. Dr. Hormindo Pereira de Souza Júnior (UFMG)&lt;br /&gt;Prof. Ms. Paulo Denisar Fraga (UNIFAL-MG - Universidade Federal de Alfenas)&lt;br /&gt;Graduanda em Pedagogia Aryanne Martins Oliveira (UFMG), coordenadora da mesa&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;18:00hs – Coquetel de encerramento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Realização:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Núcleo de Estudos sobre Trabalho e Educação (NETE-UFMG)&lt;br /&gt;Linha de Pesquisa Política, Trabalho e Formação Humana do Programa de Pós-Graduação em Eduacação da FaE-UFMG&lt;br /&gt;Instituto Caio Prado Jr. - Seção Minas Gerais&lt;br /&gt;Associação dos Geógrafos do Brasil – AGB-BH&lt;br /&gt;Diretório Acadêmico Walquíria Afonso Costa – FaE-UFMG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Apoio:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;CENEX – FaE-UFMG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições serão feitas no site do evento, ainda em construção. Inscrições prévias podem ser feitas pelo email plolima@yahoo.com. Envie somente o nome completo, instituição onde trabalha/estuda, organização política em que milita, se for o caso, e RG.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-8450848381181532334?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/8450848381181532334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/11/ciclo-de-conferencias-socialismo-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8450848381181532334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8450848381181532334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/11/ciclo-de-conferencias-socialismo-e.html' title='CICLO DE CONFERÊNCIAS SOCIALISMO E EDUCAÇÃO - PROGRAMAÇÃO'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-7180799826243292562</id><published>2010-10-28T09:57:00.000-02:00</published><updated>2010-10-28T09:57:24.723-02:00</updated><title type='text'>Ciclo de conferências - Socialismo &amp; Educação - UFMG</title><content type='html'>22 e 23 de novembro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade Federal de Minas Gerais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Identificação / Histórico do evento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Núcleo de Estudos sobre Trabalho e Educação da UFMG; a Linha de Pesquisa Política, Trabalho e Formação Humana do Programa de Pós-graduação: Conhecimento e Inclusão Social em Educação da UFMG e o Instituto Caio Prado Jr. Minas Gerais criaram o “Ciclo de Conferências Socialismo e Educação” como estratégia de propiciar um espaço de interlocução da produção acadêmico-científica realizada por diferentes pesquisadores. Neste sentido os objetivos do Ciclo de Conferências serão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Fortalecer as linhas de pesquisa que desenvolvem investigações na interface da problemática Socialismo e Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Proporcionar a discussão e reflexão sobre o atual estágio das pesquisas sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Promover intercâmbio de experiências e pesquisas na área, possibilitando congregar pesquisadores e estudiosos de diferentes instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Propiciar aos participantes um espaço para a problematização e elaboração de novos conhecimentos e campos de análise para suas investigações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•Incentivar a produção e socialização de pesquisas e resultados sobre o tema proposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Entidades Promotoras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Núcleo de Estudos Sobre Trabalho e Educação da UFMG (NETE-UFMG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linha de Pesquisa Política, Trabalho e Formação Humana do Programa de Pós-graduação: Conhecimento e Inclusão Social em Educação da UFMG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Caio Prado Jr. Minas Gerais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associação dos Geógrafos do Brasil – seção local – BH.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA FaE – UFMG – Walquíria Afonso Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.Coordenação do Evento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTÔNIO JÚLIO DE MENEZES NETO (UFMG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HORMINDO PEREIRA DE SOUZA JUNIOR (UFMG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PABLO LUIZ DE OLIVEIRA LIMA (UFMG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.Data&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 e 23 de novembro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.Local de realização:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ciclo de Conferências Socialismo e Educação ocorrera na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.Público Alvo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•pesquisadores da área de trabalho e educação e Socialismo e Educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•alunos de mestrado e doutorado que estejam desenvolvendo pesquisas na área;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•alunos da graduação e bolsistas de Iniciação Científica envolvidos em pesquisa nos temas ligados à área de trabalho e educação e Socialismo e Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•professores, trabalhadores, sindicalistas e assessores sindicais envolvidos em experiências inovadoras voltadas para a problemática proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•interessados dos movimentos sociais em geral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-7180799826243292562?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/7180799826243292562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/10/ciclo-de-conferencias-socialismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7180799826243292562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7180799826243292562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/10/ciclo-de-conferencias-socialismo.html' title='Ciclo de conferências - Socialismo &amp; Educação - UFMG'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-4226464603023488379</id><published>2010-10-28T09:40:00.000-02:00</published><updated>2010-10-28T09:40:08.016-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novos Temas'/><title type='text'>REVISTA NOVOS TEMAS - 02</title><content type='html'>A REVISTA NOVOS TEMAS 02 - R$ 20,00 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UU51BlkMHrE/TMlhBT6S35I/AAAAAAAAArI/0yBDnfLuJSI/s1600/novostemas02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UU51BlkMHrE/TMlhBT6S35I/AAAAAAAAArI/0yBDnfLuJSI/s320/novostemas02.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRE OUTRAS IMPORTANTES MATÉRIAS, TRÁS UMA ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O SOCIÓLOGO MICHEL LӦWY.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALÉM DE ARTIGOS DE GRANDE IMPORTÂNCIA, COMO O DE LEILA ESCORSIM NETTO, "AS PRIMEIRAS POLÊMICAS SOBRE MARIÁTEGUI", NA SEÇÃO FUNDAMENTOS, ONDE SÃO PUBLICADOS TEXTOS CLÁSSICOS, TEMOS O FAMOSO TEXTO DO JOVEM MARX, "GLOSAS CRÍTICAS MARGINAIS AO ARTIGO O REI DA PRÚSSIA E A REFORMA SOCIAL: DE UM PRUSSIANO", MUITO ELUCIDATIVO PARA O MOMENTO EM QUE VIVEMOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NOVOS TEMAS PODE SER ENCONTRADA NA LIVRARIA CORTEZ.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-4226464603023488379?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/4226464603023488379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/10/revista-novos-temas-02.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/4226464603023488379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/4226464603023488379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/10/revista-novos-temas-02.html' title='REVISTA NOVOS TEMAS - 02'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UU51BlkMHrE/TMlhBT6S35I/AAAAAAAAArI/0yBDnfLuJSI/s72-c/novostemas02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-5719672107479445605</id><published>2010-07-16T14:28:00.000-03:00</published><updated>2010-07-16T14:28:05.438-03:00</updated><title type='text'>UMA AGRESSÃO À HISTÓRIA</title><content type='html'>O Congresso Brasileiro está discutindo um novo Código do Processo Civil (Projeto de Lei nº 166), que foi apresentado ao Senado em 8/6/2010. Em total desrespeito ao direito de preservação da história e às regras arquivísticas mais elementares, o artigo 967 desse projeto vem reforçar a moda burocrática de limpar o passado. O texto restaura, na íntegra, o antigo artigo 1.215 do atual Código do Processo Civil, promulgado em 1973, que autorizava a eliminação completa dos autos findos e arquivados há mais de cinco anos, "por incineração, destruição mecânica ou por outro meio adequado". Em 1975, depois de ampla mobilização da comunidade nacional e internacional de historiadores e arquivistas, a vigência desse artigo foi suspensa pela Lei 6.246. Aprovada a atual proposta, estão novamente em risco milhares de processos cíveis: um prejuízo incalculável para a história do país, que já arca com perdas graves na área da Justiça do Trabalho, uma vez que a Lei 7.627, de 1987 (com o mesmo texto do artigo 967), tem autorizado a destruição de milhares de processos trabalhistas arquivados há mais de cinco anos. Além de grave agressão à História, a proposta também fere direitos constitucionais de acesso à informação e de produção de prova jurídica. Eis o texto do projeto de lei que está no Senado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 967. Os autos poderão ser eliminados por incineração, destruição mecânica ou por outro meio adequado, findo o prazo de cinco anos, contado da data do arquivamento, publicando-se previamente no órgão oficial e em jornal local, onde houver, aviso aos interessados, com o prazo de um mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1º As partes e os interessados podem requerer, às suas expensas, o desentranhamento dos documentos que juntaram aos autos ou cópia total ou parcial do feito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 2º Se, a juízo da autoridade competente, houver nos autos documentos de valor histórico, serão estes recolhidos ao arquivo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link para acompanhar a tramitação do PLS nº 166 é o seguinte: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=97249.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ataque à cidadania que exige defesa firme por parte de todos que lutam pela defesa da História e da Memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Teixeira da Silva (Arquivo Edgard Leuenroth - IFCH - UNICAMP)&lt;br /&gt;Silvia Hunold Lara (CECULT - IFCH - UNICAMP)&lt;br /&gt;Magda Barros Biavaschi (Fórum Nacional Permanente em Defesa da Memória da Justiça do Trabalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-5719672107479445605?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/5719672107479445605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/07/uma-agressao-historia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/5719672107479445605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/5719672107479445605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/07/uma-agressao-historia.html' title='UMA AGRESSÃO À HISTÓRIA'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-2955783957573943563</id><published>2010-06-26T00:15:00.001-03:00</published><updated>2010-06-26T00:17:44.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Debate'/><title type='text'>PARA O DEBATE...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sobre a prática&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Sobre a relação entre o conhecimento e a prática,&lt;br /&gt;entre o saber e o fazer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mao Tsé-tung&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso Partido havia certo número de camaradas dogmáticos que, durante longo tempo, rejeitaram a experiência da revolução chinesa, negando essa verdade que "o marxismo não é um dogma, mas um guia para a ação", e tentaram intimidar a gente com palavras e frases das obras marxistas, tiradas mecanicamente fora do contexto. Havia também certo número de camaradas empíricos que, durante longo tempo, se limitaram à sua fragmentária experiência pessoal, não entenderam a importância da teoria para a prática revolucionária e não viram a revolução no seu conjunto; embora trabalhassem com diligência, faziam-no as cegas. As ideias errôneas de uns e outros, e em particular dos mais dogmáticos, causaram entre 1931 e 1934, enormes danos à revolução chinesa; aliás, os dogmáticos, disfarçados de marxistas, desorientaram grande número de camaradas. "Sobre a prática" foi escrito com o intuito de denunciar, do ponto de vista da teoria marxista do conhecimento, os erros subjetivistas de dogmatismo e de empirismo no Partido, nomeadamente o do dogmatismo. Este trabalho foi intitulado "Sobre a prática" porque coloca ênfase na denúncia do dogmatismo, variedade do subjetivismo que menospreza a prática. As concepções contidas neste trabalho foram expostas pelo camarada Mao Tsé-tung em uma palestra no Instituto Político e Militar Antijaponês de Yenán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O materialismo pré-marxista examinava os problemas do conhecimento sem ter em conta a natureza social dos homens nem o desenvolvimento histórico da humanidade e, por isso, era incapaz de compreender que o conhecimento depende da prática social, quer dizer, depende da produção e da luta de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marxistas pensam, acima de tudo, que a atividade dos homens na produção constitui justamente a base da sua atividade prática, o determinante de todas as demais atividades. O conhecimento do homem depende essencialmente da sua atividade na produção material, durante a qual vai compreendendo progressivamente os fenômenos da Natureza, as suas propriedades, as suas leis, bem como as relações entre ele próprio e a Natureza; ao mesmo tempo, pela sua atividade de produção, aprende a conhecer paulatina e gradualmente certas relações existentes entre os próprios homens. Não é possível adquirir qualquer destes conhecimentos fora da atividade na produção. Numa sociedade sem classes, cada indivíduo por si, enquanto membro dessa sociedade, colabora com os demais membros e estabelece com eles determinadas relações de produção, dedica-se à produção para satisfazer as necessidades materiais dos homens. Em todas as sociedades de classes, os membros dessas sociedades pertencem às diferentes classes sociais e que, de diversas formas, estabelecem determinadas relações de produção, também se dedicam à produção, destinada a satisfazer as necessidades materiais dos homens. É aqui que está a fonte fundamental de onde brota o desenvolvimento do conhecimento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática social dos homens não se reduz à sua atividade na produção. Ela apresenta-se sob muitas outras formas: a luta de classes, a vida política, as atividades científicas e artísticas; em resumo, o homem, como ser social, participa em todos os domínios da vida prática da sociedade. É por essa razão que o homem, ao aprender, apreende em graus diversos as diferentes relações entre os homens, não apenas na vida material, mas também na vida política e cultural (ambas estreitamente ligadas à vida material). Destas formas de prática social, a luta de classes, nas suas diversas manifestações, exerce uma influência particularmente profunda sobre o desenvolvimento do conhecimento humano. Numa sociedade de classes, cada indivíduo existe como membro de uma determinada classe e cada forma de pensamento está invariavelmente marcada com o selo de uma classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marxistas defendem que a produção na sociedade humana se desenvolve passo a passo, do inferior ao superior e que, em consequência, o conhecimento que o homem tem quer da natureza quer da sociedade, se desenvolve também passo a passo, dos graus inferiores aos superiores, quer dizer, do simples ao complexo, do unilateral ao multilateral. Durante um período histórico muito longo, o homem viu-se circunscrito a uma compreensão unilateral da história da sociedade, já que, de um lado, as classes exploradoras a deformavam constantemente devido aos seus preconceitos e, por outro lado, a escala reduzida da produção limitava o horizonte dos homens. Só quando, com a formação de gigantescas forças produtivas (a grande indústria), surgiu o proletariado moderno, os homens puderam atingir uma compreensão global e histórica do desenvolvimento da sociedade e transformar esse conhecimento numa ciência, a ciência do marxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marxistas defendem que só a prática social dos homens pode constituir o critério da verdade dos conhecimentos que os homens possuem sobre o mundo exterior. Com efeito, o conhecimento do homem fica confirmado apenas quando consegue os resultados esperados no processo da prática social (produção material, luta de classes ou experimentação científica). Se se quiser atingir sucesso no trabalho, quer dizer, alcançar os resultados previstos, tem de se fazer concordar as ideias com as leis do mundo exterior objetivo; sem essa correspondência, fracassa-se na prática. Depois de se sofrer um fracasso, tira-se lições dele, modifica-se as ideias fazendo-as concordar com as leis do mundo exterior e, dessa forma, pode-se transformar o fracasso em sucesso: eis o que se quer dizer com "a derrota é a mãe da vitória" e "cada fracasso faz-nos mais experientes". A teoria materialista dialética do conhecimento coloca a prática no primeiro plano; considera que o conhecimento do homem não pode separar-se, em nenhum grau, da prática, e recusa todas as teorias errôneas que negam a importância da prática ou desligam o conhecimento da prática. Lenine dizia: "A prática é superior ao conhecimento (teórico), porque possui não apenas a dignidade da universalidade, mas também a da realidade imediata" [1]. A filosofia marxista – o materialismo dialético – tem duas características relevantes. Uma é o seu carácter de classe: afirma explicitamente que o materialismo dialético serve o proletariado. A outra é o seu caráter prático: vinca a dependência da teoria em relação à prática, sublinha que a prática é a base da teoria que, por sua vez, serve à prática. A verdade de um conhecimento ou de uma teoria não se determina por uma apreciação subjetiva, mas pelos resultados objeivos da prática social. O critério da verdade não pode ser outro senão a prática social. O ponto de vista da prática é o ponto de vista primeiro e fundamental da teoria materialista dialética do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como é que o conhecimento humano surge da prática e serve, por sua vez, essa mesma prática? Para se compreender basta olhar o processo de desenvolvimento do conhecimento [2].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No processo da prática, os homens não vêem, ao começo, senão as aparências, os aspectos isolados e as ligações externas das coisas. Por exemplo, as pessoas vindas a Yenan para ver como é, nos primeiros um ou dois dias, vêem a sua topografia, as ruas e as casas, tomam contato com muitas pessoas, assistem a recepções, reuniões e comícios, ouvem várias intervenções e lêem diferentes documentos: tudo isso é a aparência das coisas, os seus aspectos isolados e as suas ligações externas. Esta etapa do conhecimento denomina-se etapa sensorial, isto é, a etapa das sensações e das impressões. Quer dizer, as coisas de Yenan, isoladas, agindo sobre os órgãos dos sentidos das pessoas que cá vêm, provocam-lhes sensações e fazem surgir no seu cérebro uma grande quantidade de impressões e ideias aproximativas das ligações externas entre as ditas impressões: esta é a primeira etapa do conhecimento. Nesta etapa, os homens não podem ainda formar conceitos, pois estes correspondem a um nível mais profundo, nem tirar quaisquer conclusões lógicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuação da prática social implica a repetição múltipla de fatos que suscitam nos homens as concomitantes repetições de sensações e impressões. É então que se produz uma mudança súbita (um salto) na consciência desses homens e no seu processo do conhecimento: surgem os conceitos. Os conceitos já não são mais simples reflexos das aparências das coisas, dos seus aspectos isolados e das suas ligações externas, porque captam os fatos na sua essência, no seu conjunto e nas suas ligações internas. Entre o conceito e a sensação existe uma diferença não apenas quantitativa, mas também qualitativa. O desenvolvimento posterior, através do juízo e da dedução, pode levar a extrair conclusões lógicas. Quando no Romance dos três reinos [3] se diz "franziu a sombrancelha e veio-lhe à mente um estratagema", ou quando dizemos correntemente "deixe-me refletir", isso significa que, operando intelectualmente conceitos com o cérebro, ajuízamos e deduzimos. Esta é a segunda etapa do conhecimento. Os nossos visitantes, que constituem grupos de investigação, depois de reunirem dados variados e, mais importante, depois de refletirem, podem chegar ao juízo de que "a política da frente única nacional anti-japonesa, aplicada pelo Partido Comunista, é consequente, sincera e genuína". Depois, tendo formulado esse juízo e se forem genuínos partidários da unidade para salvar a pátria, podem ir mais longe e extrair a seguinte conclusão: "A frente única nacional anti-japonesa pode ter êxito". Esta etapa, a dos conceitos, dos juízos e das deduções, aparece como ainda mais importante no processo geral do conhecimento das coisas pelos homens: é a etapa do conhecimento racional. A verdadeira tarefa do conhecimento consiste em passar das sensações ao pensamento, em chegar progressivamente à compreensão das contradições internas dos fatos, das suas leis e das ligações internas entre processos, quer dizer, em atingir o conhecimento lógico. Repetimos: o conhecimento lógico difere do conhecimento sensorial na medida em que este atinge apenas os aspectos isolados, as aparências e as ligações externas das coisas, enquanto aquele, dando um enorme passo à frente, alcança a totalidade de cada fenômeno, a sua essência e a ligação interna das coisas, pondo a nu as contradições internas do mundo objetivo e pode, por isso mesmo, alcançar o domínio do desenvolvimento do mundo circundante no seu conjunto, nas ligações internas de todos os seus aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, antes do marxismo, elaborou uma teoria como esta, a materialista dialética, sobre o processo de desenvolvimento do conhecimento, fundada na prática e indo do superficial ao profundo. Foi o materialismo marxista o primeiro a resolver corretamente este problema evidenciando, de uma maneira materialista e dialética o movimento de aprofundamento contínuo do conhecimento, movimento pelo qual os homens, como seres sociais, passam progressivamente do conhecimento sensorial ao conhecimento lógico na sua prática complexa e constantemente repetida da produção e da luta de classes. Lenine dizia: "A abstração da matéria, de uma lei natural, a abstração do valor, etc., numa palavra, todas as abstrações científicas (corretas, sérias, não arbitárias) refletem a Natureza mais profundamente, mais fielmente e mais completamente" [4]. O marxismo-leninismo sustenta que cada uma das duas etapas do processo cognitivo tem as suas próprias características, na etapa inferior, o conhecimento manifesta-se como conhecimento sensorial e, na etapa superior, como conhecimento lógico, mas ambas são etapas de um processo cognitivo único. O conhecimento sensorial e o conhecimento racional são qualitativamente diferentes, mas não estão desligados um do outro, pelo contrário, encontram-se unidos pela base da prática. A nossa prática é testemunho de que não podemos compreender imediatamente os dados de que temos apenas percepção sensorial, e que só aquilo que já compreendemos podemos sentir com maior profundidade. A sensação apenas resolve o problema das aparências; o problema da essência só pode ser resolvido pelo pensamento teórico. A solução destes problemas não pode afastar-se, nem um mínimo que seja, da prática. Quem quiser conhecer uma coisa, não poderá fazê-lo sem entrar em contato com ela, quer dizer, sem viver (praticar) no mesmo meio em que essa coisa existe. Na sociedade feudal era impossível conhecer antecipadamente as leis da sociedade capitalista, pois não tinha aparecido ainda o capitalismo e faltava a prática correspondente. O marxismo só podia ser produto da sociedade capitalista. Marx, na época do capitalismo liberal, não podia conhecer concretamente, de antemão, certas leis peculiares da época do imperialismo, já que não tinha aparecido ainda o imperialismo, fase suprema do capitalismo, e faltava a prática correspondente; apenas Lenine e Estaline puderam assumir essa tarefa. Para além do seu gênio, a razão principal pela qual Marx, Engels, Lenine e Estaline puderam criar as suas teorias foi a sua participação pessoal na prática da luta de classes e da experimentação científica do seu tempo; sem este requisito, nenhum gênio poderia tê-lo feito com sucesso. A expressão: "sem ultrapassar a ombreira da porta, o letrado pode saber tudo quanto acontece no mundo" não era mais do que uma frase oca nos tempos antigos, quando a técnica não estava ainda desenvolvida; e se na nossa época de técnica desenvolvida, tal coisa aparece como realizável, os únicos que podem possuir conhecimentos autênticos, de primeira mão, são quem "no mundo" se dedica à prática. E só quando, graças à escrita e a outros meios técnicos, os conhecimentos que estas pessoas adquiriram na sua prática chegam ao "letrado", pode este, indiretamente, "saber tudo quanto acontece no mundo". Para conhecer diretamente tal ou tal coisa ou coisas, é necessário participar pessoalmente na luta prática para transformar a realidade, para transformar a dita coisa ou coisas, já que este é o único meio de entrar em contato com a forma sob a qual essa coisa aparece (o fenômeno) e só assim é possível conhecer a essência da dita coisa ou coisas e compreendê-las. Tal é o processo cognitivo que todos os homens seguem na realidade, embora alguns, deformando deliberadamente os fatos, afirmem o contrário. Os mais ridículos são os "sabe-tudo" que, recolhendo de ouvido conhecimentos fragmentários e superficiais, se têm pela "máxima autoridade no mundo", o que apenas dá testemunho da sua fatuidade. O conhecimento é uma questão de ciência e esta não admite nem a menor desonestidade nem a menor presunção; o que requer é precisamente o contrário, honestidade e modéstia. Se se quiser conhecer, tem-se que participar na prática que transforma a realidade. Se se quiser conhecer o sabor de uma pêra, tem-se que transformá-la provando-a. Se se quiser conhecer a estrutura e as propriedades do átomo, tem-se que fazer experiências físicas e químicas modificando o estado do átomo. Se se quiser conhecer a teoria e os métodos da revolução, tem-se que participar na revolução. Todos os conhecimentos autênticos resultam da experiência direta. Porém, cada homem não pode ter uma experiência direta de todas as coisas, razão pela qual a maior parte dos nossos conhecimentos provêm da experiência indireta, por exemplo, todos os conhecimentos dos séculos passados e de outros países. Estes conhecimentos foram ou são, para os nossos antecessores e para os estrangeiros, produto da sua experiência direta, e merecem confiança se no decurso dessa experiência direta se cumpriu a condição de "abstração científica" de que falava Lenine e se refletem de um modo científico a realidade objetiva; se assim não for, não a merecem. Por isso, os conhecimentos de qualquer pessoa são constituídos por duas partes: os dados da experiência direta e os dados da experiência indireta. Contudo, o que para mim é experiência indireta, constitui para outros experiência direta. Daí que, considerando o seu conjunto, nenhum conhecimento, seja do tipo que for, está desligado da experiência direta. A fonte de todo o conhecimento são as sensações recebidas do mundo exterior objetivo pelos homens através dos seus órgãos dos sentidos. Não é materialista quem negar a sensação, negar a experiência direta, ou negar a participação pessoal na prática transformadora da realidade. É por isso que os "sabe-tudo" são tão ridículos. Um antigo ditado chinês pergunta: "se não se entrar no covil do tigre, como se lhe pode apanhar as crias?" Este ditado é verdadeiro tanto para a prática do homem quanto para a teoria do conhecimento. Não pode haver conhecimento desligado da prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para pôr em evidência como o movimento materialista dialético do conhecimento, movimento de aprofundamento gradual do conhecimento, se funda na prática transformadora da realidade, daremos a seguir outros exemplos concretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período inicial da sua prática, período de destruição das máquinas e de luta espontânea, o proletariado, no que diz respeito ao seu conhecimento da sociedade capitalista, apenas se encontrava na etapa do conhecimento sensorial: conhecia apenas aspectos isolados e ligações externas de diferentes fenômenos do capitalismo. Nessa época, o proletariado era ainda o que se chama de "classe em si". Só se tornou numa "classe para si" quando, entrando no segundo período da sua prática, período de luta econômica e política consciente e organizada, começou a compreender a essência da sociedade capitalista, as relações de exploração entre as classes sociais e as suas próprias tarefas históricas, graças as experiências práticas variadas, à experiência de luta prolongada e à generalização no seu seio da teoria marxista, teoria científica elaborada por Marx e Engels a partir da dita experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se passou no que respeita ao conhecimento do povo chinês sobre o imperialismo. A primeira etapa foi a do conhecimento sensorial, superficial, tal como se manifestou nas lutas indiscriminadas contra os estrangeiros, ocorridas durante os movimentos do Reino Celestial Taiping, do Yijetuan e outros. Só na segunda etapa, a do conhecimento racional, o povo chinês discerniu as diferentes contradições internas e externas do imperialismo e compreendeu a verdade essencial de que o imperialismo, em aliança com a burguesia compradora e a classe feudal, oprimia e explorava as amplas massas populares da China; tal conhecimento começou com o período do Movimento de 4 de Maio de 1919.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, agora, a guerra. Se os dirigentes militares carecerem de experiência militar, no início não poderão compreender as leis profundas que regem o desenvolvimento de uma guerra específica (por exemplo, a nossa Guerra Revolucionária Agrária dos últimos dez anos). No início, só poderiam adquirir a experiência de numerosos combates e, o que é mais, sofreriam muitas derrotas. No entanto, essa experiência (a experiência dos combates ganhos e, sobretudo, a dos perdidos) permitir-lhes-iam compreender o que por dentro articula toda a guerra, quer dizer, as leis dessa guerra específica, compreender a estratégia e as tácticas e, por essa via, dirigi-la com segurança. Se nesse momento se confiasse a direção da guerra a alguém inexperiente, esse alguém também teria que sofrer uma série de derrotas (quer dizer, adquirir experiência) antes de conseguir compreender as verdadeiras leis da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com frequência, ouve-se dizer a alguns camaradas sem coragem para aceitar uma dada tarefa: "não estou certo de poder cumpri-la". Por que é que pensam assim? Porque não compreendem o conteúdo e as condições desse trabalho de acordo com as leis que o regem, porque não tiveram ou tiveram muito pouco contato com semelhante trabalho, de forma que não se pode dizer que conheçam tais leis. Mas, depois de uma análise detalhada da natureza e das condições desse trabalho, sentir-se-ão relativamente confiantes e aceitá-lo-ão com satisfação. Se se dedicarem a ele por algum tempo e adquirirem experiência, e se estiverem dispostos a estudar a situação com prudência, em vez de considerarem as coisas de maneira subjetiva, unilateral e superficial, serão capazes de chegar por si próprios a conclusões sobre como deve ser realizada a tarefa e fá-la-ão com muito maior coragem. Só quem tem uma visão subjetiva, unilateral e superficial dos problemas, se põe a dar ordens presunçosamente logo que chega a um novo posto, sem levar em conta as circunstâncias, sem examinar as coisas na sua totalidade (a sua história e a sua situação atual considerada como um todo) nem apreender a sua essência (a sua natureza e as suas ligações internas com as outras coisas). Inevitavelmente semelhante gente tropeça e cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em consequência, o primeiro passo no processo do conhecimento é o contato com os fenômenos do mundo exterior: a etapa das sensações. O segundo é a síntese dos dados fornecidos pelas sensações, ordenando-os e elaborando-os: a etapa dos conceitos, dos juízos e das deduções. Só quando os dados recebidos pelas sensações são muitos e ricos (não fragmentários e incompletos) e estão de acordo com a realidade (que não resultem de um erro dos sentidos), podem servir de base para formar conceitos corretos e uma teoria correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpre sublinhar dois pontos importantes. O primeiro, que se assinalou acima mas que convém reiterar, é a dependência do conhecimento racional relativa ao conhecimento sensorial. É idealista quem considera possível que o conhecimento racional não provenha do conhecimento sensorial. Na história da filosofia houve a escola "racionalista", que só reconhecia a realidade da razão, negava a realidade da experiência, afirmava que não se podia fazer confiança a não ser na razão e nunca na experiência proveniente da percepção sensível; o seu erro consistia em inverter os fatos. O conhecimento racional merece crédito precisamente porque tem origem no sensorial; de outro modo, o conhecimento racional seria um rio sem nascente, uma árvore sem raízes, qualquer coisa exclusivamente subjetiva, autogerada e indigna de confiança. Na ordem do processo do conhecimento, a experiência sensorial vem em primeiro lugar; se vincamos a importância da prática social no processo do conhecimento é porque só ela pode dar origem ao conhecimento humano permitindo aos homens começarem a adquirir experiência sensorial do mundo exterior objetivo. Para uma pessoa que fecha os olhos e tapa os ouvidos e se isola totalmente do mundo exterior objetivo, não há conhecimento possível. O conhecimento inicia-se com a experiência: esse é o princípio materialista da teoria do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo ponto é a necessidade de aprofundá-lo, a necessidade de o desenvolver da etapa sensorial para a racional: é aqui que está a dialética da teoria do conhecimento [5]. Pensar que o conhecimento poda ficar na etapa inferior, sensorial, e que apenas é digno de crédito o conhecimento sensorial e não o racional, significa cair no "empirismo", erro já conhecido na História. O erro desta teoria consiste em ignorar que os dados proporcionados pelas sensações, ainda que constituam reflexos de determinadas realidades do mundo exterior objetivo (aqui não me refiro ao empirismo idealista, que reduz a experiência à chamada introspecção), não passam de unilaterais e superficiais reflexos dos fenômenos, que não traduzem a essência das coisas. Para refletir plenamente uma coisa na sua totalidade, para refletir a sua essência e as suas leis internas, é preciso proceder a uma operação mental, submeter os ricos dados percepcionados pelos sentidos a uma elaboração que consiste em rejeitar a casca para ficar com o grão, eliminar o falso para conservar o verdadeiro, passar de um aspecto a outro e do externo ao interno, formando assim um sistema de conceitos e teorias; é preciso saltar do conhecimento sensorial ao conhecimento racional. Esta elaboração não torna os conhecimentos menos ricos nem menos dignos de confiança. Pelo contrário, tudo aquilo que no processo do conhecimento foi elaborado cientificamente com base na prática, reflete a realidade objetiva, como diz Lenine, de forma mais profunda, verdadeira e completa. Os "práticos" vulgares não procedem assim; respeitam a experiência mas desprezam a teoria e, em consequência, não podem ter uma visão que abranja um processo objetivo na sua totalidade, falta-lhes uma orientação clara e uma perspectiva de longo alcance, e embriagam-se com os seus êxitos ocasionais e com fragmentos da verdade. Se essas pessoas dirigissem a revolução, conduzi-la-iam a um beco sem saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento racional depende do conhecimento sensorial, e este deve desenvolver-se em conhecimento racional: tal é a teoria materialista dialética do conhecimento. Na filosofia, nem o "racionalismo" nem o "empirismo" entendem o carácter histórico ou dialético do conhecimento, e ainda que cada uma destas escolas contenha um aspecto da verdade (refiro-me ao racionalismo e ao empirismo materialistas, e não idealistas), ambas são errôneas quanto à teoria do conhecimento no seu conjunto. O movimento materialista dialético do conhecimento sensorial ao racional tem lugar quer num pequeno processo cognitivo (por exemplo, conhecer uma só coisa, um só trabalho) quer num grande processo (por exemplo, conhecer uma dada sociedade ou uma dada revolução).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o movimento do conhecimento não acaba aí. Se o movimento materialista dialético do conhecimento se detivesse no conhecimento racional, seria resolvida apenas metade do problema e, mais ainda, segundo a filosofia marxista, a metade menos importante. A filosofia marxista considera que o problema mais importante não consiste em compreender as leis do mundo objetivo para estar em condições de interpretá-lo, mas sim em aplicar o conhecimento dessas leis para transformá-lo ativamente. Para o marxismo, a teoria é importante, e a sua importância está plenamente expressa na seguinte frase de Lenine: "sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário" [6]. Mas o marxismo só vinca a importância da teoria precisa e unicamente porque pode guiar a atividade prática. Se tivermos uma teoria justa, mas nos contentarmos em fazer dela um tema de conversa e a deixarmos arquivada em lugar de pô-la em prática, semelhante teoria, por melhor que seja, carecerá de qualquer significação. O conhecimento começa pela prática, e todo o conhecimento teórico, adquirido através da prática, deve ser de novo levado à prática. A função ativa do conhecimento não se manifesta apenas no salto ativo do conhecimento sensorial para conhecimento racional, mas também, o que é ainda mais importante, deve manifestar-se no salto do conhecimento racional à prática revolucionária. O conhecimento adquirido sobre as leis do mundo deve ser dirigido de novo à prática transformadora do mundo, há que aplicá-lo novamente na prática da produção, na prática da luta de classes revolucionária e da luta nacional revolucionária, bem como na prática da experimentação científica. Eis o processo de comprovação e desenvolvimento da teoria, a continuação do processo global do conhecimento. O problema de saber se uma teoria corresponde à verdade objetiva não se resolve nem pode resolver-se completamente no movimento do conhecimento sensorial ao conhecimento racional anteriormente descrito. O único meio para resolver completamente este problema é dirigir de novo o conhecimento racional para a prática social, aplicar a teoria à prática e verificar se conduz aos objetivos propostos. Muitas teorias das ciências naturais são reconhecidas como verdadeiras não apenas porque foram criadas por cientistas, mas porque foram comprovadas pela prática científica ulterior. Igualmente, o marxismo-leninismo é reconhecido como verdade não só porque esta doutrina foi elaborada cientificamente por Marx, Engels, Lenine e Estaline, mas porque foi comprovada na prática ulterior da luta de classes e da luta nacional revolucionária. O materialismo dialético é uma verdade universal porque ninguém, na sua prática, pode fugir ao seu domínio. A história do conhecimento humano ensina-nos que a verdade de muitas teorias era incompleta e que a comprovação na prática permitiu corrigi-las. É por isto que a prática é o critério da verdade e que "o ponto de vista da vida, da prática, deve ser o ponto de vista primordial e fundamental da teoria do conhecimento" [7]. Estaline tinha razão ao dizer: "a teoria resulta sem objeto se não estiver vinculada à prática revolucionária, exactamente do mesmo modo que a prática resulta cega se a teoria revolucionária não iluminar o seu caminho" [8] .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consuma-se aqui o movimento do conhecimento? Respondemos sim e não. Quando os homens, como membros da sociedade, se dedicam à prática transformadora de um determinado processo objetivo (quer natural, quer social), numa etapa determinada do seu desenvolvimento, podem, como consequência do reflexo do processo objetivo no seu cérebro e da sua própria atividade consciente, fazer avançar o seu conhecimento desde um grau sensorial até um grau racional, e criar ideias, teorias, planos ou projetos que correspondam, em termos gerais, às leis que regem o processo objetivo em questão. A seguir, levam essas ideias, teorias, planos ou projetos à prática desse mesmo processo objetivo. Se atingirem os objetivos formulados, quer dizer, se na prática desse processo conseguirem realizar as ideias, teorias, planos ou projetos previamente elaborados, ou realizá-los em linhas gerais, então pode considerar-se consumado o movimento do conhecimento desse processo específico. Podem dar-se por atingidos os objetivos previstos quando, por exemplo, no processo de transformar a natureza, se realiza um projeto de engenharia, se verifica uma hipótese científica, se fabrica um utensílio ou se colhe uma cultura, ou, no processo de transformar a sociedade, o sucesso de uma greve, a vitória numa guerra, ou se cumpre um plano de educação. Porém, geralmente, quer na prática que transforma a natureza, quer na que transforma a sociedade, só muito ocasionalmente é que se realizam sem qualquer alteração as ideias, teorias, planos ou projetos previamente elaborados pelos homens. Isto deve-se a que as pessoas que se dedicam à transformação da realidade estão sempre sujeitas a numerosas limitações; não apenas pelas condições científicas e técnicas existentes, como também pelo desenvolvimento do próprio processo objetivo e o grau em que este se manifesta (por ainda não terem sido completamente revelados os diferentes aspectos e a essência do próprio processo objetivo). Nesta situação, devido a que, no decurso da prática, se descobrem circunstâncias imprevistas, frequentemente se modificam parcialmente e por vezes mesmo completamente as ideias, teorias, planos ou projetos. Dito por outras palavras, há casos em que as ideias, teorias, planos ou projetos originais não correspondem, em parte ou no todo, à realidade, são parcial ou totalmente errados. Em muitos casos, só após repetidos fracassos se consegue corrigir os erros, e se faz o conhecimento concoincidir com as leis do processo objetivo e, portanto, e assim transformar o subjetivo em objetivo, quer dizer, atingir na prática os resultados esperados. Em todo o caso, quando se chega a este ponto, pode considerar-se consumado o movimento do conhecimento humano relativamente a um dado processo objetivo numa etapa determinada do seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, considerando o processo no seu desenvolvimento, o movimento do conhecimento humano não está terminado. Em virtude das suas contradições e lutas internas, todo o processo, quer natural quer social, progride e desenvolve-se e, em consonância com esse desenvolvimento, também o movimento do conhecimento humano tem que progredir e desenvolver-se. Quando se trata de movimentos sociais, os autênticos dirigentes revolucionários não só devem saber corrigir os erros que se descubram nas suas ideias, teorias, planos ou projetos, da forma afirmada anteriormente, como também devem saber avançar e mudar no seu conhecimento subjetivo, consoante um determinado processo objetivo avança e muda passando de uma etapa de desenvolvimento a outra, e conseguir que todos os que participam na revolução façam o mesmo, quer dizer, devem chegar ao ponto de saber corresponder às mudanças produzidas na situação, novas tarefas revolucionárias e novos planos de trabalho. Num período revolucionário, a situação muda muito rapidamente e, se o conhecimento dos revolucionários não muda também tão rapidamente quanto a situação, estes tornar-se-ão incapazes de conduzir a revolução à vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, acontece frequentemente que as ideias se atrasam em comparação com a realidade; isto é devido ao fato de o conhecimento dos homens estar limitado por numerosas condições sociais. Opomo-nos aos teimosos nas fileiras revolucionárias, porque as suas ideias não progridem ao ritmo de mudança da situação objetiva, o que, na história, se tem revelado como oportunismo de direita. Essas pessoas não vêem que a luta dos contrários já fez avançar o processo objetivo, enquanto que o seu conhecimento ainda permanece na etapa precedente. Isto é característico do pensamento de todos os teimosos. As suas ideias estão defasadas da prática social, não são capazes de guiar o carro do progresso social, limitam-se a seguir-lhe o rastro, resmungando que o carro vai demasiado rápido e tentando atrasá-lo ou inverter-lhe a marcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nos opomos ao vácuo palavreado de "esquerda". As ideias dos "esquerdistas" passam por cima de uma determinada etapa de desenvolvimento do processo objetivo; uns tomam as suas fantasias por verdades, outros pretendem realizar à força, no presente, ideais que só são realizáveis no futuro. Afastadas da prática presente da maioria das pessoas e da realidade do momento, as suas ideias traduzem-se na ação prática em aventureirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O idealismo e materialismo mecanicista, o oportunismo e o aventureirismo, caracaterizam-se pela ruptura entre o subjetivo e o objetivo, pela separação entre o conhecimento e a prática. A teoria marxista-leninista do conhecimento, caracterizada pela prática social científica, não pode deixar de se opor categoricamente a estas concepções erradas. Os marxistas reconhecem que, no processo geral absoluto do desenvolvimento do universo, o desenvolvimento de cada processo determinado é relativo e que, por isso, na corrente infinita da verdade absoluta, o conhecimento humano de cada processo concreto e particular, em cada etapa do seu desenvolvimento, é só uma verdade relativa. A soma total das incontáveis verdades relativas é que constitui a verdade absoluta [9]. O desenvolvimento de qualquer processo objetivo está cheio de contradições e lutas, como também o está o desenvolvimento do movimento do conhecimento humano. Todo movimento dialético do mundo objetivo reflete-se, mais tarde ou mais cedo, no conhecimento humano. Na prática social, o processo de nascimento, desenvolvimento e extinção é infinito. Igualmente infinito é o processo de nascimento, desenvolvimento e extinção no conhecimento humano. É justamente porque a prática do homem, que transforma a realidade objetiva de acordo com determinadas ideias, teorias, planos ou projetos, progride constantemente que o conhecimento humano da realidade objetiva se aprofunda sem cessar. O movimento de mudança no mundo da realidade objetiva é eterno e ilimitado; igualmente eterno e ilimitado é o processo de conhecimento da verdade que os homens prosseguem através da prática. O marxismo-leninnismo não põe fim, de modo algum, à descoberta da verdade; pelo contrário, ele abre sem cessar o caminho para conhecimento da verdade no processo da prática. A nossa conclusão é que nós somos pela unidade concreta e histórica do subjetivo e do objetivo, da teoria e da prática, do saber e do fazer, e opomo-nos a todas as concepções erradas, de "esquerda" e de direita, que se afastam da história concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na presente época do desenvolvimento na sociedade, a história fez recair sobre os ombros do proletariado e do seu partido a responsabilidade de conhecer com exactidão o mundo e transformá-lo. Este processo, o da prática transformadora do mundo, determinado na base do conhecimento científico, atingiu já um momento histórico na China e no mundo inteiro, um grande momento sem precedentes na história, isto é, o momento de acabar completamente com as trevas na China e no resto do mundo, de transformar o nosso mundo num mundo radioso, nunca visto antes. A luta do proletariado e dos povos revolucionários pela transformação do mundo implica o cumprimento das seguintes tarefas: transformar o mundo objetivo e, ao mesmo tempo, transformar o seu próprio mundo subjetivo, quer dizer, as capacidades cognitivas de cada um e o relacionamento entre o mundo subjetivo de cada um e o mundo objetivo. Estas transformações já estão em marcha numa parte do globo terrestre, a União Soviética, onde se continua a aprofundar esse processo de transformações. Os povos da China e do resto do mundo também estão a passar ou passarão por semelhante processo. O mundo objetivo a transformar inclui igualmente todos os adversários destas transformações, que têm de passar por uma etapa de coação antes de poderem entrar na etapa de transformação consciente. A época em que a humanidade inteira proceda de maneira consciente à sua própria transformação e à do mundo, será a época do comunismo mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrir a verdade através da prática e, mais uma vez através da prática, comprová-la e desenvolvê-la. Partir do conhecimento sensorial e desenvolvê-lo ativamente convertendo-o em conhecimento racional; passar do conhecimento racional à direção ativa da prática revolucionária para transformar o mundo subjetivo e o mundo objetivo. Praticar, conhecer, praticar outra vez e conhecer de novo. Esta forma repete-se em infinitos ciclos e, a cada ciclo, o conteúdo da prática e do conhecimento eleva-se a um nível cada vez mais alto. Tal é, no seu conjunto, a teoria materialista-dialética do conhecimento, e tal é a teoria materialista-dialética da unidade do saber com a prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julho de 1937&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta versão em português deste importante texto de Mao Tsé-tung foi elaborada a partir de tradução galega do mesmo e da comparação com a edição em português do I Tomo das obras escolhidas de Mao Tsé-tung das Edições Pekim. Essas duas versões são bastante diferentes, embora nos pareça que a edição galega foi elaborada por tradução da versão inglesa (não temos a certeza). A versão das edições Pekim, possivelmente por ter sido elaborada por alguém relativamente desconhecedor da cultura portuguesa, está escrita em linguagem pouco habitual, se bem que correta. Daí a necessidade da confrontação das duas versões. Os critérios fundamentais foram os seguintes: a simplificação da linguagem sem alterar o sentido; entre a palavra "sensível" utilizada na versão das edições Pekim e a palavra "sensorial" da versão galega, optamos por "sensorial" dado que, se bem que os seus significados sejam muito similares, hoje predomina para "sensível" o significado de "que é detectável pelos sentidos", enquanto que para "sensorial" predomina o significado de "proveniente dos sentidos" que se adequa melhor ao contexto. Também coisa, fenômeno e fato estão traduzidos diferentemente numa e noutra versão. Aqui a opção foi, só empregar a palavra "fenômeno" quando não existiram dúvidas de que o sentido era o da "aparência das coisas", Por certo haverá alguma coisa a corrigir. Cuidaremos para que tal se venha a fazer. (http://textosmarxistas.blogs.sapo.pt/3796.html)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] V. I. Lenine: Resumo do livro de Hegel "Ciência da lógica" - Cadernos Filosóficos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Ver C. Marx, Teses sobre Feuerbach e V. I. Lenine, Materialismo e empiriocriticismo - capítulo II, seção 6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Célebre romance histórico chinês escrito por Luo Kuan-chung (1330-1400)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] V. I. Lenine: Resumo do livro de Hegel "Ciência da lógica" - Cadernos Filosóficos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Ver V. I. Lenine: Resumo do livro de Hegel "Ciência da lógica" - Cadernos Filosóficos: "Para compreender, há que começar a compreender e a estudar de uma maneira empírica, e elevar-se do empírico ao geral."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] V. I. Lenine: Que fazer? - capítulo I, seção 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] V. I. Lenine: Materialismo e empiriocriticismo - capítulo II, seção 6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] J. V. Staline: "Os fundamentos do leninismo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Veja-se V. I. Lenin, Materialismo e empiriocriticismo - capítulo II, seção 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta página encontra-se em www.cecac.org.br&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-2955783957573943563?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/2955783957573943563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/para-o-debate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/2955783957573943563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/2955783957573943563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/para-o-debate.html' title='PARA O DEBATE...'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-2892410853902361792</id><published>2010-06-24T10:37:00.001-03:00</published><updated>2010-06-24T10:37:34.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Saramago'/><title type='text'>José Saramago</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por todo o mundo, se lamenta a morte do grande escritor comunista  português  José Saramago.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" class="content"&gt; &lt;p&gt;A literatura universal perde um de seus maiores mestres. De origens  camponesas, apesar de ter trabalhado em diversos ofícios antes de se  dedicar à  escrita, Saramago nos propõe, a partir de seus romances, que reflitamos  sobre  alguns dos principais dilemas humanos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Logo naquele que é considerado seu primeiro grande livro, chamado  “Levantado  do Chão”, nos descreve tão bem a tragédia do camponês do sul de Portugal  na luta  para ver a terra dividida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sente  profundamente a  perda desse grande intelectual. Mas, acima de tudo, sentimos a perda de  um amigo  e camarada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Amigo que sempre tivemos por perto na defesa das mesmas bandeiras de  Reforma  Agrária, igualdade e justiça social, sem nunca esconder a sua posição  política.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Amigo do qual recebemos sempre solidariedade. Seja na forma de  palavras, seja  com ações concretas, como a que teve para conosco quando se somou à  exposição e  livro de fotografias Terra, juntamente com Sebastião Salgado e Chico  Buarque, em  1997. Graças a essa iniciativa, pudemos iniciar a construção de nossa  escola  nacional.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ou quando recusou, em agosto de 1999, receber o título de doutor  “honoris  causa” no Pará, em sinal de protesto contra o andamento do julgamento do   massacre de 19 Sem Terra em Eldorado dos Carajás, em 17 de abril de  1996.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nós, Sem Terra do Brasil, seremos sempre gratos à sua solidariedade. E  nossa  maior homenagem lhe prestamos por meio da nossa luta por uma vida digna  para os  trabalhadores rurais do Brasil e do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E assim como ele seguiremos solidários com todos os povos oprimidos,  como do  Haiti e da Palestina.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Suas palavras e seu exemplo continuarão sempre a incitar a nossa  reflexão e  luta, como essas:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;O mal é não estarmos organizados, devia haver uma organização em  cada  prédio, em cada rua, em cada bairro, Um governo, disse a mulher, Uma  organização, o corpo também é um sistema organizado, está vivo enquanto  se  mantém organizado, e a morte não é mais do que o efeito de uma  desorganização,…  (José Saramago, em "Ensaio Sobre a Cegueira")&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Secretaria Nacional do MST&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h1 class="title"&gt;Suspiros lusitanos&lt;/h1&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Ademar Bogo&lt;br /&gt;Da coordenação nacional do MST&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se um suspiro, leve e lusitano&lt;br /&gt;Zumbir nas almas das nações imensas&lt;br /&gt;É  o  comunista que para além das crenças&lt;br /&gt;Silenciosamente da vida física se   dispensa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vai pessoalmente viver a eternidade&lt;br /&gt;E olhar de perto na tez do  criador&lt;br /&gt;Que pelas criaturas foi subjugado&lt;br /&gt;E obrigado a justificar o   horror.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Irá verificar que as guerras entre os deuses não existem&lt;br /&gt;Pois são  apenas  conflitos da existência&lt;br /&gt;Que os homens criam e põe-se a conflitar&lt;br /&gt;Pedindo  a  Deus que tome providências.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E faça sempre o mais forte vitorioso&lt;br /&gt;Abençoado pelas cruéis  vitórias&lt;br /&gt;Para deixar nos livros registrados&lt;br /&gt;Os escritos que  reflitam a  superior memória.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tudo o que disse são sobre os seus dilemas&lt;br /&gt;Ficam como dizeres  formulados&lt;br /&gt;Se não dava nem acreditava em conselhos&lt;br /&gt;É porque queria  vê-los  por conta experimentados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os próprios passos seriam os conselheiros&lt;br /&gt;E os conselheiros  caminhantes e  aprendizes;&lt;br /&gt;Se os erros deveriam ser experiênciados&lt;br /&gt;Com os acertos   formariam matrizes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Era a crença de um apaixonado&lt;br /&gt;Que a si mesmo o saber se concedeu&lt;br /&gt;Porque   acima de todas as verdades&lt;br /&gt;Acreditava que não existe o absoluto ateu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por sobre as oliveiras e as corticeiras&lt;br /&gt;Versos e letras irradiarão   verdades&lt;br /&gt;A qualquer tempo virarão consciências&lt;br /&gt;E viverás nos povos  em  forma de saudades.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim abrimos o tempo enlutado&lt;br /&gt;Para purgar a dor do prejuízo  humano&lt;br /&gt;Se  no passado choramos escravizados&lt;br /&gt;Hoje, nossos suspiros também são  lusitanos*.&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;* Os lusitanos (povos Lusis) constituíram um conjunto de povos  ibéricos  pré-romanos de origem indo-europeia que habitaram a parte Oeste da  Península  Ibérica Em 29 a.C., tendo à frente o líder Viriato, resistiram a  invasão,  através de guerrilhas e emboscadas. Mais tarde foi criada a província  romana da  Lusitânia nos territórios, que atualmente é Portugal. Por esta razão, os  povos  que falam línguas que tem como tronco a língua indo-europeia, como  português e  espanhol, principalmente, somos todos descendentes do povo guerreiro,  lusitano.  Por isso, choramos a morte do irmão e companheiro José Saramago,  falecido em 18  de junho de 2010&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="content-title"&gt; &lt;h1 class="title"&gt;Leia prefácio do livro "Terra" escrito por José  Saramago&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="date"&gt;19 de junho de 2010&lt;/span&gt;  &lt;div class="content"&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;O massacre de Eldorado dos Carajás completava um ano. Dezenove  integrantes do MST haviam sido brutalmente assassinados pela polícia. Em  abril  de 1997, o fotógrafo Sebastião Salgado, o escritor português José  Saramago e o  compositor Chico Buarque lançam um livro/cd para relembrar o fato e  marcar a  importância da luta pelo chão: Terra (Companhia das Letras, 1999).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As fotos de Salgado retratam de forma realista os assentamentos e a  vida dos  trabalhadores rurais. A introdução, a cargo de Saramago, é dura. Lembra  das  promessas não-cumpridas do governo brasileiro pela reforma agrária.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Entre as canções de Chico, duas exclusivas: Levantados do Chão (com  Milton  Nascimento) e Assentamento, que narra o sentimento de um migrante ao  perceber  que a cidade grande “não mora” mais nele. (informações de Brasil  Almanaque da  Cultura Popular)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Abaixo, leia o prefácio do livro, escrito por José Saramago&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;É difícil defender&lt;br /&gt;só com palavras a vida&lt;br /&gt;(ainda mais  quando ela  é&lt;br /&gt;esta que vê, severina). &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Cabral de Melo Neto  &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Oxalá não venha nunca à sublime cabeça de Deus a idéia de viajar um  dia a  estas paragens para certificar-se de que as pessoas que por aqui mal  vivem, e  pior vão morrendo, estão a cumprir de modo satisfatório o castigo que  por ele  foi aplicado, no começo do mundo, ao nosso primeiro pai e à nossa  primeira mãe,  os quais, pela simples e honesta curiosidade de quererem saber a razão  por que  tinham sido feitos, foram sentenciados, ela, a parir com esforço e dor,  ele, a  ganhar o pão da família com o suor do seu rosto, tendo como destino  final a  mesma terra donde, por um capricho divino, haviam sido tirados, pó que  foi pó, e  pó tornará a ser. Dos dois criminosos, digamo-lo já, quem veio a  suportar a  carga pior foi ela e as que depois dela vieram, pois tendo de sofrer e  suar  tanto para parir, conforme havia sido determinado pela sempre  misericordiosa  vontade de Deus, tiveram também de suar e sofrer trabalhando ao lado dos  seus  homens, tiveram também de esforçar-se o mesmo ou mais do que eles, que a  vida,  durante muitos milénios, não estava para a senhora ficar em casa, de  perna  estendida, qual rainha das abelhas, sem outra obrigação que a de desovar  de  tempos a tempos, não fosse ficar o mundo deserto e depois não ter Deus  em quem  mandar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se, porém, o dito Deus, não fazendo caso de recomendações e  conselhos,  persistisse no propósito de vir até aqui, sem dúvida acabaria por  reconhecer  como, afinal, é tão pouca coisa ser-se um Deus, quando, apesar dos  famosos  atributos de omnisciência e omnipotência, mil vezes exaltados em todas  as  línguas e dialectos, foram cometidos, no projecto da criação da  humanidade,  tantos e tão grosseiros erros de previsão, como foi aquele, a todas as  luzes  imperdoável, de apetrechar as pessoas com glândulas sudoríparas, para  depois  lhes recusar o trabalho que as faria funcionar -  as glândulas e as  pessoas. Ao pé disto, cabe perguntar se não teria merecido mais prémio  que  castigo a puríssima inocência que levou a nossa primeira mãe e o nosso  primeiro  pai a provarem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A  verdade,  digam o que disserem autoridades, tanto as teológicas como as outras,  civis e  militares, é que, propriamente falando, não o chegaram a comer, só o  morderam,  por isso estamos nós como estamos, sabendo tanto do mal, e do bem tão  pouco.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Envergonhar-se e arrepender-se dos erros cometidos é o que se espera  de  qualquer pessoa bem nascida e de sólida formação moral, e Deus, tendo  indiscutivelmente nascido de Si mesmo, está claro que nasceu do melhor  que havia  no seu tempo. Por estas razões, as de origem e as adquiridas, após ter  visto e  percebido o que aqui se passa, não teve mais remédio que clamar mea  culpa, mea  maxima culpa, e reconhecer a excessiva dimensão dos enganos em que tinha  caído.  É certo que, a seu crédito, e para que isto não seja só um contínuo  dizer mal do  Criador, subsiste o facto irrespondível de que, quando Deus se decidiu a   expulsar do paraíso terreal, por desobediência, o nosso primeiro pai e a  nossa  primeira mãe, eles, apesar da imprudente falta, iriam ter ao seu dispor a  terra  toda, para nela suarem e trabalharem à vontade. Contudo, e por desgraça,  um  outro erro nas previsões divinas não demoraria a manifestar-se, e esse  muito  mais grave do que tudo quanto até aí havia acontecido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi o caso que estando já a terra assaz povoada de filhos, filhos de  filhos e  filhos de netos da nossa primeira mãe e do nosso primeiro pai, uns  quantos  desses, esquecidos de que sendo a morte de todos, a vida também o  deveria ser,  puseram-se a traçar uns riscos no chão, a espetar umas estacas, a  levantar uns  muros de pedra, depois do que anunciaram que, a partir desse momento,  estava  proibida (palavra nova) a entrada nos terrenos que assim ficavam  delimitados,  sob pena de um castigo, que segundo os tempos e os costumes, poderia vir  a ser  de morte, ou de prisão, ou de multa, ou novamente de morte. Sem que até  hoje se  tivesse sabido porquê, e não falta quem afirme que disto não poderão ser   atiradas as responsabilidades para as costas de Deus, aqueles nossos  antigos  parentes que por ali andavam, tendo presenciado a espoliação e escutado o   inaudito aviso, não só não protestaram contra o abuso com que fora  tornado  particular o que até então havia sido de todos, como acreditaram que era  essa a  irrefragável ordem natural das coisas de que se tinha começado a falar  por  aquelas alturas. Diziam eles que se o cordeiro veio ao mundo para ser  comido  pelo lobo, conforme se podia concluir da simples verificação dos factos  da vida  pastoril, então é porque a natureza quer que haja servos e haja  senhores, que  estes mandem e aqueles obedeçam, e que tudo quanto assim não for será  chamado  subversão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Posto diante de todos estes homens reunidos, de todas estas mulheres,  de  todas estas crianças (sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra,  assim  lhes fora mandado), cujo suor não nascia do trabalho que não tinham, mas  da  agonia insuportável de não o ter, Deus arrependeu-se dos males que havia  feito e  permitido, a um ponto tal que, num arrebato de contrição, quis mudar o  seu nome  para um outro mais humano. Falando à multidão, anunciou: “A partir de  hoje  chamar-me-eis Justiça.” E a multidão respondeu-lhe: “Justiça, já nós a  temos, e  não nos atende. Disse Deus: “Sendo assim, tomarei o nome de Direito.” E a   multidão tornou a responder-lhe: “Direito, já nós o temos, e não nos  conhece." E  Deus: "Nesse caso, ficarei com o nome de Caridade, que é um nome  bonito.” Disse  a multidão: “Não necessitamos caridade, o que queremos é uma Justiça que  se  cumpra e um Direito que nos respeite.” Então, Deus compreendeu que nunca  tivera,  verdadeiramente, no mundo que julgara ser seu, o lugar de majestade que  havia  imaginado, que tudo fora, afinal, uma ilusão, que também ele tinha sido  vítima  de enganos, como aqueles de que se estavam queixando as mulheres, os  homens e as  crianças, e, humilhado, retirou-se para a eternidade. A penúltima imagem  que  ainda viu foi a de espingardas apontadas à multidão, o penúltimo som que  ainda  ouviu foi o dos disparos, mas na última imagem já havia corpos caídos  sangrando,  e o último som estava cheio de gritos e de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 17  de  Abril de 1996, no estado brasileiro do Pará, perto de uma povoação  chamada  Eldorado dos Carajás (Eldorado: como pode ser sarcástico o destino de  certas  palavras...), 155 soldados da polícia militarizada, armados de  espingardas e  metralhadoras, abriram fogo contra uma manifestação de camponeses que  bloqueavam  a estrada em acção de protesto pelo atraso dos procedimentos legais de  expropriação de terras, como parte do esboço ou simulacro de uma suposta  reforma  agrária na qual, entre avanços mínimos e dramáticos recuos, se gastaram  já  cinqüenta anos, sem que alguma vez tivesse sido dada suficiente  satisfação aos  gravíssimos problemas de subsistência (seria mais rigoroso dizer  sobrevivência)  dos trabalhadores do campo. Naquele dia, no chão de Eldorado dos Carajás  ficaram  19 mortos, além de umas quantas dezenas de pessoas feridas. Passados  três meses  sobre este sangrento acontecimento, a polícia do estado do Pará,  arvorando-se a  si mesma em juiz numa causa em que, obviamente, só poderia ser a parte  acusada,  veio a público declarar inocentes de qualquer culpa os seus 155  soldados,  alegando que tinham agido em legítima defesa, e, como se isto lhe  parecesse  pouco, reclamou processamento judicial contra três dos camponeses, por  desacato,  lesões e detenção ilegal de armas. O arsenal bélico dos manifestantes  era  constituído por três pistolas, pedras e instrumentos de lavoura mais ou  menos  manejáveis. Demasiado sabemos que, muito antes da invenção das primeiras  armas  de fogo, já as pedras, as foices e os chuços haviam sido considerados  ilegais  nas mãos daqueles que, obrigados pela necessidade a reclamar pão para  comer e  terra para trabalhar, encontraram pela frente a polícia militarizada do  tempo,  armada de espadas, lanças e alabardas. Ao contrário do que geralmente se   pretende fazer acreditar, não há nada mais fácil de compreender que a  história  do mundo, que muita gente ilustrada ainda teima em afirmar ser  complicada demais  para o entendimento rude do povo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pelas três horas da madrugada do dia 9 de Agosto de 1995, em  Corumbiara, no  estado de Rondônia, 600 famílias de camponeses sem terra, que se  encontravam  acampadas na Fazenda Santa Elina, foram atacadas por tropas da polícia  militarizada. Durante o cerco, que durou todo o resto da noite, os  camponeses  resistiram com espingardas de caça. Quando amanheceu, a polícia, fardada  e  encapuçada, de cara pintada de preto, e com o apoio de grupos de  assassinos  profissionais a soldo de um latifundiário da região, invadiu o  acampamento.  varrendo-o a tiro, derrubando e incendiando as barracas onde os  sem-terra  viviam. Foram mortos 10 camponeses, entre eles uma menina de 7 anos,  atingida  pelas costas quando fugia. Dois polícias morreram também na luta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A superfície do Brasil, incluindo lagos, rios e montanhas, é de 850  milhões  de hectares. Mais ou menos metade desta superfície, uns 400 milhões de  hectares,  é geralmente considerada apropriada ao uso e ao desenvolvimento  agrícolas. Ora,  actualmente, apenas 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na  cultura  regular de grãos. O restante, salvo as áreas que têm vindo a ser  ocupadas por  explorações de pecuária extensiva (que, ao contrário do que um primeiro e   apressado exame possa levar a pensar, significam, na realidade, um  aproveitamento insuficiente da terra), encontra-se em estado de  improdutividade,  de abandono. sem fruto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Povoando dramaticamente esta paisagem e esta realidade social e  económica,  vagando entre o sonho e o desespero, existem 4 800 000 famílias de  rurais sem  terras. A terra está ali, diante dos olhos e dos braços, uma imensa  metade de um  país imenso, mas aquela gente (quantas pessoas ao todo? 15 milhões? mais  ainda?)  não pode lá entrar para trabalhar, para viver com a dignidade simples  que só o  trabalho pode conferir, porque os voracíssimos descendentes daqueles  homens que  primeiro haviam dito: “Esta terra é minha”, e encontraram semelhantes  seus  bastante ingénuos para acreditar que era suficiente tê-lo dito, esses  rodearam a  terra de leis que os protegem, de polícias que os guardam, de governos  que os  representam e defendem, de pistoleiros pagos para matar. Os 19 mortos de   Eldorado dos Carajás e os 10 de Corumbiara foram apenas a última gota de  sangue  do longo calvário que tem sido a perseguição sofrida pelos trabalhadores  do  campo, uma perseguição contínua, sistemática, desapiedada, que, só entre  1964 e  1995, causou 1 635 vítimas mortais, cobrindo de luto a miséria dos  camponeses de  todos os estados do Brasil. com mais evidência para Bahia, Maranhão.  Mato  Grosso, Pará e Pernambuco, que contam, só eles, mais de mil  assassinados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E a Reforma Agrária, a reforma da terra brasileira aproveitável, em  laboriosa  e acidentada gestação, alternando as esperanças e os desânimos, desde  que a  Constituição de 1946, na seqüência do movimento de redemocratização que  varreu o  Brasil depois da Segunda Guerra Mundial, acolheu o preceito do interesse  social  como fundamento para a desapropriação de terras? Em que ponto se  encontra hoje  essa maravilha humanitária que haveria de assombrar o mundo, essa obra  de  taumaturgos tantas vezes prometida, essa bandeira de eleições, essa  negaça de  votos, esse engano de desesperados? Sem ir mais longe que as quatro  últimas  presidências da República, será suficiente relembrar que o presidente  José  Sarney prometeu assentar 1.400.000 famílias de trabalhadores rurais e  que,  decorridos os cinco anos do seu mandato, nem sequer 140.000 tinham sido  instaladas; será suficiente recordar que o presidente Fernando Collor de  Mello  fez a promessa de assentar 500.000 famílias, e nem uma só o foi; será  suficiente  lembrar que o presidente Itamar Franco garantiu que faria assentar  100.000  famílias, e só ficou por 20.000; será suficiente dizer, enfim, que o  actual  presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, estabeleceu que a  Reforma  Agrária irá contemplar 280.000 famílias em quatro anos, o que  significará, se  tão modesto objectivo for cumprido e o mesmo programa se repetir no  futuro, que  irão ser necessários, segundo uma operação aritmética elementar, setenta  anos  para assentar os quase 5.000.000 de famílias de trabalhadores rurais que   precisam de terra e não a têm, terra que para eles é condição de vida,  vida que  já não poderá esperar mais. Entretanto, a polícia absolve-se a si mesma e   condena aqueles a quem assassinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristo do Corcovado  desapareceu, levou-o Deus quando se retirou para a eternidade, porque  não tinha  servido de nada pô-lo ali. Agora, no lugar dele, fala-se em colocar  quatro  enormes painéis virados às quatro direcções do Brasil e do mundo, e  todos, em  grandes letras, dizendo o mesmo: UM DIREITO QUE RESPEITE, UMA JUSTIÇA  QUE  CUMPRA.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;JOSÉ SARAMAGO&lt;/p&gt; &lt;p&gt;1997&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-2892410853902361792?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/2892410853902361792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/jose-saramago.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/2892410853902361792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/2892410853902361792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/jose-saramago.html' title='José Saramago'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-5544142701414718780</id><published>2010-06-09T23:18:00.000-03:00</published><updated>2010-06-09T23:20:03.709-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seminários'/><title type='text'>Seminário do ICP no Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Instituto Caio Prado Jr. promove, nesta segunda-feira, dia 14 de  junho, às 19 h, um Seminário  sobre as contribuições de J. C. Mariátegui  e Caio Prado Jr. para o pensamento socialista e comunista na América  Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa será formada por RENAN RAFFO, membro do Comitê  Central do Partido Comunista Peruano e Presidente do Instituto J. C.  Mariátegui (Lima, Peru), MAURO IASI, membro do Comitê Central do Partido  Comunista Brasileiro, Diretor do Instituto Caio Prado Júnior e  Professor da UFRJ, e LEILA ESCORSSIN, Professora da UFRJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Seminário será realizado na UFRJ, CAMPUS DA PRAIA VERMELHA, no Auditório  do CFCH (Anexo, Segundo Andar). A entrada poderá ser feita pela Av.  Venceslau Brás (ao lado do Hospital Pinel) ou pela Av. Pasteur (em  frente ao Iate Clube).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-5544142701414718780?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/5544142701414718780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/seminario-do-icp-no-rio-de-janeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/5544142701414718780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/5544142701414718780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/seminario-do-icp-no-rio-de-janeiro.html' title='Seminário do ICP no Rio de Janeiro'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-3331038644852538292</id><published>2010-06-03T18:05:00.000-03:00</published><updated>2010-06-03T18:05:45.289-03:00</updated><title type='text'>Um Exemplo para o Brasil. Uma aula de Resistência e Luta.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram duas horas da tarde desse 18 de Maio e a praça ainda estava vazia, chegava um ali outro aqui e nos olhos de quem era pontual com o horário de início de mais uma assembléia da&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1275598848_1" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Greve&lt;/span&gt;&amp;nbsp;dos educadores de Minas um misto de ansiedade e angústia se esboçava nos olhares.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tensão era evidente, pois chegávamos a 42 dias de greve e o Governo resolverá endurecer de vez e lançar talvez a última cartada. Todos os jornais anunciavam que a Greve iria acabar e que o sindicato iria aceitar o acordo do Governo. Muito boato, muito zum, zum, zum e de certo havia apenas a informação que no dia seguinte a ordem de demitir todos(as) os contratados e abrir processo administrativo contra os efetivos seria cumprido a risca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eis que chega um bumbo, entoando uma nota só com um cordão de educadores agitando-se em zigue e zague chamando a atenção da polícia e lá mais adiante chega um ônibus e dele dessem dezenas de mulheres com os rostos marcados pelo tempo, de semblante altivo e passo firme e não demora muito a praça antes vazia vai se enchendo de graça, de vida, de gente trabalhadora, de força e emoção...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quarenta e dois dias de luta, de resistência, de enfrentamento e de muita pressão por parte do governo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não resolveu a mentira e a calúnia, veiculadas na imprensa pusilânime e vendida, como se não bastasse os pseudo-projetos de capacho-mor do Governo, que se lançam contra os grevistas, camuflados de representantes de pais de alunos, que só aparecem para falar mal dos educadores e serem contra a Greve, se não bastasse a repressão policial, as infiltrações e perseguições, se não bastasse o descaso e a ingratidão dos fura greves, a letargia de alguns e a omissão de outros, agora veio o Sr. Governador ter uma recaída e achar que é Ditador, impondo a categoria o castigo da demissão caso não cessasse o movimento?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Deixa estar!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o que uma auxiliar de serviços gerais repetia a cada acusação feita ao governo e seus comparsas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa estar... Pois será que ele se esqueceu que essa mesma categoria dobrou o autoritarismo da Ditadura Militar em 79 e contra balas e canhões nós tínhamos apenas a indignação e a coragem e vencemos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa estar... Pois será que o Governo pensa que é tratando educadores como se fossem criminosos, fora da lei, com chibata e ameaças é que iremos recuar e como cordeirinhos voltar para as escolas, de cabeça baixa e ainda mais humilhados do que já somos? Pois quem pratica crime contra a educação e está fora da lei é o próprio governador que endividou a máquina pública, não cumpre com a lei do Piso Salarial em Minas, engana a população com as maquiagens feitas nas escolas, além de praticar falsidade ideológica quando diz que negocia e investe na educação!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa estar... Pois não deu outra, em menos de uma hora toda a praça estava lotada de vida e dignidade e sem vacilar nossa categoria deu uma aula para o Brasil de como resistir e lutar pela respeito a quem educa e só tem o conhecimento e a palavra como armas contra tanta opressão, safadeza e exploração desferida sobre os trabalhadores(as).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se vai demitir, então que demita! Gritava um trabalhador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se vai cortar, então que corte logo, pois meu salário não enche meu armário! Gritava outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim de protesto em protesto, de intervenção em intervenção, lado a lado, a multidão foi se aglomerando e no fim das falações o golpe final sobre aqueles que com mentiras e pressões veiculadas na imprensa apostavam fichas no fim da Greve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quinze mil punhos cerrados na praça e um longo e estrondante grito de GREVE, GREVE, GREVE, foi a resposta da categoria para todo o mundo ouvir!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Braços cruzados e escolas paradas é o resultado da falência do Governo&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1275598848_2" style="border-bottom-color: rgb(54, 99, 136); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 2px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Aécio Neves&lt;/span&gt;/ Anastásia (PSDB) que jogou no fundo do poço a educação pública de Minas afetando mais de 500 mil alunos em todo o Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Minas ainda se respira liberdade, apesar dos pesados pesares... Ainda se mantém a esperança, apesar do ódio e do medo que foram propagados... Ainda há vida e dignidade, apesar de tentarem nos encarcerar e nos matar com tanta indiferença e hipocrisia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estão tentando acabar com o nosso movimento de todas as formas, fazer o que fizeram com nossos companheiros de São Paulo e nos dividir como aconteceu com os companheiros da rede municipal de&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1275598848_3" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Belo Horizonte&lt;/span&gt;. Mas a GREVE segue forte e quem está na luta segue unido e convencido cada vez mais de quem já não temos mais nada a perder a não ser as correntes da miséria que nos prendeu durante anos ao ostracismo e a senzala ao qual se transformou a educação sob a tutela do Governador encantado e maquiado, que um dia sonhou ser presidente do Brasil e aplicar seu choque de indigestão sobre o restante da nação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma nova página da História da Luta dos trabalhadores(as) está sendo construída com sangue, suor e lágrimas nas ruas desse Estado a fora. Aqueles que ainda insistem em duvidar do poder da classe trabalhadora, da sua disposição e principalmente da sua força e unidade, que vá para as ruas e praças onde estamos dando uma aula de cidadania e luta, para aprender que não se deve subjugar e subestimar uma categoria radicalizada que já não tem mais nada a perder e que quanto mais o governo bate, mais unido, determinado e forte fica o nosso movimento.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viva a luta dos trabalhadores (as) em educação de Minas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viva nossa vitoriosa GREVE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fábio Bezerra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Trabalhador em educação e membro da INTERSINDICAL)&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-3331038644852538292?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/3331038644852538292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/um-exemplo-para-o-brasil-uma-aula-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/3331038644852538292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/3331038644852538292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/um-exemplo-para-o-brasil-uma-aula-de.html' title='Um Exemplo para o Brasil. Uma aula de Resistência e Luta.'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-8819914687059069978</id><published>2010-06-03T17:55:00.002-03:00</published><updated>2010-06-03T17:55:52.761-03:00</updated><title type='text'>Carta ao governo Israelense</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Senhores que me envergonham:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente.Médio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1275598132_0" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Israel&lt;/span&gt;&amp;nbsp;vem tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina cada vez mais insuportável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos palestinos? Vergonha, três vezes vergonha!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Considero o atual governo, todos seus membros, sem exceção,&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;merecedores por consenso universal do Prêmio&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1275598132_1" style="border-bottom-color: rgb(54, 99, 136); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 2px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Jim Jones&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;por estarem conduzindo todo um pais para o suicídio coletivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;A continuar com a política genocida do atual governo nem os bons&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;sobreviverão e Israel perecerá baixo o desprezo de todo o mundo..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O Sr., Lieberman, que&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente o que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Abaixo o fascismo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Paz Já!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Silvio Tendler&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Cineasta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-8819914687059069978?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/8819914687059069978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/carta-ao-governo-israelense.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8819914687059069978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8819914687059069978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/06/carta-ao-governo-israelense.html' title='Carta ao governo Israelense'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-181649790511424367</id><published>2010-05-17T10:40:00.000-03:00</published><updated>2010-05-17T10:40:10.876-03:00</updated><title type='text'>A etapa de deterioração fiscal no processo da crise econômica</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 10px/normal 'Comic Sans MS'; margin-bottom: 0px; margin-left: 247.8px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;“A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo não consegue nascer. Nesse interregno uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 10px/normal 'Comic Sans MS'; margin-bottom: 0px; margin-left: 247.8px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 10px/normal 'Comic Sans MS'; margin-bottom: 0px; margin-left: 144px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;   &lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Gramsci&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 11.0px Calibri; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 13.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 11.0px Calibri; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; min-height: 13.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 11.0px Calibri; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Humberto Carvalho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 11.0px Calibri; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Militante do PCB (RS) e membro do seu Comitê Central.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 11.0px Calibri; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; min-height: 13.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A crise econômica, anunciada na década de 60, visualizada claramente nos anos 70, transferida para a periferia do sistema capitalista nos anos 80 e 90 (crises da Argentina, do Brasil, da Rússia, Japão, etc.) e que atingiu o centro do capitalismo global, tornando-se aguda, em 2008, continua em processo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Nesse processo, em que há avanços e recuos, a crise provoca uma deterioração fiscal que passou mais ou menos desapercebida e que, agora, transforma-se em séria preocupação para a economia burguesa, com perspectivas assustadoras para a classe trabalhadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Todos acompanhamos o que acontece na Grécia: o terrível pacote governamental de “austeridade fiscal”, projetado pela União Européia e pelo FMI, com o arrasador desmonte de já tradicionais direitos trabalhistas que eram patrimônio das conquistas populares gregas; a suposta ajuda financeira (diz-se suposta pois o dinheiro que entrar se destina ao pagamento dos credores, sendo que os&amp;nbsp; principais são bancos franceses e alemães, seguidos de americanos e ingleses e quem pagará a conta são os trabalhadores gregos); e, a notável resistência do povo grego¸ a fenomenal capacidade convocatória e organizativa da central sindical PAME, liderada pelo heróico Partido Comunista da Grécia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; text-indent: 35px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="font: 12.0px Helvetica; margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="pastedGraphic.pdf" src="webkit-fake-url://7EFFD730-38C6-4D5D-ACEA-EE3962CF7CE2/pastedGraphic.pdf" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Além do verdadeiro drama social, as medidas adotadas provocarão, segundo a revista &lt;i&gt;The Economist&lt;/i&gt; (portanto insuspeita), queda de 5% na produção de bens e serviços até 2014 e o pagamento de juros aos credores pulará dos atuais 5% do PIB ao ano, para 8,4%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Ao que tudo indica, a próxima bola da vez poderá ser tanto Espanha, quanto Portugal, Itália, Irlanda, Islândia, Bélgica, Inglaterra e, até, a sede do império, os EUA, tal a disseminação desta etapa do processo da crise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Por que ocorre essa situação?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;O gráfico abaixo foi publicado por &lt;i&gt;The Economist&lt;/i&gt; com base em recente estudo do FMI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="pastedGraphic.pdf" src="webkit-fake-url://86229058-512A-4D9F-960B-C3BA05F328A5/pastedGraphic.pdf" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Pela imagem, nota-se que a dívida das chamadas economias avançadas se acelerou a partir de 2007. Nas duas décadas anteriores ela cresceu lentamente, passando de 60% a 75% do PIB&lt;b&gt;. Agora, bastaram só três anos incompletos para atingir o patamar de 100% do PIB&lt;/b&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Quebrando os princípios neoliberais, os Estados tiveram de intervir na economia de seus países para evitar uma recessão similar à ocorrida nos anos de depressão que se seguiram à crise de 1929. Rios de dinheiro foram despejados dos cofres públicos para salvar bancos privados, seguradoras, corretoras e indústrias falidas como a GM. Os Estados, diante desse quadro, necessitam recuperar o dinheiro gasto e pagar os credores e vão jogar a conta daquela festa com o dinheiro público - que enriqueceu o setor privado - para os trabalhadores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A crise humilhou os defensores do livre mercado e da auto-regulação das finanças. Agora¸ segundo ainda &lt;i&gt;The Economist&lt;/i&gt;, querem uma revanche, propondo os já tristemente conhecidos remédios monetaristas. O FMI recomenda um grande choque fiscal global.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Já ouvimos tanto esse canto de sereia que chega a provocar náuseas! Mas, o risco de ser seguido é real.&amp;nbsp; A&amp;nbsp; Chanceler alemã, Angela Merkel, propõe que os países incapazes de reduzir o déficit público sejam apenados gradualmente até serem expulsos da zona do euro (pena máxima). Por sua vez, o indevidamente premiado com o Nobel da Paz, Barack Obama, constituiu, recentemente, uma Comissão Nacional de Responsabilidade Fiscal e Reforma, chefiada por parlamentares ligados ao sistema financeiro, e que tem, como um de seus objetivos, restringir programas de seguridade social. Portanto, é provável que o choque global, pretendido pelo FMI, se torne realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A Folha de São Paulo de 10/05/2010 noticia que os bancos privados europeus estão a exigir que o Banco Central Europeu compre títulos dos estados da zona do euro que tenham déficit orçamentário.&amp;nbsp; Com isso, os bancos privados evitam riscos de sofrerem calotes e garantem liquidez aos países devedores para pagar seus débitos junto aos próprios bancos privados. Ou seja, querem garantir os seus créditos com dinheiro público. Se o Banco Central Europeu aceitar a idéia, os contribuintes da zona do euro é que pagarão a festa para os bancos privados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Esse quadro, uma vez tornado real, indica que haverá, necessariamente, um acirramento da luta de classes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Uma das conseqüências da crise na zona do euro será o “fortalecimento” do dólar estadunidense. Mas isso não significa recuperação da economia americana, como a mídia certamente alardeará, e sim que a União Européia, na correlação monetária e cambial com os EUA, encontra-se em situação de desvantagem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;E o nosso Brasil, de lulas, tucanos e outros tantos animais indigestos, como se situa, no plano fiscal, nesse sombrio panorama global?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Segundo o governo, “nunca antes neste país” se esteve tão perto do paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Mas, a realidade é outra. Os números recentemente divulgados pelo Tesouro Nacional mostram que houve um aumento de mais de R$ 100 bilhões na dívida pública federal em 2009. Esse valor equivale aos R$ 100 bilhões emitidos pelo Tesouro Nacional para o BNDES enfrentar a falta de crédito provocada pela crise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Segundo a Agência Brasil, a correlação entre dívida pública e PIB chegou a 42%, em março deste ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;O FMI, em estudo sobre o necessário ajuste fiscal para a consolidação orçamentária pós-crise, publicou a seguinte tabela:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8.5px/normal Verdana; margin-bottom: 5px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;O ajuste fiscal (em% do PIB)&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- Fonte: FMI&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" style="background-color: white; border-collapse: collapse; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 56.0px; width: 72.0px;" valign="top"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 56.0px; width: 70.2px;" valign="top"&gt;&lt;div style="font: 8.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;A dívida &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;pública 2010&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 56.0px; width: 79.5px;" valign="top"&gt;&lt;div style="font: 8.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;saldo orçamental primário estrutural 2010&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 56.0px; width: 71.1px;" valign="top"&gt;&lt;div style="font: 8.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&lt;b&gt;Necessário ajuste no saldo orçamental estrutural 2010-2030&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Grécia&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;130&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-6,4&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;15,5&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Portugal&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;83&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-5,2&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;7,5&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Espanha&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;64&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-6,1&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;9,4&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Irlanda&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;75&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-8,7&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;13,5&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Brasil&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;64&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;2,3&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-1,0&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Índia&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;81&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-3,7&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;7,6&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;China&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;21&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-2,7&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;2,9&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Reino Un.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;80&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-9,6&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;10,4&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;E.U.A.&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;92&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-8,0&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;10,6&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Japão&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;229&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-8,7&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;13,4&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 72.0px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;África Sul&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 70.2px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;35&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 79.5px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;-3,4&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="border-color: #000000 #000000 #000000 #000000; border-style: solid; border-width: 0.5px 0.5px 0.5px 0.5px; height: 17.5px; width: 71.1px;" valign="middle"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 8px/normal Arial; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;3,8&lt;/span&gt;&lt;span style="font: 12.0px 'Times New Roman'; letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-height: 14px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;A dívida pública brasileira, segundo o FMI, em 2010, corresponderá a 64% do PIB, mesmo índice da já preocupante Espanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Por outro lado, a inflação brasileira acumulada em 2009 alcançou 4,1%, segundo dados do Banco Central.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;O Tratado de Maastricht&amp;nbsp; permite aos países da zona do euro atingirem os limites de 1,5% de inflação acima da média de três países com índices mais baixos de inflação e 60% de dívida pública em relação ao PIB. Além desses índices, os países da zona do euro podem sofrer sanções. Em março deste ano, 16 países da zona do euro tiveram um aumento de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;&amp;nbsp;Se o Brasil pertencesse à zona do euro, estaria contrariando as regras monetárias européias, pois tivemos, em 2009, como já visto, 4,1% de inflação e há a previsão do FMI, para 2010, de 64% de dívida em relação ao PIB.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 12.0px Arial; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; text-indent: 35.4px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Portanto, pelos critérios financeiros internacionais, não vivemos no paraíso como trombeteia o governo. Se a essa situação financeira, que deve se agravar com os efeitos da crise européia, se acrescentar as condições de vida dos assalariados, endividados ao máximo, a péssima distribuição da riqueza, o aumento crescente da criminalidade, a diminuição de serviços de saúde, educação e segurança públicas, e os severos remédios apontados pelo FMI, podemos dizer que estamos à beira de um inferno “nunca antes visto neste país”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: 10.0px 'Arial Narrow'; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="list-style-type: decimal;"&gt;&lt;li style="font: 10.0px 'Arial Narrow'; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Fundo Monetário Internacional: ”Estratégias para a consolidação orçamental a Pós-Crise Mundial”. 04 de fevereiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="font: 10.0px 'Arial Narrow'; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Deutsche Bank Reseach: “Divida pública em 2020. A análise da sustentabilidade para a economia em MS e EM”. 24 de março de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="font: 10.0px 'Arial Narrow'; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px;"&gt;Folha de São Paulo. 5&amp;nbsp; e 10 de maio de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="color: #183df9; font: 10.0px 'Arial Narrow'; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px color: #000000;"&gt;Agência Brasil &lt;a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/arquivodenoticias;jsessionid=36C682E1F8443D37EA9277AB9B643122?p_p_id=56&amp;amp;p_p_lifecycle=0&amp;amp;p_p_state=maximized&amp;amp;p_p_mode=view&amp;amp;p_p_col_id=column-1&amp;amp;p_p_col_count=1&amp;amp;_56_groupId=19523&amp;amp;_56_articleId=939301"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;http://agenciabrasil.ebc.com.br/arquivodenoticias;jsessionid=36C682E1F8443D37EA9277AB9B643122?p_p_id=56&amp;amp;p_p_lifecycle=0&amp;amp;p_p_state=maximized&amp;amp;p_p_mode=view&amp;amp;p_p_col_id=column-1&amp;amp;p_p_col_count=1&amp;amp;_56_groupId=19523&amp;amp;_56_articleId=939301&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="color: #183df9; font: 10.0px 'Arial Narrow'; margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px color: #000000;"&gt;Banco Central do Brasil &lt;span style="letter-spacing: 0.0px; text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2010/03/ri201003anp.pdf"&gt;http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2010/03/ri201003anp.pdf&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #183df9; font-family: 'Arial Narrow'; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 10px; text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-181649790511424367?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/181649790511424367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/etapa-de-deterioracao-fiscal-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/181649790511424367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/181649790511424367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/etapa-de-deterioracao-fiscal-no.html' title='A etapa de deterioração fiscal no processo da crise econômica'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-323183379008408222</id><published>2010-05-03T17:06:00.002-03:00</published><updated>2010-05-03T17:06:51.265-03:00</updated><title type='text'>Cuba é um dos melhores países para recém-nascidos, diz Unicef</title><content type='html'>Veja este vídeo sobre a situação social em Cuba:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;a href="http://br.video.yahoo.com/watch/7392024?fr=yvmtf" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272917125_2" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-attachment: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial; border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;http://br.video.yahoo.com/watch/7392024?fr=yvmtf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-323183379008408222?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/323183379008408222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/cuba-e-um-dos-melhores-paises-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/323183379008408222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/323183379008408222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/cuba-e-um-dos-melhores-paises-para.html' title='Cuba é um dos melhores países para recém-nascidos, diz Unicef'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-6161520116693192738</id><published>2010-05-03T16:53:00.000-03:00</published><updated>2010-05-03T16:53:40.065-03:00</updated><title type='text'>O aniversário do nascimento de Lenin</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: large; line-height: 21px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.resistir.info/losurdo/imagens/lenine.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="." border="0" src="http://www.resistir.info/losurdo/imagens/lenine.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: right;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;O 140º aniversário do nascimento de Lenine decorreu em 22 de Abril de 2010. Deve-se ao diário&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272916159_0" style="border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;alemão&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Junge Welt&lt;/i&gt;ter chamado a atenção para esta data: eu próprio contribuí para isso com um artigo reproduzido no meu&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.domenicolosurdo.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272916159_1" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;blog&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mas como a ideologia dominante (mesmo à "esquerda") gosta de opor Gandhi, campeão da não-violência, a Lenine, dedicado ao culto da violência, chamo a atenção do leitor para duas pequenas páginas do meu livro&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.resistir.info/losurdo/losurdo_25abr10.html#notas" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272916159_2" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;que demonstram algo radicalmente diferente. Por ocasião do primeiro conflito mundial, Gandhi orgulha-se de ser o "recrutador chefe" ao serviço do exército britânico e celebra as virtudes da vida militar. Qual é, em contrapartida, a atitude assumida pelo grande revolucionário russo?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o desencadeamento da guerra, ainda que partindo de posições bastante diferentes, Lenine presta homenagem aos círculos do "pacifismo inglês" e em particular a E. D. Morel, um "burguês excepcionalmente honesto e corajoso", membro da Associação contra a conscrição e autor de um ensaio que desmascara a ideologia "democrática" da guerra brandida pelo governo britânico. Neste momento, o dirigente bolchevique encontra-se bem mais próximo do pacifismo do que Gandhi, situado em posições anti-téticas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Constrangido a verificar que, apesar das propostas de pacifismo combativo expressas na véspera da guerra, mesmo o movimento socialista acabou em grande parte por se acomodar à carnificina e à união sagrada patriótica destinada a legitimá-la, Lenine nota com desgosto a "imensa confusão", a "imensa crise provocada pela guerra mundial no socialismo europeu" e exprime uma "profunda amargura" pela "bacanal de chauvinismo" que grassa doravante. Sim, "a confusão foi grande" junto àqueles que viam na Segunda Internacional um vislumbre de esperança contra o ódio chauvinista e o furor belicista. Neste sentido, "a coisa mais entristecedora da crise actual é a vitória do nacionalismo burguês", é a atitude de adesão ou de submissão ao banho de sangue; sim, "mais que os horrores da guerra", ainda mais mesmo do que a "carnificina", aquilo que é dolorosamente ressentido são "os horrores da traição perpetrada pelos chefes do socialismo contemporâneo" que, engolindo seus compromissos anteriores, contribuem activamente para a legitimação da violência guerreira, para o retorno à barbárie cultural geral e para o envenenamento dos espíritos. "O imperialismo jogou os destinos da civilização europeia" e pôde fazer isso servindo-se da cumplicidade daqueles que estavam destinados a fazer valor as razões da paz e da coabitação entre os povos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para confirmar a sua análise, Lenine cita&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;in extenso&amp;nbsp;&lt;/i&gt;a declaração difundida por círculos cristãos de Zurique, os quais exprimem a sua consternação face a uma vaga chauvinista e belicista que não encontra obstáculos: "Mesmo a grande internacional operária [...] extermina-se reciprocamente nos campos de batalha". Cinco anos antes, em 1909, em oposição à "bancarrota" do "ideal do imperialismo" belicista, Kautsky havia celebrado "a imensa superioridade moral" do proletariado (e do movimento socialista), o qual "odeia a guerra com todas as suas forças" e "fará tudo para impedir que as paixões militaristas ganhem terreno". Este precioso capital de "superioridade moral" verifica-se agora que está completamente dissipado. Se, pelo menos na sua primeira fase, a guerra e a participação na guerra configuram-se, no quadro de uma ideologia à qual mesmo o primeiro Gandhi não é estranho, como uma espécie de&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;plenitudo temporum&amp;nbsp;&lt;/i&gt;no plano moral (pela motivação espiritual e a fusão comunitárias que implicam), aos olhos de Lenine a explosão do conflito fratricida (que também lacera a própria classe operária) aparece em contraste como alguma coisa semelhante à "época da culpabilidade reconhecida": utilizo aqui a expressão que Lukacs retoma de Fichte em 1916, ao passo que ele é dilacerado por um profundo trabalho destinado a concluir, na vaga de protestos contra a imensa carnificina, com a sua adesão à Revolução de Outubro. Evidentemente, o revolucionário russo é demasiado laico para recorrer a uma linguagem teológica. E, contudo, a substância não muda: para além da indignação política, a explosão da guerra provoca nele uma consternação moral.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A esperança, moral antes mesmo de política, parece renascer graças uma fenómeno que poderia talvez avariar a máquina infernal da violência: é a "confraternização entre soldados de nações beligerantes, até nas trincheiras". Esta novidade aprofundou contudo a divisão do movimento socialista, que já se manifestar com a explosão da guerra. Em contraposição ao "ex-socialista" Plekhanov, o qual assimila a confraternização à "traição", Lenine escreve: "Está bem que os soldados maldigam a guerra. Está bem que exijam a paz". No "programa da continuação da carnificina" formulado pelo governo provisório russo, do qual também fazem parte "ex-socialistas", Lenine responde: "A confraternização numa frente pode tornar-se confraternização em todas as frentes. O armistício de facto numa frente pode e deve tornar-se armistício em todas as frentes".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade, a confraternização constitui para os bolcheviques um momento essencial da estratégia visando o abate do sistema social responsável pelo massacre e portanto a transformação da guerra em revolução. Mas esta passagem é tornada inevitável pelas "ordens draconianas" com as quais os dois campos opostos enfrentam a confraternização. E é uma passagem que, desde o princípio do gigantesco conflito, é imaginada e de certa forma invocada também pelos círculos cristãos suíços que Lenine opõe positivamente aos socialistas convertidos às razões do chauvinismo e da guerra. O revolucionário russo chama a atenção em particular para isto:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 1em; margin-left: 40px; margin-right: 40px; margin-top: 1em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;"Se a miséria se torna demasiado grande, se o desespero toma a dianteira, se o irmão reconhece seu irmão sob o uniforme inimigo, talvez factos ainda totalmente inesperados se produzam, talvez as armas retornem contra aqueles que incitam a guerra, talvez os povos, aos quais foi imposto o ódio, subitamente os esqueçam, unindo-se".&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Não parece que Gandhi se tenha ocupado do fenómeno da confraternização, o qual de qualquer forma está em contraste com o seu empenho em recrutar soldados e carne de canhão para o governo de Londres.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: right;"&gt;25/Abril/2010&lt;/div&gt;&lt;a href="" name="1284ffa3f58ce8ba_1284ff76d8e20666_notas" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="" name="1284ffa3f58ce8ba_1284ff76d8e20666_notas" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="" name="1284ffa3f58ce8ba_1284ff76d8e20666_notas" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;[1]&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="https://docs.google.com/fileview?id=0BxbmKn9_U2_xOWFiZDgwZDktYjIyZS00YTM3LTkzNWItNzMwMDgzMDNhOGM5&amp;amp;hl=en" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;La non-violenza. Une storia fuori dal mito&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;, Laterza, 2010.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O original encontra-se em&amp;nbsp;&lt;a href="http://domenicolosurdo.blogspot.com/2010/04/140-anni-dalla-nascita-di-lenin.html" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272916159_3" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;domenicolosurdo.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;. A versão em francês encontra-se em&lt;a href="http://www.legrandsoir.info/Anniversaire-de-la-naissance-de-Lenine.html" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272916159_4" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;http://www.legrandsoir.info/Anniversaire-de-la-naissance-de-Lenine.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-6161520116693192738?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/6161520116693192738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/o-aniversario-do-nascimento-de-lenin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/6161520116693192738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/6161520116693192738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/o-aniversario-do-nascimento-de-lenin.html' title='O aniversário do nascimento de Lenin'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-7762378024033324679</id><published>2010-05-03T16:41:00.000-03:00</published><updated>2010-05-03T16:41:38.451-03:00</updated><title type='text'>Entrevista de James Petras à Radio Centenário (Uruguai)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: 19px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S98m042MIlI/AAAAAAAAADQ/2zrgo_SUL3o/s1600/jamespetras.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S98m042MIlI/AAAAAAAAADQ/2zrgo_SUL3o/s320/jamespetras.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Entrevistador: Nas últimas reuniões que Lula teve com as autoridades norte-americanas, falaram sobre a compra de armamento; dos F18, da Boeing, em suma, armamento de primeira geração dos&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272915339_1" style="border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Estados Unidos&lt;/span&gt;. O que você opina dessa atitude que Lula quer jogar permanentemente desde aqui, do continente latino-americano, para o mundo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Petras&lt;/strong&gt;: Há duas coisas. Lula e todos os governos brasileiros dos últimos tempos, querem ser sócios, os patrões compartilhando o poder na América Latina. Ou melhor dizendo, o&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272915339_2" style="border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Brasil&lt;/span&gt;&amp;nbsp;quer ser reconhecido pela&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272915339_3" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Casa Branca&lt;/span&gt;&amp;nbsp;como o principal poder hegemônico e porta-voz para a América Latina, que seja tratado como um império sócio dos Estados Unidos na América Latina, tanto em nível econômico quanto militar. E até agora, e durante muitos anos, os líderes norte-americanos não queriam compartilhar o poder com o Brasil, mas recentemente, por causa da fraqueza do império pela guerra no Afeganistão e Iraque, estão mais dispostos a negociar os diferentes pontos de coincidência com as aspirações hegemônicas do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Em segundo lugar, o Brasil tem ambições globais de projetar seu poder, principalmente na África e, recentemente, na Ásia, incluindo o Oriente Médio. Obviamente, não está em condições de se estabelecer como uma potência mundial, mas tem aspirações e partindo disso Lula particularmente quer ser membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, entre as grandes potências, assim como a China, incluindo a Índia e Brasil um novo poder emergente de escala global.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Por estas razões existe uma política exterior complicada no Brasil. Primeiro, por tomar medidas independentes de reconhecer o Irã, como mediador entre a Venezuela e os Estados Unidos, mostram uma certa autonomia para negociar melhor alguns acordos. É como dizer a Washington "nós somos independentes, tomamos medidas com mais autonomia e se você quiser ser uma potência aqui, têm de lidar com gente". Nesse sentido, estes passos de independência são medidas destinadas a compartilhar o poder, em vez de declarar-se independente. Por esta razão, nós temos o jogo duplo do Brasil. Por um lado a independência, do outro lado concordar com os Estados Unidos sobre bases militares e outras medidas para aumentar a presença norte-americana no continente do sul.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;De&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.radio36.com.uy/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272915339_0" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;www.radio36.com.uy&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Tradução: Daniel Oliveira (PCB)&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://pcb.org.br/portal/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1272915339_4" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;http://pcb.org.br/portal/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-7762378024033324679?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/7762378024033324679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/entrevista-de-james-petras-radio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7762378024033324679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7762378024033324679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/entrevista-de-james-petras-radio.html' title='Entrevista de James Petras à Radio Centenário (Uruguai)'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S98m042MIlI/AAAAAAAAADQ/2zrgo_SUL3o/s72-c/jamespetras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-8233216883860003543</id><published>2010-05-02T15:07:00.002-03:00</published><updated>2010-05-02T15:07:56.616-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marxismo'/><title type='text'>Losurdo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,Helvetica,sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(68, 68, 68); line-height: 18px;"&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;Belo Horizonte – 06/05, 15h&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,Helvetica,sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(68, 68, 68); line-height: 18px;"&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Debate  “Nietzsche e o marxismo”, com: Antonio Julio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,Helvetica,sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(68, 68, 68); line-height: 18px;"&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Menezes,  Rosemary Dore, Rogério Antonio Lopes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Local: &lt;/strong&gt;Sala  de Teleconferência da Faculdade de Educação da&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;UFMG. Av. Antônio  Carlos, 6627&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;Organização: Linhas de pesquisa Política, Trabalho  e Formação&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;Humana e Políticas Públicas de Educação:  Concepção,&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;Implementação e Avaliação do Programa de Pós- Graduação em&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;Educação  da Faculdade de Educação da  UFMG&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;Marcando o lançamento de &lt;em&gt;A linguagem do  Império – léxico da ideologia estadunidense , &lt;/em&gt;a Boitempo traz ao  Brasil o filósofo Domenico Losurdo, para uma série de conferências em  universidades. Losurdo debaterá com intelectuais de peso como Antonio  Carlos Mazzeo, Marcos Del Roio, João Quartim de  Morais, Ruy Braga, Giovanni Semeraro e Gaudêncio Frigotto, entre  outros, passando, a partir de 3 de maio, por São Paulo (USP e PUC),  Marília (Unesp), Campinas (Unicamp), Belo Horizonte (UFMG), Fortaleza  (parceria com a Prefeitura) e Rio de Janeiro (UFF e Uerj). Confira a  programação completa abaixo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 10px 0px 15px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;Estudioso de Nietszche e Heidegger  mas também crítico do pensamento liberal suposta e pretensamente  universalista, o autor busca neste livro definir raízes, bases e  fronteiras do discurso ideológico estadunidense, que atualmente dirige  suas armas para o chamado Oriente. Segundo Losurdo, os Estados Unidos  utilizam-se de categorias como "terrorismo", "fundamentalismo", "ódio ao  Ocidente" e "antiamericanismo" como "armas de guerra" para rotular não  só seus  inimigos como também os que não mostram disposição em cerrar fileiras  neste combate aos que ameaçam seu modelo de sociedade. "Quem não estiver  com a América é automaticamente inimigo da paz e da civilização",  aponta Losurdo, que busca nesta importante obra refletir sobre os  perigos desta política, a partir da qual "a lista dos possíveis alvos  pode ser continuamente atualizada e aumentada".&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-8233216883860003543?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/8233216883860003543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/losurdo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8233216883860003543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8233216883860003543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/05/losurdo.html' title='Losurdo'/><author><name>Túlio Lopes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-1658044249838951992</id><published>2010-03-25T11:29:00.000-03:00</published><updated>2010-03-25T11:29:58.605-03:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA - Antonio Carlos Mazzeo / O Vôo de Minerva – A construção da política, do igualitarismo e da democracia no Ocidente antigo</title><content type='html'>1- O senador Cristovam Buarque (PDT), diante dos recentes escândalos de corrupção e uso indevido de verbas por deputados e senadores, insinuou em entrevista que um plebiscito para fechar o Congresso poderia ser levado adiante por clamor popular. O Congresso, de acordo com o pensamento político grego, é essencial para a manutenção da democracia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu ponto de vista esta é uma afirmação perigosa e inconsequente, pois indica uma profunda inconsistência teórico-política e demonstra uma grande incompreensão do que é atuar nas contradições onto-negativas da política e qual o papel da democracia, num Estado de cariz burguês. No atual momento político do país o Congresso garante o funcionamento da vida institucional democrática e dos direitos. Se não há uma correlação de forças onde os trabalhadores possam ter hegemonia para construir uma outra forma societal, uma proposta como esta pressupõe intrinsecamente um golpe de Estado. Isso deve ser duramente repudiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão está no que devemos fazer para avançar na representatividade e na legitimidade de nossos parlamentares. Teríamos que pensar em ações e medidas políticas que garantissem o avanço de uma democracia substantiva, a partir de uma ampla participação popular nos processos decisórios do país e onde as eleições fossem o resultado de uma efetiva presença dos trabalhadores na vida nacional. Devemos criar condições para ampliar os espaços na midia para os debates das questões de interesse nacional, deveríamos optar pelo financiamento público das campanhas eleitorais e reforçar o amplo debate das propostas programáticas dos partidos políticos. Se a votação fosse nos partidos em listas partidárias flexíveis, reforçando os compromissos programáticos a representação parlamentar sairia muito mais fortalecida e legitimada. Devemos pensar numa reforma política de fundo, optar pelo unicameralismo, acabar com existência anacrônica do senado e reforçar a Câmara dos Deputados, dando a ela qualidade, fortalecendo o elemento programático do processo eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Em que ponto o conceito de democracia que surge com os gregos ainda se assemelha ao conceito de democracia que temos hoje? E em que ponto eles divergem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser-precisamente-assim dos fenômenos histórico-sociais, como dizia Lukács, não é meramente um problema de antíteses metodológicas, mas o resultado de uma indivisível e contraditória unidade dialética, do modo como se apresentam as contradições entre as forças sócioeconômicas que operam em um determinado momento histórico. Então, mesmo que possam haver identidades entre o conceito antigo e o contemporâneo de democracia, eles são produtos de fenômenos historico-ontológicos diversos. A democracia ateniense resultou de uma sociedade agrária e do trabalho escravo que emancipou o extrato dirigente da pólis e possibilitou a ele pensar e a fazer política. Daí o forte vínculo entre escravidão e democracia. Também há o fato dessa democracia ser restrita aos que eram considerados cidadãos: os homens e excluia os escravos, as mulheres, as crianças e os estrangeiros. A democracia contemporânea, por sua vez, é mais genérica e mais ampla, resultado da Revolução Burguesa e da sociedade civil, definida por Marx como burgerliche Geselschaft – sociedade burguesa. Por outro lado, o que há de semelhante entre as duas democracias é que ambas regem a desigualdade, são produtos de sociedades desiguais. Os processos de participação popular foram resultado de pressões populares; na Grécia, do campesinato, e no capitalismo moderno, ela é produto das relações sociais capitalistas, das lutas do proletariado e do conjunto dos trabalhadores. A democracia cria no plano formal uma igualdade perante o Estado e às leis. No plano legal ou abstrato todos as pessoas são iguais. Mas no plano concreto das relações sociais, são desiguais. Também no Mundo Antigo acontecia isso: os camponeses podiam votar na Agorá, mas na realidade concreta, da inserção social e na produção, havia desigualdade, camponeses com mais ou menos dinheiro e poderosas oligarquias. No capitalismo, a democracia aparece como resultado de um “céu político” construído pelo Estado burguês onde também ali, há uma igualdade genérica, mas onde no plano das relações sociais engendradas pela divisão social do trabalho e pelas relações sociais de produção, o indivíduo aparece como cidadão de vida pública e burguês ou proletário de vida privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- É possível dizer por que o conceito de democracia surge naquele momento na Grécia? E por que vai ser um conceito com tamanha difusão e longevidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma intensa e permanente luta política, a stasis. Antes disso, desde a emergência do campesinato como forca política e econômica, no período arcaico, essa classe pressiona a aristocracia a ponto de derrubar a monarquia. E desta emergência camponesa surgem novas formas de representação política. Desse processo surgem as tiranias (que não tinham o sentido dos governos opressores de hoje) que preparam a Grécia, particularmente Atenas, para a presença permanente dos camponeses na vida política e social da pólis. Nesses governos ocorrem várias mudanças importantes, tanto no plano econômico como no social, entre elas a forma de organização do exército que passa de aristocrático para “popular”, surge o exército dos hoplitas, os camponeses que participam militarmente do exército da pólis, desde que possam comprar suas armas, seu escudo, seu capacete e suas coraças de guerra e que lutam coletivamente. Com esta forma de organização, reforça-se a noção de igualdade, de solidariedade e de isonomia, a idéia de “espírito comunal” Mas a democracia antiga só pode eclodir quando o campesinato perde força econômica, a escravidão emerge como elemento central e a pólis ateniense torna-se uma talassocracia imperialista. Assim, pólis passa a ter um caráter aristocrático mais forte, centrada nos que possuem escravos. Quando a burguesia aparece como classe ela vai buscar referências na história, em sociedades onde existiram formas sociais desiguais, reguladas por leis isonômicas. A burguesia, quando volta ao passado e “olha” a experiência dos antigos gregos, não copia, mas recria outra democracia, mais adaptada aos seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa democracia também se esfuma na vida material já que o ser-precisamente-assim do capitalismo não é igualitário. E aí, qualquer ilusão idealista de identidade com a experiência histórica vivida na antiguidade cai por terra exatamente no plano da realidade, pois jamais no capitalismo o trabalhador foi dono dos meios de produção, como o eram os camponeses atenienses, quer dizer, o ser social que emerge da estrutura capitalista é aquele que vende sua força de trabalho ao dono dos meios de produção e não pode ser o camponês da pólis que troca suas mercadorias com a liberdade igualitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- A noção de igualitarismo surge na Grécia clássica, com a Filosofia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “sentimento igualitário” é tão antigo quanto o homem. Mas no sentido ocidental o igualitarismo surge na Grécia arcaica, por volta do século VIII a.C. e vai até o século V, na Grécia clássica, quando então subordina-se à democracia. O igualitarismo tem um vínculo estreito com o pensamento filosófico jônio. Os jônios projetam a pólis no universo, isto é, o universo é entendido a partir dos elementos igualitários presentes na pólis. Verificamos esse vínculo no pensamento de Anaximandro, para quem a “substância única” não encontra-se na água nem no ar, mas no infinito, na qualidade infinita da matéria, da qual todas as coisas são originárias e na qual tudo se dissolve quando o cíclo estabelecido por uma lei necessia termina. Para esse filósofo, tal princípio que envolve e governa todas as coias é imortal e indestrutível. Para esse pensador o universo é animado por um eterno movimento. Os elementos físicos que o compõem são igualitários, nenhum é maior ou mais importante que o outro, sendo que esses elementos se equilibram contraditoriamente: molhado e seco, escuro e claro, frio e quente. Quer dizer, no plano filosófico pensava-se o universo de acordo com o que ocorria na pólis – o igualitarismo surgido das lutas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- O igualitarismo, como pensado pelos gregos, só vale para o contexto social da época ou pode ser aplicado à nossa sociedade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de igualitarismo sempre existiu, mas com formas ideo-históricas diferentes. Mesmo quando pensamos o mundo na remota antiguidade, por exemplo, o das sociedades palaciais, observamos tentativas de explicar o mundo a partir do igualitarismo, ainda que mítico, permeado por uma consciência mítico-religiosa, onde o protagonismo desse igualitarismo não era dos homens mas dos deuses em favor dos homens. Esse tipo de consciência de si existente nessas sociedades ditas palaciais, expressava suas formas sócio-metabólicas de reprodução da vida e de apreesão da realidade. Essas eram sociedades camponesas, tributárias a um tipo de Estado onde um rei-deus fazia o papel de intermediação entre os homens e a deidade. Nesse sentido, a própria existência de uma sociedade camponesa colocava em sua forma de coesão social, o princípio igualitário. Mas havia a questão da legitimidade do grupo dirigente, em geral uma nobreza que vivia dos tributos sociais. De modo que era socialmente necessário existir uma forma ideo-societal que colocasse a perspectiva da igualdade. Se pegarmos por exemplo, o conjunto de textos sagrados que formam a Torá hebráica/ Velho Testamento dos cristãos, verificamos a expressão de um Deus que toma como iguais todos os judeus, o “povo eleito”. Já com o helenismo, desenvolve-se uma noção de igualitarismo mais universalizante, como ocorre no cristianismo – em que um Deus salvador (através da imolação de seu filho) transforma toda a humanidade em “povo eleito”, redimindo-a coletivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o igualitarismo resultante da Revolução Burguesa será baseado tanto na concepção laica e radical, em geral de origem pequeno-burguesa, como na dos núcleos de proletários e de camponeses. Se pensarmos na Revolução Inglesa de Cromwell, por exemplo, verificamos a presença de um núcleo igualitarista em seu exército revolucionário. Portanto, o igualitarismo contemporâneo nasce com a Revolução Burguesa e esse igualitarismo vai dar origem inclusive ao socialismo e ao comunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- O senhor tenta mostrar no livro “O Vôo de Minerva” como a política aparece como fator de media ordenação da vida social no mundo antigo. Ela ainda tem este papel hoje? De que maneira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Como vimos, a política resulta da luta social e da desigualdade. A política só pode nascer porque surge o igualitarismo. Ela regula as lutas sociais, é uma forma de organizar a desigualdade e o conflito. A própria explicação mítica do seu surgimento nos da essa dimensão, a partir do mito de Prometeu que rouba o fogo e o conhecimento dos deuses para dar aos homens e é severamente punido por Zeus. Ele é acorrentado a uma montanha nos confins do universo onde todos os dias um abutre devora seu fígado. Mas ao mesmo tempo em que pune Prometeu por ter amado os homens como deuses, Zeus olha a humanidade e sabe que é preciso dar condições para que ela se regule, já que tendo o conhecimento e a técnica pode destruir a si mesma. Zeus então dá aos homens a política, para que possam regular os conflitos e as desigualdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também no mundo contemporâneo a política regula a desigualdade e controla os conflitos, e há nela mais elementos de controle do que de emancipação. Regula a desigualdade para manter e não para romper a estrutura da burgerliche Geselschaft. Se, de um lado, a política joga um papel “positivo” na emancipação institucional da sociedade, na emancipação política dos homens, por outro lado ela encontra seu limite na sua própria forma, porque a política expressa o plano da cidadania (também ela burguesa), e que por seu ser-precisamente-assim, é incompatível com um projeto que vá para além daquele presente na sociabilidade burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- O senhor escreve, no livro, que para Sócrates e Platão, a democracia destrói o igualitarismo. De que forma isto ocorreria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia tem mais condição de regular a desigualdade, então incorpora o igualitarismo em seu interior. A democracia ateniense realiza uma “inclusão excludente”, exclui os escravos, de um lado e de outro, subordinam os camponeses às oligarquias. Nesse sentido, a democracia da Grécia Antiga é altamente manipulatória. Platão no Górgias é radical em vincular a degradação da sociedade ateniense à democracia e por meio das “palavras” de Sócrates acusa Péricles como o responsável pela transformação dos atenienses em pessoas ávidas, ociosas e corruptas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da democracia moderna, ela incorpora o igualitarismo, mas o coloca no plano abstrato. Na democracia da burgerliche Geselschaft, a igualdade de direitos – inclusive a da distribuição dos meios de consumo, é, em todo momento, um corolário da distribuição das próprias condições de produção, quer dizer, quando o ser-humano esta apartado (alienado) de seu próprio produto, resultado de sua praxis essencial, ele não pratica o igual, mas sim um “tipo” de igualitarismo que aliena o homem de si. A essência humana não é uma abstração inerente ao indivíduo singular, mas sim o conjunto das relações sociais, que na sociabilidade burguesa, aparece fragmentada. A democracia na sociedade capitalista é a expressão superestrutural das próprias formas materiais que reproduzem a sociabilidade burguesa. No capitalismo há uma “socialização” intrínseca que é posta por um processo produtivo realizado socialmente. Mas esta produção social se dá no plano de uma produção genérica, já que a apropriação do que é produzido socialmente não é realizada plenamente pelos que produzem a riqueza, quer dizer, pelos trabalhadores. Isso significa dizer que no plano material da vida, o trabalhador recebe apenas parte e, diga-se, a menor parte, do que produziu socialmente. Produz-se desse modo, a separação entre a vida genérica e a vida material não somente de cada indivíduo, mas também da totalidade dos homens. Ora, vemos aí, que nessa fragmentação ocorre a separação entre trabalho e riqueza. Grosso modo, podemos dizer que essa é a base material da superestrutura posta pela democracia da burgerliche Geselschaft. Também essa é uma democracia altamente manipulatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Há alguma relação entre o pensamento de Sócrates e Platão de que a democracia destrói o igualitarismo e os velhos embates entre capitalistas e comunistas, de que o capitalismo não permite a igualdade e o comunismo impossibilita a liberdade (ligada à democracia)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates e Platão, tinham como referências as velhas leis arcaicas que regulavam a sociedade. Sócrates dizia que a democracia estava corrompendo os valores citadinos. Para ele, os cidadãos haviam perdido a noção do “espírito coletivo” da pólis do qual todos faziam parte. Na visão socrático-platônica, a virtude era produto da vida comunitária, passada pelo convívio social e pela apreensão dos conteúdos emanados pelo “espírito da pólis”. Nesse sentido, a virtude jamais poderia ser vendida ou comprada. Daí, na visão socrática, serem os sofistas, filósofos errantes que vendiam seus conhecimentos aos filhos das famílhas abastadas, a síntese da decadência, como evidencia Platão no Protágoras, quando Sócrates chama os sofistas de vendedores varejistas de mercadorias que alimentam a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é esse o sentido de sua defesa, quando é acusado de corromper a juventude. Sócrates vai dizer, em seu julgamento, que nunca vendeu seus conhecimentos, mas sempre os deu como obrigação de alguém que tem consciência de ser preciso transmitir os fundamentos que regem a vida coletiva. Nessa visão, vender o conhecimento era vender a própria virtude. Aí reside a contraposição socrática do homem coletivo contra o homem privado, que emerge na democracia. Na República, Platão irá dizer que todos os males provinham do comércio e da propriedade privada. Para esses filósofos da pólis, a educação deveria ser a Paidéia pedagógica de um modelo civilizatório, onde o núcleo seria a construção de uma política ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao embate sobre democracia, capitalismo e comunismo, podemos dizer que se inexistem “identidades” reais entre a visão desses filósofos e a dos críticos da sociabilidade burguesa. Marx enfatizou a impossibilidade de se analisar as sociedades humanas fora de seu escopo histórico-concreto. O capitalismo é uma forma econômico-social baseada na produção de mercadorias, que tem como pressuposto o trabalho livre e assalariado e a propriedade privada dos meios de produção. Além disso, a condição do trabalho livre e o alto grau da individualidade da pessoa, as relações sociais engendradas pela sociabilidade capitalista, a sofisticação científica e técnica dessa sociabilidade, irão permitir o afloramento de uma consciência jamais vista nas formas sociais anteriores. Somente no capitalismo a crítica social aparece junto com uma forma de consciência que possibilita a construção de uma proposta alternativa à socialidade burguesa, que vem com as idéias socialistas e comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo apresenta limites para a liberdade em seus aspectos nodais: a propriedade privada dos meios de produção e a expropriação da mais-valia do trabalhador. Essa condição gera uma forma superestrutural que expressa essa determinação material de reprodução de si do capitalismo, que são as formas de representação que emanam da sociabilidade burguesa (democracia, direitos e instituições, etc), e que constituem os elementos regulatórios que fazem parte de seu aparelho ideo-político. Daí, a crítica de Marx ser nucleada na necessidade de coletivização dos meios de produção que garantiria a mais ampla liberdade, pois além desses meios de produção, (incluindo-se aí a propriedade coletiva da terra) e da socialização do produto do trabalho de todos, a sociedade comunista estinguiria toda a estrutura do Estado, trazendo-o para o meio da sociedade, quer dizer, a gestão social passaria para a própria sociedade. Ressaltemos que a humanidade não vivenciou ainda a experiência do comunismo. O que tivemos até hoje foram experiências socialistas que encontraram um enorme gama de problemas em sua aplicação, um deles, foi exatamente a hipertrofia do aparelho estatal, dadas as condições histórias dessas experiências e que, pelos limites de uma entrevista, não poderemos aprofundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, entendo que mesmo com seus graves problemas, sendo que um dos maiores foi a restrição de liberdades civis, essas experiências apresentaram grandes positividades, no âmbito de conquistas sociais que não podemos desconsiderar, se quisermos pensar ainda o futuro do projeto do socialismo e do comunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- No livro, o senhor defende a hipótese de que o ‘Ocidente antigo’ é resultado de um longo processo de absorção da cultura oriental. Que conceitos (ou que comportamentos) orientais foram importados pelo ‘Ocidente antigo’? De que sociedades, em especial, veio esta influência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito inicial é de que o Oriente, até por ter construído as primeiras formas de civilização, sempre manteve uma estreita relação com o Ocidente. Relação interativa e permanente, na medida em que as sociedades palaciais, no período do bronze, surgem e se relacionam com o Ocidente e o influenciam. Se pensarmos naquele período, as sociedades mais importantes eram a egípicia e a hitita, e estas sociedades hegemônicas criaram um “modelo” de sociabilidade que irá influenciar também o Ocidente. Por exemplo, Creta é o resultado direto dessa forma societal posta pelo Oriente, assemelha-se às sociedades palaciais orientais, sem ter seu brilho e luxo. Através do mar Mediterrâneo, constrói-se uma integração onde o Ocidente absorve a civilização oriental sintetizando uma cultura euro-mediterranea, no que chamo, seguindo as formulações pioneiras de Gordon Childe, de longo processo de mediterranização da cultura oriental. Essa interação dialética permanente nunca deixará de existir, ao menos até os finais da Idade Média. Há um vínculo umbilical entre Ocidente e Oriente. O que é o helenismo a não ser esse processo de permanente integração? A cultura Ocidental vai para o Oriente e quando retorna ao Ocidente, como síntese, enquanto ruptura e continuidade, traz em seu bojo, e pelo Mediterrâneo, o cristianismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11- A volta ao mundo político grego foi a forma que o senhor encontrou de embasar uma pesquisa maior, que pretende entender a burguesia que surge no século XVI. Que relação é esta que o senhor foi buscar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui buscar as origens da democracia e do igualitarismo, como se desenvolveram, quais foram suas expressões históricas e intelectuais e, mais tarde, como a burguesia revisita essa experiência e cria uma nova expressão cultural tipicamente burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou começando a escrever um livro sobre o conceito de Virtus como fundamento do igualitarismo burguês, exatamente com produto histórico da construção de uma cosmologia burguesa, mas ainda vai levar um tempinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista publicada no blog dariodasilva.wordpress.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-1658044249838951992?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/1658044249838951992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/03/entrevista-antonio-carlos-mazzeo-o-voo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/1658044249838951992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/1658044249838951992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/03/entrevista-antonio-carlos-mazzeo-o-voo.html' title='ENTREVISTA - Antonio Carlos Mazzeo / O Vôo de Minerva – A construção da política, do igualitarismo e da democracia no Ocidente antigo'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-5161242520027971920</id><published>2010-02-26T11:42:00.000-03:00</published><updated>2010-02-26T11:42:51.775-03:00</updated><title type='text'>Belo Monte: a volta triunfante da ditadura militar?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Governo Lula possui méritos inegáveis na questão social. Mas na questão ambiental é de uma inconsciência e de um atraso palmar. Ao analisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) temos a impressão de sermos devolvidos ao século XIX. É a mesma mentalidade que vê a natureza como mera reserva de recursos, base para alavancar projetos faraônicos, levados avante a ferro e fogo, dentro de um modelo de crescimento ultrapassado que favorece as grandes empresas à custa da depredação da natureza e da criação de muita pobreza. Este modelo está sendo questionado no mundo inteiro por desestabilizar o planeta Terra como um todo e mesmo assim é assumido pelo PAC sem qualquer escrúpulo. A discussão com as populações afetadas e com a sociedade foi pífia. Impera a lógica autoritária; primeiro decide-se depois se convoca a audiência pública. Pois é exatamente isto que está ocorrendo com o projeto da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu no Estado do Pará.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="deleteBody" style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: left;"&gt; &lt;div class="postBody"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Tudo está sendo levado aos trambolhões, atropelando processos, ocultando o importante parecer 114/09 de dezembro de 2009, emitido pelo&amp;nbsp;IBAMA(órgão que cuida das questões ambientais) contrário à construção da usina, a opinião da maioria dos ambientalistas nacionais e internacionais que dizem ser este projeto um grave equívoco com consequências ambientais imprevisíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="postBody"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;O Ministério Público Federal que encaminhou processos de embargo, eventualmente levando a questão a foros internacionais, sofreu coação da Advocacia Geral da União (AGU), com o apoio público do Presidente, de processar os procuradores e promotores destas ações por abuso de poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="postBody"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;Esse projeto vem da ditadura militar dos anos 70. Sob pressão dos indígenas apoiados pelo cantor Sting em parceria com o cacique Raoni foi engavetado em 1989. Agora, com a licença prévia concedida no dia 1º de fevereiro, o projeto da ditadura pôde voltar triunfalmente, apresentado pelo Governo como a maior obra do PAC.&lt;br /&gt;Neste projeto tudo é megalômano: inundação de 51.600 ha de floresta, com um espelho d'água de 516 km2, desvio do rio com a construção de dois canais de 500 m de largura e 30 km de comprimento, deixando 100 km de leito seco,&amp;nbsp; submergindo a parte mais bela do Xingu, a&amp;nbsp;Volta Grande&amp;nbsp;e um terço de Altamira, com um custo entre 17 e 30 bilhões de reais, desalojando cerca de 20 mil pessoas e atraindo para as obras cerca de 80 mil trabalhadores para produzir 11.233 MW de energia no tempo das cheias (4 meses) e somente 4 mil MW no resto do ano, para por fim, transportá-la até 5 mil km de distância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="postBody"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;Esse gigantismo, típico de mentes tecnocráticas, beira a insensatez, pois, dada a crise ambiental global, todos recomendam obras menores, valorizando matrizes energéticas alternativas, baseadas na água, no vento, no sol e na biomassa. E tudo isso nós temos em abundância. Considerando as opiniões dos especialistas podemos dizer: a usina hidrelétrica de Belo Monte&amp;nbsp;é tecnicamente desaconselhável, exageradamente cara, ecologicamente desastrosa, socialmente perversa, perturbadora da floresta amazônica e uma grave agressão ao sistema-Terra.&lt;br /&gt;Este projeto se caracteriza pelo desrespeito: às dezenas de etnias indígenas que lá vivem há milhares de anos e que sequer foram ouvidas;&amp;nbsp; desrespeito à floresta amazônica cuja vocação não é produzir energia elétrica mas bens e serviços naturais de grande valor econômico; desrespeito aos técnicos do IBAMA e a outras autoridades científicas contrárias a esse empreendimento; desrespeito à consciência ecológica que devido às ameaças que pesam sobre o sistema da vida, pedem extremo cuidado com as florestas; desrespeito ao Bem Comum da Terra e da Humanidade, a nova centralidade das políticas mundiais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="postBody"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse um Tribunal Mundial de Crimes contra a Terra, como está sendo projetado por um grupo altamente qualificado que estuda a reinvenção da ONU sob a coordenação de Miguel d'Escoto, ex-Presidente da Assembléia (2008-2009) seguramente os promotores da hidrelétrica Belo Monte estariam na mira deste tribunal.&lt;br /&gt;Ainda há tempo de frear a construção desta monstruosidade, porque há alternativas melhores. Não queremos que se realizem as palavras do bispo Dom Erwin Kräutler, defensor dos indígenas e contra Belo Monte: "Lula entrará na história como o grande depredador da Amazônia e o coveiro dos povos indígenas e ribeirinhos do Xingu".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="postBody"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="postBody"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leonardo Boff, representante e co-redator da Carta da Terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="postBody"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;PS:&amp;nbsp;Queiram escrever para esses e-mails oficiais seja da Presidência da República, seja do Ministério do Meio Ambiente, seja do IBAMA e demais autoridades para reforçar a campanha da suspenção do projeto da construção da Unsina Hedrelétrica de de Belo Monte no Xingu, por amor aos povos indígenas, à Amazônia e à Mãe Terra.Emails:&amp;nbsp;gabinete@planalto.gov.br, gabinete@mme.gov.br, carlos.minc@mma.gov.br, roberto-messias.franco@ibama.gov.br, Cc:&amp;nbsp;deborah@pgr.mpf.gov.br, jose.coimbra@mme.gov.br, secex@mme.gov.br, ouvidoria.geral@mme.gov.br, vitor.kaniak@ibama.gov.br, izabella.teixeira@mma.gov.br, rbja@fase.org.br&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-5161242520027971920?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/5161242520027971920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/belo-monte-volta-triunfante-da-ditadura_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/5161242520027971920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/5161242520027971920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/belo-monte-volta-triunfante-da-ditadura_26.html' title='Belo Monte: a volta triunfante da ditadura militar?'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-7499089954826807495</id><published>2010-02-25T10:36:00.003-03:00</published><updated>2010-02-25T10:37:48.368-03:00</updated><title type='text'>É preciso olhar para a frente</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A OAB do Rio vai lançar a Campanha pela Memória e pela Verdade, o que inclui&amp;nbsp;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a defesa da abertura dos arquivos da ditadura militar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A SECCIONAL da OAB no Estado do Rio vai lançar nos próximos dias a Campanha pela Memória e pela Verdade, o que inclui a defesa da abertura dos arquivos da repressão política na ditadura militar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;As razões que justificam a campanha são muitas. Há, em primeiro lugar, razões humanitárias. A mais evidente delas diz respeito ao elementar direito das famílias de desaparecidos políticos de dar-lhes uma sepultura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Aliás, esse direito é recorrente na história da humanidade. Provavelmente, aprimeira menção a ele se dá na "Ilíada", de Homero (século 8 a.C.), que nos fala de interrupções nos combates na Guerra de Troia para que os exércitos homenageassem seus mortos e enterrassem seus corpos. Séculos depois, Sófocles tratou do tema em sua peça "Antígona", encenada na Grécia em 422 a.C., como bem lembrou Marcello Cerqueira em recente artigo na edição de dezembro de 2009 da "&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267104953_0" style="border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Folha&lt;/span&gt;&amp;nbsp;do IAB" (Instituto dos Advogados Brasileiros).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Assim, desde que a humanidade se reconhece como tal, é respeitado o direito das famílias de enterrar seus mortos. É o que faz, aliás, Antígona, na citada peça de Sófocles. Ela cavou com as próprias mãos a sepultura do irmão Polinices e pagou com a vida o desafio às ordens de Creonte, rei de Tebas.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Polinices fora condenado à morte e a não ter direito a uma sepultura, para que seu corpo ficasse à disposição de cães e aves de rapina. Ele -a exemplo do que se repetiria com outros personagens até nossos tempos- desafiara o déspota de então.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No Brasil, conhecem-se casos de mães que, durante décadas, recusaram-se a mudar de endereço ou a trocar a fechadura da porta de casa, na esperança de que um filho preso um dia reaparecesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Sabe-se de muitos natais em que famílias prepararam a ceia deixando uma cadeira vaga na mesa, enquanto esperavam, em vão, o retorno de um ente querido para festejar a data com os seus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Conhecer o destino dos desaparecidos políticos, saber em que circunstâncias morreram, quem os assassinou e a mando de quem é um direito das famílias.Tanto quanto dar-lhes uma sepultura digna. Tal como quis Antígona para seu irmão Polinices.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Mas não só razões humanitárias exigem a abertura dos arquivos da repressão política. Os que se opõem a ela e propugnam que se ponha uma pedra sobre o assunto lembram a necessidade de olhar para o futuro, e não para o passado. É argumento de peso. Afinal, o ressentimento é, sempre, mau conselheiro. Na vida pessoal e na política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas justamente a necessidade de construir um futuro democrático é que torna necessário o conhecimento dos horrores acontecidos durante a ditadura. Mesmo que isso signifique submeter a sociedade a um verdadeiro choque e desagradar aos militares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Arrastar o lixo para baixo do tapete só fará com que ele possa ressurgir mais tarde. Já a luz do Sol sobre o acontecido fará com que se criem anticorpos, impedindo a repetição da barbárie.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O golpe de 1964 é, até hoje, cultuado nos quartéis. Chegou-se ao ponto de, no primeiro governo Lula, um ministro da Defesa demitir-se por não obter apoio do presidente ao questionar uma ordem do dia, lida nos quartéis, de exaltação à ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Ora, não é assunto exclusivo das Forças Armadas o tipo de formação ministrada aos nossos jovens que se dedicam à carreira militar. Ao contrário, essa questão é de interesse da sociedade. Não é aceitável que novas gerações de militares sejam formadas com mentalidade antidemocrática. As Forças Armadas devem ser doutrinadas e preparadas para defender a Constituição e o Estado de Direito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Também para isso é importante a abertura dos arquivos. Ela trará para o centro da reflexão o papel desempenhado pelas Forças Armadas na ditadura e sua herança até hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É mais fácil defender o direito à memória e a abertura dos arquivos da repressão esquivando-se do conflito com as Forças Armadas e afirmando que elas não participaram, como instituição, de torturas e assassinatos. Mas isso é falso. Ainda que torturadores e assassinos tenham sido ínfima minoria dentre os militares, eles não agiram à revelia do comando. Suas ações tiveram o aval dos chefes das Forças Armadas e da ditadura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É por isso que, hoje, o espírito de corpo se faz presente quando se fala em trazer luz sobre o que aconteceu ou em punir executores diretos dos crimes. Vivemos, então, uma situação "sui generis". Quase 25 anos depois de passarmos a um regime civil, os militares ainda se arvoram no direito de&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;determinar os limites até onde podem ir a democracia e o conhecimento de nossa história recente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Por isso também, abrir os arquivos é essencial para quem quer construir um Brasil melhor. Isso é o que se recomenda para quem olha para a frente. Daí a Campanha pela Memória e pela Verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;WADIH DAMOUS é presidente da OAB-RJ.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-7499089954826807495?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/7499089954826807495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/e-preciso-olhar-para-frente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7499089954826807495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7499089954826807495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/e-preciso-olhar-para-frente.html' title='É preciso olhar para a frente'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-3115473173559952694</id><published>2010-02-25T10:35:00.000-03:00</published><updated>2010-02-25T10:35:38.118-03:00</updated><title type='text'>A hora da verdade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S4Z7pGWbMyI/AAAAAAAAADI/TgxT2TCoO0k/s1600-h/jj++++.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S4Z7pGWbMyI/AAAAAAAAADI/TgxT2TCoO0k/s320/jj++++.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: 19px;"&gt;É preciso que as pessoas, individualmente, e a ampla gama de organizações sociais, profissionais e políticas, que não perderam a memória do quanto custou à nação brasileira a reconquista do Estado Democrático de Direito, fiquem atentas e engajem-se, sob variadas formas, nessa nova e decisiva fase que visa completar e consolidar a construção da moderna democracia brasileira iniciada com a Constituinte de 1988, que é proporcionada pelas propostas contidas no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: 19px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que está em jogo é uma questão simples: o direito do povo brasileiro a ter acesso à verdade sobre sua história. Há uma parte dessa história que está abafada e diz respeito à atuação do Estado brasileiro em relação aos cidadãos que não aceitaram a ilegalidade da ruptura da ordem constitucional democrática, em 1964, por parte de um segmento militar e civil da sociedade brasileira, e se recusaram a submeter-se ao regime ilegítimo, imposto pela força, numa usurpação do poder legítimo oriundo das urnas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Denúncias existentes nos arquivos das auditorias militares, nos dossiês levantados por organismos de defesa dos direitos humanos, nos bancos de dados dos jornais e em provas testemunhais não deixam dúvidas quanto a violações graves dos direitos humanos &amp;amp; assassinatos, torturas, ``desaparecimentos`` de opositores e de pessoas ligadas a estes (apenas por parentesco, laços de amizade ou atividade profissional), praticadas por agentes do Estado, nesse período, sem que tenha sido possível, até agora, esclarecê-las, mesmo após a reconstituição do Estado Democrático de Direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, esse fato tem impedido que a sociedade brasileira cicatrize suas feridas e possa, finalmente, olhar para frente.&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267104592_1" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Isso&lt;/span&gt;&amp;nbsp;nunca poderá ocorrer, sem a satisfação a tantas famílias vitimadas, que têm o direito de saber o que ocorreu com os seus entes queridos. Só a verdade poderá proporcionar a criação desse clima almejado por todos. Foi pensando nisso que o governo teve a lucidez e o senso de justiça, de aceitar a proposta da Conferência Nacional de Direitos Humanos, depois de recolhidas as sugestões das conferências regionais, durante vários meses, colocando como um dos itens da terceira versão do PNDH a criação de uma Comissão da Verdade (como tinha sido cobrado, aliás, pela ONU e a OEA) para realizar essa tarefa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bastou esse anúncio para o mundo vir abaixo: desencadeou-se uma campanha desinformativa, na base de informações falsas. Em primeiro lugar, a Comissão é apenas de esclarecimento dos fatos, não de punição de possíveis responsáveis (só o Judiciário poderia fazer isso, se assim o entendesse). Em segundo lugar, não visa à revogação da Lei da Anistia. Na verdade, ninguém no governo tem essa proposta. O que está em curso, por iniciativa do Conselho Federal da OAB é uma interpelação ao STF para que defina a interpretação da Lei da Anistia e sua abrangência (que a OAB entende não beneficiar os agentes do Estado que praticaram crimes de lesa-humanidade). Fora disso, o que há é o velho artifício de se criar uma crise artificial para mais uma vez tentar sonegar essas informações. Contudo, a sociedade brasileira já está muito amadurecida para continuar a cair nesse engodo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mário Albuquerque - Presidente da Associação 64/68 Anistia e membro da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-3115473173559952694?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/3115473173559952694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/hora-da-verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/3115473173559952694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/3115473173559952694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/hora-da-verdade.html' title='A hora da verdade'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S4Z7pGWbMyI/AAAAAAAAADI/TgxT2TCoO0k/s72-c/jj++++.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-7646599874108950178</id><published>2010-02-24T16:00:00.000-03:00</published><updated>2010-02-24T16:00:49.514-03:00</updated><title type='text'>Médicos de Cuba no Haiti: a solidariedade silenciada</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 21px;"&gt;Os aproximadamente 400 cooperantes da Brigada médica cubana no&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_4" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-attachment: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial; border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Haiti&lt;/span&gt;&amp;nbsp;foram a&amp;nbsp;mais importante assistência sanitária ao povo haitiano durante as primeiras&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;72 horas após o recente terremoto. Essa informação foi censurada pelos&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;grandes meios de comunicação internacionais.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;A ajuda de Cuba ao povo haitiano não começou por ocasião do terremoto. Cuba&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;atua no Haiti desde 1998 desenvolvendo um Plano Integral de Saúde(1),&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;através do qual já passaram mais de 6.000 cooperantes cubanos da saúde.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Horas depois da catástrofe, no dia 13 de janeiro, somavam-se à brigada&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;cubana 60 especialistas em catástrofes, componentes do Contingente "&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_5" style="border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Henry&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Reeve&lt;/span&gt;", que voaram de Cuba com medicamentos, soro, plasma e alimentos(2). Os&amp;nbsp;médicos cubanos transformaram o local onde viviam em hospital de campanha,&amp;nbsp;atendendo a milhares de pessoas por dia e realizando centenas de operaçõescirúrgicas em 5 pontos assistenciais de Porto Príncipe. Além disso, ao redorde 400 jovens do Haiti formados como médicos em Cuba se uniam como reforço à&amp;nbsp;brigada cubana(3).&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Os grandes meios silenciaram tudo isso. O diário El País, em 15 de janeiro,&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;publicava uma infografia sobre a "Ajuda financeira e equipamentos de&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;assistência", na qual Cuba nem sequer aparecia dentre os 23 Estados que&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;haviam colaborado(4). A cadeia estadunidense&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_6" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fox News&lt;/span&gt;&amp;nbsp;chegava a afirmar que&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Cuba é dos poucos países vizinhos do Caribe que não prestaram ajuda.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Vozes críticas dos próprios Estados Unidos denunciaram esse tratamento&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;informativo, apesar de que sempre em limitados espaços de difusão.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Sarah Stevens, diretora do Center for Democracy in the Americas(5) dizia no&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;blog&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_7" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;The Huffington Post&lt;/span&gt;: Se Cuba está disposta a cooperar com os EUA&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;deixando seu espaço aéreo liberado, não deveríamos cooperar com Cuba em&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;iniciativas terrestres que atingem a ambas nações e os interesses comuns de&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;ajudar ao povo haitiano?(6)&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Laurence Korb, ex-subsecretário de Defesa e agora vinculado ao Center for&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;American Progress(7), pedia ao governo de Obama "aproveitar a experiência de&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;um vizinho como Cuba" que "tem alguns dos melhores corpos médicos do mundo"&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;e com quem "temos muito o que aprender"(8).&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Gary Maybarduk, ex-funcionário do Departamento de Estado propôs entregar às&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;brigadas médicas equipamento duradouro médico com o uso de helicópteros&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;militares dos EUA, para que possam deslocar-se para localidades pouco&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;accessíveis do Haiti(9).&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;E Steve Clemons, da New America Foudation(10) e editor do blog político The&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Washington Note(11), afirmava que a colaboração médica entre Cuba e EUA no&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Haiti poderia gerar a confiança necessária para romper, inclusive, o&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;estancamento que existe nas relações entre Estados Unidos e Cuba durante&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;décadas(12).&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Porém, a informação sobre o terremoto do Haiti, procedente de grandes&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;agências de imprensa e de corporações midiáticas situadas nas grandes&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;potências, parece mais a uma campanha de propaganda sobre os donativos dos&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;países e cidadãos mais ricos do mundo. Apesar de que a vulnerabilidade&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;diante da catástrofe por causa da miséria é repetida uma e outra vez pelos&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;grandes meios, nenhum quis se debruçar para analisar o papel das economias&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;da Europa ou dos EUA no empobrecimento do Haiti. O drama desse país está&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;demonstrando uma vez mais a verdadeira natureza dos grandes meios de&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;comunicação: ser o gabinete de imagem dos poderosos do mundo, convertidos em&amp;nbsp;doadores salvadores do povo haitiano quando foram e são, sem paliativos,&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;seus verdadeiros verdugos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;*Quadro Informativo 1. Dados da cooperação de Cuba com o Haiti desde 1998:*&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Desde dezembro de 1998, Cuba oferece cooperação médica ao povo haitiano&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;através do Programa Integral de Saúde;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Até hoje trabalharam no setor saúde no Haiti 6.094 colaboradores que&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;realizaram mais de 14 milhões de consultas médicas, mais de 225.000&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;cirurgias, tendo atendido a mais de 100.000 partos e salvado mais de 230.000 vidas.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Em 2004, após a passagem da tormenta tropical Jeanne pela cidade de&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Gonaives, Cuba ofereceu sua ajuda com uma brigada de 64 médicos e 12&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;toneladas de medicamentos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- 5 Centros de Diagnóstico Integral, construídos por Cuba e pela Venezuela,&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;prestavam serviços ao povo haitiano antes do terremoto.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Desde 2004 é realizada a Operação Milagre no Haiti e até 31 de dezembro de&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;2009 haviam sido operados um total de 47.273 haitianos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Atualmente, estudam em Cuba um total de 660 jovens haitianos; destes, 541&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;serão diplomados como médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Em Cuba já foram formados 917 profissionais, dos quais 570 como médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Cuba coopera com o Haiti em setores tais como a agricultura, a energia, a&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;pesca, em comunicações, além de saúde e educação.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Como resultado da cooperação de Cuba na esfera da educação, foram&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;alfabetizados 160.030 haitianos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;*Quadro 2. Dados das atuações do Contingente Internacional de Médicos&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Cubanos Especializados em Situações de Desastres e Graves Epidemias, Brigada&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;"&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_8" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Henry Reeve&lt;/span&gt;", anteriores à cooperação no Haiti:*&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Desde sua constituição, a Brigada Henry Reeve cumpriu missões em 7 países,&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;com a presença de 4.156 colaboradores, dos quais 2.840 são médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Guatemala (Furacão Stan): 8 de outubro de 2005, 687 colaboradores; destes&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;600 médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Paquistão (&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_9" style="border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Terremoto&lt;/span&gt;): 14 de outubro de 2005, 2 564 colaboradores; destes&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;1 463 médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Bolívia (inundações): 3 de fevereiro de 2006-22 de maio, 602&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;colaboradores; destes, 601 médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Indonésia (Terremoto): 16 de maio 2006, 135 colaboradores; destes, 78&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;-&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_10" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Peru&lt;/span&gt;&amp;nbsp;(Terremoto): 15 de agosto 2007-25 de março 2008, 79 colaboradores;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;destes, 41 médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- México (inundações): 6 de novembro de 2007 - 26 de dezembro, 54&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;colaboradores; destes, 39 médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- China (terremoto): 23 de maio 2008-9 de junho, 35 colaboradores; destes,&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;18 médicos.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Foram salvas 4 619 pessoas.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Foram atendidos em consultas médicas 3.083.158 pacientes.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Operaram (cirurgia) a 18 898 pacientes.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Foram instalados 36 hospitais de campanha completamente equipados, que&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;foram doados por Cuba (32 ao Paquistão, 2 a Indonésia e 2 ao Peru).&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;- Foram beneficiados com próteses de membros em Cuba 30 pacientes atingidos&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;pelo terremoto do Paquistão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px; line-height: 21px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Notas:&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;(1)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cubacoop.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_11" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://cubacoop.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;2)&lt;/span&gt;&lt;u style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;a href="http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=153705&amp;amp;Itemid=1" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_12" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=153705&amp;amp;Itemid=1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(3)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ain.cu/2010/enero/19cv-cuba-haiti-terremoto.htm" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_13" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.ain.cu/2010/enero/19cv-cuba-haiti-terremoto.htm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(4)&lt;/span&gt;&lt;u style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;a href="http://www.pascualserrano.net/noticias/el-pais-oculta-344-sanitarios-cubanos-en-haiti" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_14" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.pascualserrano.net/noticias/el-pais-oculta-344-sanitarios-cubanos-en-haiti&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(5)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://democracyinamericas.org/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_15" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://democracyinamericas.org&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(6)&lt;/span&gt;&lt;u style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;a href="http://www.huffingtonpost.com/sarah-stephens/to-increase-help-for-hait_b_425224.html" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_16" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.huffingtonpost.com/sarah-stephens/to-increase-help-for-hait_b_425224.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(7)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.americanprogress.org/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_17" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.americanprogress.org/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(8)&lt;/span&gt;&lt;u style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;a href="http://www.csmonitor.com/USA/Military/2010/0114/Marines-to-aid-Haitian-earthquake-relief.-But-who-s-in-command" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_18" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.csmonitor.com/USA/Military/2010/0114/Marines-to-aid-Haitian-earthquake-relief.-But-who-s-in-command&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(9)&lt;/span&gt;&lt;u style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/01/14/AR2010011404417_2.html" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_19" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/01/14/AR2010011404417_2.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(10)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.newamerica.net/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_20" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.newamerica.net/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(11)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.thewashingtonnote.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_21" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.thewashingtonnote.com/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(12)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1267037811_22" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://www.thewashingtonnote.com/archives/2010/01/american_diplom/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;http://www.thewashingtonnote.com/archives/2010/01/american_diplom/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: 'Times New Roman', helvetica, clean, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: 'Times New Roman', helvetica, clean, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;José Manzaneda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-7646599874108950178?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/7646599874108950178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/medicos-de-cuba-no-haiti-solidariedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7646599874108950178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/7646599874108950178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/medicos-de-cuba-no-haiti-solidariedade.html' title='Médicos de Cuba no Haiti: a solidariedade silenciada'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-8991705482746333528</id><published>2010-02-23T08:23:00.000-03:00</published><updated>2010-02-23T08:23:14.727-03:00</updated><title type='text'>ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Vivemos hoje um momento de festa e de luta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Festa&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;porque a Escola Nacional Florestan Fernandes completa o seu quinto ano de existência com um histórico pleno de realizações importantes que nos enchem de orgulho e alimentam nossa disposição de prosseguir na empreitada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Luta&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;porque os setores mais reacionários e conservadores do Brasil estão ampliando sua escalada de ataques aos movimentos sociais e às organizações dos trabalhadores, especialmente o MST. As críticas dos meios de comunicação de massa são constantes e cada vez mais violentas e virulentas. Refletem o ódio, o preconceito e a deliberada intenção das classes dominantes de impedir que os trabalhadores sejam autores soberanos do seu próprio caminho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Precisamente neste momento de festa e de luta, resolvemos criar a Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes. Nossa ambição é conquistar o máximo de apoio junto aos setores da sociedade que se disponham a contribuir para o fortalecimento, ampliação e desenvolvimento das atividades de formação da nossa Escola. Este apoio é um ato político da mais alta relevância porque expressa o nosso repúdio à campanha de criminalização dos movimentos sociais orquestrada pela mídia em aliança com o grande capital, como também expressa a nossa mais profunda solidariedade às atividades da Escola, neste momento em que ela mais precisa de nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É com este espírito que nos dirigimos a você! Venha fazer parte da nossa associação! Você pode contribuir como sócio pleno com uma taxa de&amp;nbsp;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;R$ 20,00 (vinte reais) mensais&amp;nbsp;&lt;/b&gt;e, se quiser assumir um encargo maior, pode aderir às&amp;nbsp;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;contribuições solidárias&lt;/b&gt;. Aproveitamos para convidar todos os associados, especialmente os que já fazem parte do quadro de professores e de colaboradores da Escola, para que se integrem ativamente às atividades da nossa Associação; precisamos da sua ajuda para a elaboração de propostas, para a organização de eventos, de atividades de solidariedade, sugestões, críticas etc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Nosso primeiro objetivo é conquistar 500 adesões até o final de fevereiro e acreditamos que vamos conseguir superar esse número, que é o mínimo necessário, embora longe de ser suficiente, para assegurar o desenvolvimento do nosso plano de trabalho ao longo de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Caso você concorde e queira se associar, procure a secretaria executiva através dos telefones:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;3105-0918&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;9572-0185&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;6517-4780&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ou do correio eletrônico:&amp;nbsp;&lt;a href="http://us.mc520.mail.yahoo.com/mc/compose?to=associacaoamigos@enff.org.br" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank" ymailto="mailto:associacaoamigos@enff.org.br"&gt;associacaoamigos@enff.org.br&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Contamos com você na Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Venha nos ajudar a ampliar nossas forças e a aprofundar nossa frente de lutas e de festas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-8991705482746333528?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/8991705482746333528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/associacao-dos-amigos-da-escola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8991705482746333528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/8991705482746333528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/associacao-dos-amigos-da-escola.html' title='ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-2478082671455112122</id><published>2010-02-23T08:16:00.000-03:00</published><updated>2010-02-23T08:16:30.871-03:00</updated><title type='text'>Dalai Lama &amp; Obama:  O encontro entre dois Prémio Nobel da mentira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: large; line-height: 21px;"&gt;A notícia é agora oficial. Dentro em breve o&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1266923541_1" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-attachment: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial; border-bottom-color: initial; border-bottom-style: none; border-bottom-width: initial; cursor: pointer; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Dalai Lama&lt;/span&gt;&amp;nbsp;será recebido por Obama na&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1266923541_2" style="border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Casa Branca&lt;/span&gt;. O encontro entre estas duas almas gémeas era inevitável: com vinte anos de separação entre um e outro (1989 e 2009), ambos receberam o Prémio Nobel da Paz e ambos receberam esta distinção&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ad maiorem Dei gloriam&amp;nbsp;&lt;/i&gt;ou, para mais exatidão, para a maior glória da "nãção eleita" por Deus. 1989 foi o ano em que os EUA obtiveram o triunfo na guerra fria e preparavam-se para desmantelar a União Soviética, a Jugoslávia e também – como eles esperavam – a&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1266923541_3" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;China&lt;/span&gt;. Nestas condições, aquele que ia ser coroado campeão da paz não podia ser senão o monge intrigante que desde há trinta anos, encorajado e financiado pela CIA, lutava para destacar da China um quarto do seu território (o Grande Tibete).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: large; line-height: 21px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2009, a situação havia mudado radicalmente: os dirigentes de Pequim haviam conseguido evitar a tragédia que se queria infligir ao seu país; ao invés de serem remetidos às décadas terríveis da China, oprimida, humilhada e muitas vezes condenada em massa à morte por inanição, à "China crucificada" de que falam os historiadores, um quinto da população mundial havia experimentado um desenvolvimento prodigioso, enquanto se verificava claramente o declínio e o descrédito que afligia a super-potência solitária que em 1989 havia acreditado ter o mundo aos seus pés. Nas condições que emergiram em 2009, o Prémio Nobel da Paz coroava aquele que, graças à sua habilidade oratória e à sua capacidade de se apresentar como um homem novo e vindo de baixo, estava destinado a recuperar o lustro do imperialismo estado-unidense.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na realidade, o significado autêntico da presidência Obama está presente aos olhos de todos. Não há&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1266923541_4" style="border-bottom-color: rgb(0, 102, 204); border-bottom-style: dashed; border-bottom-width: 1px; cursor: pointer; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;zona&lt;/span&gt;&amp;nbsp;do mundo na qual não se tenha acentuado o militarismo e a política de guerra dos EUA. Ao Golfo Pérsico foi enviada uma f rota, equipada para neutralizar a possível resposta do Irão aos bombardeamentos selvagens que Israel prepara febrilmente graças também às armas fornecidas por Washington. Na América Latina, depois de ter encorajado ou promovido o golpe de estado em Honduras, Obama instala sete bases militares na Colômbia, relança a presença da IV frota, aproveita a urgência humanitária do Haiti (cuja gravidade é também a consequência da dominação neocolonial que os EUA ali exercem desde há dois séculos) para ocupar maciçamente o país: com uma deslocação de forças que é também uma forte advertência aos países latino-americanos. Na África, sob o pretexto de combater o "terrorismo", os EUA reforçam o seu dispositivo militar por todos os meios: a sua tarefa real é tornar o mais difícil possível o abastecimento de energia e matérias-primas de que a China tem necessidade, de modo a poder estrangulá-la no momento oportuno. Na própria Europa, Obama não renunciou à expansão da NATO para o Leste, e ao enfraquecimento da Rússia; as concessões são formais e visam apenas isolar a China o mais possível, o país que se arrisca a por em causa a hegemonia planetária de Washington.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, é na Ásia que o carácter agressivo da nova presidência estado-unidense emerge com toda clareza. Não se trata apenas do facto de que a guerra no Afeganistão foi estendida ao Paquistão, com o recurso aos aviões sem piloto (e a sua consequência de "danos colaterais") claramente mais maciço que na época da administração Bush júnior. É sobretudo no que se refere a Formosa que é significativo. A situação estava a melhorar nitidamente: entre a China continental e a ilha, os contactos e os intercâmbios retomavam-se e desenvolviam-se; as relações entre o Partido Comunista Chinês e o Kuomitang foram restabelecidas. Com a nova venda de armas, Obama quer atingir um objectivo bem preciso: se realmente não se pode desmantelar o grande país asiático, pelo menos é preciso impedir a reunificação pacífica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É neste ponto que anuncia a sua chegada a Washington um velho conhecido da política de contenção e de desmantelamento da China. Eis que no momento oportuno entra de novo em cena Sua Santidade que, antes mesmo de por os pés nos EUA, benzeu à distância o mercador de canhões que tem sede na Casa Branca. Mas o Dalai Lama não é universalmente conhecido como o campeão da não-violência? Permito-me, a propósito desta manipulação refinada, remeter para um capítulo do meu livro (A não-violência. Uma história afastada do mito), que o editor Laterza (de Bari-Roma) lançará nas livrarias a 4 de Março próximo. Por enquanto limito-me a antecipar um único ponto. Obras que têm como autor ou co-autor ex-funcionários da CIA revelam uma verdade que jamais deve ser perdida de vista: a não-violência é um "écran" (screen) inventado pelo departamento dos serviços secretos estado-unidenses empenhados sobretudo na "guerra psicológica". Graças a este écran, Sua Santidade foi mergulhado numa aura sagrada, quando desde há muito, após a sua fuga da China em 1959, ele promoveu no Tibete uma revolta armada, alimentado pelos recursos financeiros maciços, pela poderosa máquina organizador e multi-mediática e pelo imenso arsenal estado-unidense; revolta que entretanto fracassou por causa da falta de apoio por parte da população tibetana. Tratava-se de uma revolta armada – escrevem ainda os ex-funcionários da CIA – que permitiram aos EUA acumular experiências preciosas para as guerras na Indochina, ou seja, para guerras coloniais – sou seu que acrescento, desta vez – que devem ser classificadas dentre as mais bárbaras do século XX.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, o Dalai Lama e Obama encontram-se. Estava na lógica das coisas. Este encontro entre os dois Prémio Nobel da mentira será tão afectuosa quanto pode ser um encontro entre duas personalidades ligadas entre si por afinidades electivas. Mas ela não promete nada de bom para a causa da paz.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-size: large; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-size: large; line-height: 21px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Por Domenico Losurdo, &lt;/span&gt;professor de&amp;nbsp;história da filosofia na Universidade de Urbino. Dirige desde 1988 a Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für dialektisches Denken, e é membro fundador da l' Associazione Marx XXIesimo secolo "Rievoluzione".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-2478082671455112122?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/2478082671455112122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/dalai-lama-obama-o-encontro-entre-dois.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/2478082671455112122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/2478082671455112122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/dalai-lama-obama-o-encontro-entre-dois.html' title='Dalai Lama &amp; Obama:  O encontro entre dois Prémio Nobel da mentira'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-6964708963279292516</id><published>2010-02-23T08:06:00.000-03:00</published><updated>2010-02-23T08:06:28.389-03:00</updated><title type='text'>Crítica em ação</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S4O2iZaJa9I/AAAAAAAAADA/-WzJhS0W200/s1600-h/mt_548137_MELH_TOY_KKE_KAI_THS_KNE_PRAGMATOPOIHSAN_PAREMBASH_SE_HMERIDA_GI_19-02-2010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S4O2iZaJa9I/AAAAAAAAADA/-WzJhS0W200/s320/mt_548137_MELH_TOY_KKE_KAI_THS_KNE_PRAGMATOPOIHSAN_PAREMBASH_SE_HMERIDA_GI_19-02-2010.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1266922957_1" style="-webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-attachment: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial; border-bottom-color: initial; border-bottom-style: none; border-bottom-width: initial; cursor: pointer; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;JUVENTUDE&lt;/span&gt;&amp;nbsp;COMUNISTA GREGA INVADE E INTERROMPE UM SEMINÁRIO DE ALTOS COMANDANTES&amp;nbsp;&lt;span class="yshortcuts" id="lw_1266922957_2" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;MILITARES&lt;/span&gt;&amp;nbsp;DA OTAN, QUE DISCUTIAM, EM SALÔNICA, NOVOS CONCEITOS ESTRATÉGICOS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1836140615132439019-6964708963279292516?l=institutocaiopradojrmg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/feeds/6964708963279292516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/critica-em-acao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/6964708963279292516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1836140615132439019/posts/default/6964708963279292516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/2010/02/critica-em-acao.html' title='Crítica em ação'/><author><name>Pablo Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10660601494106029204</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/SrbYFZ7p7OI/AAAAAAAAABo/SelHBCepkh4/S220/035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bDOYyRHXVb4/S4O2iZaJa9I/AAAAAAAAADA/-WzJhS0W200/s72-c/mt_548137_MELH_TOY_KKE_KAI_THS_KNE_PRAGMATOPOIHSAN_PAREMBASH_SE_HMERIDA_GI_19-02-2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1836140615132439019.post-2485923329783343580</id><published>2010-02-19T11:59:00.000-02:00</published><updated>2010-02-19T11:59:14.051-02:00</updated><title type='text'>Luiz Carlos Prestes - revolucionário, comunista e patriota</title><content type='html'>&lt;div alig
